Kanashibari

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ivan.sato
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Kanashibari

Postby ivan.sato » Fri Jun 20, 2014 10:48 pm

Hello!

My name isn't Ivan, but this poor little "I" wants some anonymous privacy. Sorry.

I'm 30 years old, that's true, and I live in São Paulo, Brazil, abou 30Km from Itaquera Stadium. Are you watching the World Cup? Well, I'm not interested in championships.

When I was a teenager, I believed in Christianity. In that time I had depressive tendencies, and I tried to use te religion to fix myself. I had a good smile in my face, but inside I felt worse and worse. About the year of 2008 I started reading about magic, mysticism and worldwide religions. Everything was very interesting, but something really caught me up, it was a Jiddu Krishnamurti's speech telling about the true revolution of the mind.

Then in 2011 I read Tolle's book The power of now. I remember I didn't even finish the book and I was on the other site of the Gate. Everything was so clear and light, I was so thankful to be alive. I lived about 3 days voluptuously, the traffic jams, my job, the home affairs, everything was so good. Then my boyfriend came back from the trip, and in a few more days it was over, the suffering "I" was back. I don't blame him.

In 2012 I read The Mirror by N. Norbu Rinpoche. In that afternoon I was free again, the subway, the crowds of people in a rush, everything was so right, so perfect. When I woke up in the next morning it was gone.

Since then I've been reading them over again, and reading new books, and meditating. But the Gate is still there, in front of me. I know I'm just dreaming, I struggle to wake up, but I just can't. Like in a kanashibari (sleep paralysis). Maybe my desire to awaken is sabotaging the Awakening itself?

It looks so close, yet so hard to get through.

I've been reading that I need a Sangha and a master. But I've been avoiding what would require much responsibilities.

Now, this place feels good for me. It feels promising.

Any guide there willing to help me?

Thanks in advance.

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Canfora
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Re: Kanashibari

Postby Canfora » Fri Jun 20, 2014 10:56 pm

Olá, Ivan e bem vindo à Liberation Unleashed. É um prazer ter-te aqui!
Preferes ser guiado em Português ou em Inglês?

Sandra

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ivan.sato
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Re: Kanashibari

Postby ivan.sato » Sat Jun 21, 2014 12:52 am

Oi Sandra,

Pode ser em português, sim, caso as pequenas diferenças não se tornem obstáculos.

Seria bom mover este tópico para o local correto, não acha?

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Canfora
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Re: Kanashibari

Postby Canfora » Sat Jun 21, 2014 1:45 pm

Oi Ivan,

Obrigada pela tua simpática introdução!
Pode ser em português, sim, caso as pequenas diferenças não se tornem obstáculos.
Posso tratar-te por tu? É mais fácil para mim - o meu português é um português de Portugal.
Se não perceberes aquilo que eu digo, estás à vontade para fazeres perguntas. Se necessário, eu faço o mesmo.
Seria bom mover este tópico para o local correto, não acha?
Sim, posso movê-lo para a área internacional, pode ser que seja útil para alguém que só fale Português.
Depois de fazeres log in, se clicares em View your posts aparece o link para este Topic. Também podes seguir o link que aparece na notificação de e-mail que recebes sempre que eu submeto um post.

Se ainda não a leste, agradeço que leias esta página antes de começarmos: http://liberationunleashed.com/disclaimer-2/

E que vejas se estás de acordo com estes procedimentos:

- escrever pelo menos um post por dia - nem que seja para dizer "hoje não tenho tempo";
- máxima honestidade nas respostas;
- as respostas devem ter por base a tua experiência e não o que aprendeste em livros ou em conversas;
- fazes uma pausa na leitura e visionamento de vídeos sobre este tipo de assuntos, enquanto estivermos a ter esta conversa (ler este forum, o livro da LU ou as quotes do App - que podes encontrar no menu acima - é sempre uma boa ideia!).

Eu não estou aqui para te ensinar o que quer que seja. A minha única função é fazer-te perguntas muito diretas, para que procures as tuas respostas na tua experiência.

