Truth
Re: Truth
Olá Scubadiver,
Não é rasteira. Neste caso simples é fácil perceber a diferença entre o real e o imaginado, mas na vida diária estamos sempre a reagir a conteúdos mentais que são quase sempre imaginados!
Agora faz este exercício sobre a referenciação dos pensamentos:
Pegue uma folha de papel e desenhe uma linha que divide essa folha ao meio. Rotule a primeira coluna como 'Eu, Meu, Mim' e a segunda como 'Outro(s)'. Sente-se e inicie um cronômetro por 5 minutos. Toda vez que você tem um pensamento faça uma marca na folha. Se esse pensamento é sobre o "Eu, Meu, Mim" coloque uma marca na primeira coluna, se for sobre outros, marque na segunda coluna. Exemplo: se for um pensamento sobre comida, este ocorre devido a sentir fome, marque na primeira coluna. Outros exemplos de pensamentos que se referem a um "Eu, Meu, Mim": estou entediado, estou cansado, a porta está trancada (minha segurança), esse vídeo foi engraçado (eu me diverti), minhas costas doem, estou com medo.
Diga-me depois o que foi que concluiu.
Abraço,
Atmajnani
Não é rasteira. Neste caso simples é fácil perceber a diferença entre o real e o imaginado, mas na vida diária estamos sempre a reagir a conteúdos mentais que são quase sempre imaginados!
Agora faz este exercício sobre a referenciação dos pensamentos:
Pegue uma folha de papel e desenhe uma linha que divide essa folha ao meio. Rotule a primeira coluna como 'Eu, Meu, Mim' e a segunda como 'Outro(s)'. Sente-se e inicie um cronômetro por 5 minutos. Toda vez que você tem um pensamento faça uma marca na folha. Se esse pensamento é sobre o "Eu, Meu, Mim" coloque uma marca na primeira coluna, se for sobre outros, marque na segunda coluna. Exemplo: se for um pensamento sobre comida, este ocorre devido a sentir fome, marque na primeira coluna. Outros exemplos de pensamentos que se referem a um "Eu, Meu, Mim": estou entediado, estou cansado, a porta está trancada (minha segurança), esse vídeo foi engraçado (eu me diverti), minhas costas doem, estou com medo.
Diga-me depois o que foi que concluiu.
Abraço,
Atmajnani
- scubadiver12
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Re: Truth
Assim que li o exercício a minha mente começou já a tentar adivinhar o propósito do mesmo.
Pensei que o objetivo fosse perceber que a maioria dos pensamentos são quase todos à volta desse "eu" que imaginamos ser. No entanto, comigo foram cerca de 10 pensamentos sobre os outros e 4 sobre mim. Porém, apesar de existirem mais pensamentos sobre os outros, muitos desses são projeções de aspetos meus nos outros.
Resumindo, não sei se consegui "atingir" o objetivo do exercício nem sei que conclusões retirar sinceramente...
Pensei que o objetivo fosse perceber que a maioria dos pensamentos são quase todos à volta desse "eu" que imaginamos ser. No entanto, comigo foram cerca de 10 pensamentos sobre os outros e 4 sobre mim. Porém, apesar de existirem mais pensamentos sobre os outros, muitos desses são projeções de aspetos meus nos outros.
Resumindo, não sei se consegui "atingir" o objetivo do exercício nem sei que conclusões retirar sinceramente...
Re: Truth
Olá Scubadiver,
Sinto uma certa ansiedade em 'acertar' nas respostas como se te sentisses a ser avaliado.
Mas não há respostas certas nem erradas, nem ninguém te está a avaliar ;-) Relaxa.
Apenas estou a guiar o inquérito e a ajudar-te a VER em maior profundidade a natureza dos pensamentos e a realidade como ela é.
A tua observação foi pertinente, os 10 pensamentos que pareciam referir-se aos outros não são mais do que projeções de pensamentos teus sobre os outros. Seria bom partilhares um ou dois exemplos para vermos isso em mais detalhe.
