Tendo em conta a tua maravilhosa tendência para complicar o simples, fico a aguardar a continuação.
Thanks!! :p :D
Como as decisões acontecem. Eu não encontro o ponto de decisão, vamos supor, eu decido parar de escrever ou continuar a escrever, quando o evento de começar a escrever ou parar de escrever inicia eu não encontro aquilo que tomou a decisão, a decisão já foi tomada. Mas na verdade não há um inicio. O que acontece é apenas um suceder de acontecimentos. Não existem escolhas, existe continuidade. No entanto para efeitos de descrição chamamos escolhas.
Se puser duas t-shirts na cama para escolher, quando linguisticamente declaro, seja por pensamento, seja por palavra, a escolha de uma delas, essa decisão já foi tomada. Quem tomou a decisão? O que tomou a decisão? Não sei. Mas para haver uma entidade decisora tínhamos que dizer que ela não é parte do que é, algo separado, que se emancipou e tomou decisões. O quê? Onde está? Nada é separado, isto é tudo uma amálgama de eventos que decorrem agora. Mas existe uma ilusão. Ela sugere poder e autoria, mas na realidade não está aqui nada, só pensamentos a dizer: eu sou, quero, posso e mando.
Vamos ver uma situação menos reflexiva, mais flagrante. a conduzir até se pode dizer que foi o momento que decidiu, a vida que decidiu. Quando vês a curva, a interseção, etc, já sabes o que vais fazer e quando vais fazer. Aliás até posso dizer uma barbaridade mas se houvesse uma entidade separada ela tinha de se manifestar, de orientar o corpo, logo enquanto ela se manifestava nós provavelmente já tínhamos um acidente tal é a rapidez com que acontecem as coisas no trânsito.
A vida vive em ebulição constante. uma dança infinita de causas e efeitos. Independentemente daquilo que eu penso sobre ela, ela decorre.
bisou