Se estiveres de acordo com o que escrevi acima, aqui está a minha primeira pergunta:

Quais são as tuas expectativas, o que é que esperas que aconteça quando vires que não existe um eu na realidade?


****************************************************************************************************************************************

Este site pode fazer log out sem aviso prévio e puff... tudo o que escrevestes desaparece! - convém copiares o texto antes de carregares no botão Preview ou Submit. Também podes escrever num processador de texto.

Pare aprenderes a usar a função Quote podes ler esta explicação: http://liberationunleashed.com/nation/v ... ?f=4&t=660

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Re: Kanashibari

Postby ivan.sato » Sat Jun 21, 2014 3:12 pm

Oi Sandra,

Eu que agradeço pela sua disposição em guiar-me.
Se não perceberes aquilo que eu digo, estás à vontade para fazeres perguntas. Se necessário, eu faço o mesmo.
OK, combinado.
Se ainda não a leste, agradeço que leias esta página antes de começarmos: http://liberationunleashed.com/disclaimer-2/
Sim, a li antes de fazer o cadastro.
E que vejas se estás de acordo com estes procedimentos...
Somente fiquei em dúvida quanto ao ultimo item. Devo fazer uma pausa nos estudos paralelos deste assunto, exceto o conteúdo da LU?
Quais são as tuas expectativas, o que é que esperas que aconteça quando vires que não existe um eu na realidade?
Minha expectativa é atingir aquele estado mais uma vez, ter paz de espírito, ver beleza nas pequenas coisas, não ser abalado pelas dificuldades da vida. Enfim, ter volúpia de viver.

O que experiencio hoje é inquietação, como se minha vida não fosse boa o suficiente. Todos os dias desperto-me do sono com um turbilhão de pensamentos confusos, e cheio de ansiedade. Consigo acalmá-los durante o dia, em poucas horas fico consideravelmente mais calmo. Mas todos os dias é a mesma rotina.

Espero ainda, que desta vez, aquele estado seja mais duradouro que as anteriores. Ou que ao menos que eu aprenda a "reentrar" neste estado com mais facilidade.

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Re: Kanashibari

Postby Canfora » Sat Jun 21, 2014 9:53 pm

Somente fiquei em dúvida quanto ao ultimo item. Devo fazer uma pausa nos estudos paralelos deste assunto, exceto o conteúdo da LU?
Estes estudos são sobre o quê, Ivan? Sem saber qual o conteúdo, não sei responder a esta pergunta.

As tuas expectativas são razoáveis mas, se puderes, deixa-as de lado por agora e entra nesta exploração como se visses tudo pela primeira vez, com olhos de criança. Se necessário, vamos voltar a falar sobre elas.

Se eu te disser que não existe um eu separado, que nunca existiu e que nunca irá existir, que o Ivan não é real, que pensamentos é que surgem? O que é que é sentido?

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Re: Kanashibari

Postby ivan.sato » Sat Jun 21, 2014 11:19 pm

Sandra,
Estes estudos são sobre o quê, Ivan? Sem saber qual o conteúdo, não sei responder a esta pergunta.
Desculpe-me a confusão. Li os procedimentos, em outro tópico, em inglês, e já está claro para mim. * Estou de acordo com os procedimentos.
se puderes, deixa-as de lado por agora e entra nesta exploração como se visses tudo pela primeira vez, com olhos de criança.
Farei o possível.
Se eu te disser que não existe um eu separado, que nunca existiu e que nunca irá existir, que o Ivan não é real, que pensamentos é que surgem? O que é que é sentido?
Sinto serenidade, os pensamentos aquietam-se. Me sinto vazio e cheio ao mesmo tempo, tenuamente.

Sinto também uma leve preocupação de que este estado não durará muito, tenho receio de que meu namorado, ou algum acontecimento faça a sensação desaparecer.

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Re: Kanashibari

Postby ivan.sato » Sun Jun 22, 2014 12:04 am

Se eu te disser que não existe um eu separado, que nunca existiu e que nunca irá existir, que o Ivan não é real, que pensamentos é que surgem? O que é que é sentido?
Estou me perguntando: Já li isto tantas vezes em tantos textos diferentes, por que desta vez o efeito foi diferente?