Assim, todos os pensamentos referem-se sempre a um sujeito 'Eu' (self-referential thoughts) que reforçam uma identidade conceptual/mental separada dos 'outros' que está na origem do sofrimento (emoções e sentimentos de perda, de falta, de tristeza, raiva, etc.).
Fico a aguardar os exemplos de pensamentos que pareciam referir-se aos outros, antes de avançarmos para outro exercício.
Abraço,
Atmajnani
Sinto uma certa ansiedade em 'acertar' nas respostas como se te sentisses a ser avaliado.
Mas não há respostas certas nem erradas, nem ninguém te está a avaliar ;-) Relaxa.
Apenas estou a guiar o inquérito e a ajudar-te a VER em maior profundidade a natureza dos pensamentos e a realidade como ela é.
A tua observação foi pertinente, os 10 pensamentos que pareciam referir-se aos outros não são mais do que projeções de pensamentos teus sobre os outros. Seria bom partilhares um ou dois exemplos para vermos isso em mais detalhe.
Assim, todos os pensamentos referem-se sempre a um sujeito 'Eu' (self-referential thoughts) que reforçam uma identidade conceptual/mental separada dos 'outros' que está na origem do sofrimento (emoções e sentimentos de perda, de falta, de tristeza, raiva, etc.).
Fico a aguardar os exemplos de pensamentos que pareciam referir-se aos outros, antes de avançarmos para outro exercício.
Abraço,
Atmajnani
- scubadiver12
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Re: Truth
Sim, de forma inconsciente sinto que tenho de responder "bem" às perguntas/exercícios.
Por exemplo, pensar que alguma pessoa não devia ser tão impulsiva (e em áreas da minha vida também sou) ou pensar que tal pessoa é muito preguiçosa, não faz nada (neste caso, estou a projetar a minha sombra nela de pessoa produtiva que não se permite não fazer nada)
Por exemplo, pensar que alguma pessoa não devia ser tão impulsiva (e em áreas da minha vida também sou) ou pensar que tal pessoa é muito preguiçosa, não faz nada (neste caso, estou a projetar a minha sombra nela de pessoa produtiva que não se permite não fazer nada)
Re: Truth
Olá,
Em vez de 'querer acertar nas respostas' tenta olhar para as perguntas com a curiosidade 'ora deixa cá ver isto com atenção', como se estivesses a notar em algo pela primeira vez.
Em ambos os exemplos que deste, além dos pensamentos estarem a julgar o outro em relação a algo que existe em ti, também são pensamentos que rejeitam a realidade como ela é, em ti e no outro. Os pensamentos criam sempre separação, o caminho para a integração está na aceitação de tudo tal como é:
Exemplo: Aquela pessoa é muito impulsiva... e eu também. E daí? É o que é por agora.
Aqui está um exercício que examina a maneira como a mente rotula a experiência - leva cerca de 20 minutos e você precisará de uma caneta e um papel. Este exercício é dividido em lotes de 10 minutos. Para cada período de 10 minutos, preste atenção a qualquer sensação corporal, ou seja, há contração ou relaxamento?
Nos primeiros dez minutos, escreva o que você está experimentando usando a palavra “eu”.
Por exemplo: eu estou sentado numa cadeira, eu estou ouvindo o tique-taque de um relógio, eu estou olhando para um
ecrã do computador, eu estou com fome. Vá direto ao ponto, sem fantasias passadas ou futuras, apenas uma descrição simples de sua experiência aqui e agora.
Depois, nos dez minutos seguintes, continue anotando o que você está experimentando, mas desta vez sem usar a palavra “eu”. Apenas descreva a experiência conforme ela está acontecendo usando verbos. Por exemplo: sentando, digitando, respirando, piscando, ouvindo . (De novo, observe o que está acontecendo no corpo.)