Quero "cavar" mais fundo.

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Re: Kanashibari

Postby Canfora » Sun Jun 22, 2014 2:51 pm

Sinto serenidade, os pensamentos aquietam-se. Me sinto vazio e cheio ao mesmo tempo, tenuamente.

Sinto também uma leve preocupação de que este estado não durará muito, tenho receio de que meu namorado, ou algum acontecimento faça a sensação desaparecer.
Achas que é possível permanecer indefinidamente no mesmo estado, que há estados que se podem tornar permanentes?
Quero "cavar" mais fundo.
Boa, vamos começar a "cavar" :)

O nosso objetivo é ver - na experiência da vida - se o eu é real.

Para ti, o que é este eu e onde é que ele está?
Ou seja, como é que sabes que o eu existe?

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Re: Kanashibari

Postby ivan.sato » Sun Jun 22, 2014 8:42 pm

Achas que é possível permanecer indefinidamente no mesmo estado, que há estados que se podem tornar permanentes?
Não sei se posso permanecer indefinidamente nesse estado. Desejo que se torne permanente, mas não sinto-me seguro. Como uma criança aprendendo a andar, temo que eu vou cair.

Responderei a outra pergunta mais tarde.

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Re: Kanashibari

Postby ivan.sato » Mon Jun 23, 2014 2:33 am

Para ti, o que é este eu e onde é que ele está?
Ou seja, como é que sabes que o eu existe?
Como posso responder a estas perguntas com base na minha experiência? Este eu é o que penso, sinto, faço. Ele permeia minha experiência de existir. Ele reage prontamente a tudo que acontece.

Está sempre a impor suas necessidades ou vontades. Toda manhã diz de forma veemente "devo acordar", ou "devo trabalhar". Durante o trabalho "devo ser produtivo". No final do expediente "devo ir para casa". Quando estou com fome "devo alimentar-me". Quando medito "devo iluminar-me". Aos finais de semana "devo descansar". E assim por diante.

Acho que percebo esse "eu" como uma autoridade que está sempre ditando o que deveria ser, e dessa forma que se faz percebido.

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Re: Kanashibari

Postby Canfora » Mon Jun 23, 2014 11:58 am

Como posso responder a estas perguntas com base na minha experiência?
Podemos dividir a experiência em 3 aspetos. Lê este artigo, se faz favor: http://liberationunleashed.com/articles ... xperience/.

Resumidamente, a Experiência Direta (ED) é o que está presente aqui e agora, aquilo a que chamamos:
- pensamentos,
- sensações,
- a sensação de estar vivo, de estar presente, de existir.

Se olhares para o que está a acontecer na tua experiência, neste momento, o artigo faz sentido ou consegues experimentar algo diferente, que não se enquadre nesta divisão?
Este eu é o que penso, sinto, faço. Ele permeia minha experiência de existir. Ele reage prontamente a tudo que acontece.

Está sempre a impor suas necessidades ou vontades. Toda manhã diz de forma veemente "devo acordar", ou "devo trabalhar". Durante o trabalho "devo ser produtivo". No final do expediente "devo ir para casa". Quando estou com fome "devo alimentar-me". Quando medito "devo iluminar-me". Aos finais de semana "devo descansar". E assim por diante.

Acho que percebo esse "eu" como uma autoridade que está sempre ditando o que deveria ser, e dessa forma que se faz percebido.
Lendo as frases acima, o que me chama mais a atenção são os "devo". O eu é principalmente uma voz que diz o que deves fazer. Percebi bem?

O que te vou pedir para fazer é estar atento a esta voz, a estes "devo" e olhares para eles quando acontecem.

Vê o que é este "devo" na tua ED (Experiência Direta). É um pensamento? É uma sensação? O que é que descobres quando olhas para o que está a acontecer?

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Re: Kanashibari

Postby ivan.sato » Tue Jun 24, 2014 3:10 am

Emoções e sentimentos (como alegria, tristeza, vontade e insegurança) se enquadram no aspecto de pensamento?
Se olhares para o que está a acontecer na tua experiência, neste momento, o artigo faz sentido ou consegues experimentar algo diferente, que não se enquadre nesta divisão?
Sim, faz muito sentido. Havia me esquecido da profundidade da ausência do eu. Sempre lembro-me que a identidade, a noção de que existe um "eu" separado, é somente uma elaboração da mente. Mas esqueci-me que não há separação entre as experiências e quem a experimenta.

Os pensamentos somem, parece que o tempo parou de correr. Sinto-me mais leve, relaxado, despreocupado.
O eu é principalmente uma voz que diz o que deves fazer. Percebi bem?
Exatamente.
Vê o que é este "devo" na tua ED (Experiência Direta). É um pensamento? É uma sensação? O que é que descobres quando olhas para o que está a acontecer?
Não necessariamente é um pensamento. Geralmente ocorre como ímpetos, uma sensação impulsiva. Quando há o senso de identidade, este "eu" parece estar afirmando-se, ou tentar aprimorar-se. Acho que somente alimenta a assunção desse "eu" dividido.

Faz tempo que não sinto esta tranquilidade.

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Re: Kanashibari

Postby Canfora » Tue Jun 24, 2014 3:29 pm

Emoções e sentimentos (como alegria, tristeza, vontade e insegurança) se enquadram no aspecto de pensamento?
Se eu te pedir para olhares agora para a realidade que te rodeia e encontrares, por exemplo, a *alegria*... consegues ver aquilo a que chamas *alegria*? Onde está a *alegria* na realidade? Onde estão a *tristeza*, a *insegurança*? Consegues encontrá-las?

Emoções, sentimentos, pensamentos são uma experiência real - *alegria* é um dos rótulos que servem para comunicar experiências, que só existe como conteúdo de um pensamento.

Vou usar um exemplo menos abstrato do que as emoções e sentimentos para falar sobre conteúdo dos pensamentos vs. realidade. Eu nunca provei uma jaca. Se procurar na net posso ver que a jaca é um fruto que tem mais ou menos este aspeto:
Image

Se eu te pedir para me descreveres como é a experiência de comer uma jaca, é provável que o consigas fazer e, se eu me esforçar, posso imaginar como é a experiência de comer a jaca, o sabor e a textura da fruta. Mas a tua descrição e a minha imaginação (conceitos, palavras, pensamentos) nunca seriam equivalentes à experiência real de comer uma jaca.

Quando eu te peço para verificares algo na tua experiência, estou a apontar para o que é real, a pedir que olhes, experimentes, "caves" na realidade, para além dos pensamentos/palavras/conceitos.

Espero não estar a complicar :)
Mas esqueci-me que não há separação entre as experiências e quem a experimenta.
O que é que queres dizer com isto, Ivan?
O que é este "quem experimenta" na realidade?
O que é que te leva a dizer que a separação não existe?

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Re: Kanashibari

Postby ivan.sato » Wed Jun 25, 2014 4:03 am

Espero não estar a complicar :)
Não, pelo contrário, foi bastante clara. A palavra pensamento pode ser interpretada de muitas formas, e costumo entender que os pensamentos tem característica verbal. Mas entendi o que você e o texto querem dizer com "pensamento".
Quando eu te peço para verificares algo na tua experiência, estou a apontar para o que é real, a pedir que olhes, experimentes, "caves" na realidade, para além dos pensamentos/palavras/conceitos.
Como saberei que estou fazendo isto corretamente?

O que é que queres dizer com isto, Ivan?
Está escrito no texto "There is never an actual separate object... never an actual separate self". Já havia lido isto em outro lugar, mas esqueci e voltei a assumir que essa separação existe.
O que é este "quem experimenta" na realidade?
Uma experiência.
O que é que te leva a dizer que a separação não existe?
Não sei, não tenho uma resposta.


Sandra, posso escrever sobre um assunto paralelo? Hoje surgiu um problema no meu trabalho, senti bastante ansiedade para solucioná-lo. Eu estava com esse sentimento até pouco agora. Ler a sua resposta e respondê-la acalmou-me bastante. Vocês da LU acham prejudicial que eu esteja envolvido em atividades que me fazem pensar e ter esse tipo de sentimento?


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