Ao final dos vinte minutos, compare as duas maneiras pelas quais a experiência foi rotulada e responda às quatro perguntas a seguir:
1. Uma maneira é mais verdadeira do que a outra? E em caso afirmativo, qual delas?
2. O que há aqui sem rótulos?
3. Os rótulos afetam a experiência ou apenas a descrevem?
4. Você notou alguma diferença no corpo?
Abraço,
Atmajnani
Em vez de 'querer acertar nas respostas' tenta olhar para as perguntas com a curiosidade 'ora deixa cá ver isto com atenção', como se estivesses a notar em algo pela primeira vez.
Em ambos os exemplos que deste, além dos pensamentos estarem a julgar o outro em relação a algo que existe em ti, também são pensamentos que rejeitam a realidade como ela é, em ti e no outro. Os pensamentos criam sempre separação, o caminho para a integração está na aceitação de tudo tal como é:
Exemplo: Aquela pessoa é muito impulsiva... e eu também. E daí? É o que é por agora.
Aqui está um exercício que examina a maneira como a mente rotula a experiência - leva cerca de 20 minutos e você precisará de uma caneta e um papel. Este exercício é dividido em lotes de 10 minutos. Para cada período de 10 minutos, preste atenção a qualquer sensação corporal, ou seja, há contração ou relaxamento?
Nos primeiros dez minutos, escreva o que você está experimentando usando a palavra “eu”.
Por exemplo: eu estou sentado numa cadeira, eu estou ouvindo o tique-taque de um relógio, eu estou olhando para um
ecrã do computador, eu estou com fome. Vá direto ao ponto, sem fantasias passadas ou futuras, apenas uma descrição simples de sua experiência aqui e agora.
Depois, nos dez minutos seguintes, continue anotando o que você está experimentando, mas desta vez sem usar a palavra “eu”. Apenas descreva a experiência conforme ela está acontecendo usando verbos. Por exemplo: sentando, digitando, respirando, piscando, ouvindo . (De novo, observe o que está acontecendo no corpo.)
Ao final dos vinte minutos, compare as duas maneiras pelas quais a experiência foi rotulada e responda às quatro perguntas a seguir:
1. Uma maneira é mais verdadeira do que a outra? E em caso afirmativo, qual delas?
2. O que há aqui sem rótulos?
3. Os rótulos afetam a experiência ou apenas a descrevem?
4. Você notou alguma diferença no corpo?
Abraço,
Atmajnani
- scubadiver12
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Re: Truth
Olá!
Poderia dizer que pelo que li e ouvi dezenas de vezes que o "eu" é ilusório e que descrever a experiência sem usar o "eu" é mais verdadeiro, mas essa atualmente ainda não é a minha "perceção" (e nem ajuda realmente desenvolver um sistema de crenças baseado na experiência de outra(s) pessoa(s))
Não consigo responder realmente a esta pergunta através da minha própria experiência.1. Uma maneira é mais verdadeira do que a outra? E em caso afirmativo, qual delas?
Poderia dizer que pelo que li e ouvi dezenas de vezes que o "eu" é ilusório e que descrever a experiência sem usar o "eu" é mais verdadeiro, mas essa atualmente ainda não é a minha "perceção" (e nem ajuda realmente desenvolver um sistema de crenças baseado na experiência de outra(s) pessoa(s))
Experiência direta e real.2. O que há aqui sem rótulos?
Na minha perceção, servem apenas para descrever algo, mas não são a realidade em si mesma. Não afetam de forma alguma a realidade.3. Os rótulos afetam a experiência ou apenas a descrevem?
Talvez uma ligeira sensação de leveza no peito quando não descrevia a realidade com a palavra "eu" antes.4. Você notou alguma diferença no corpo?
Re: Truth
Olá Scubadiver,
Eu sentia resistência em observar as sensações subtis do corpo quando fiz estes exercícios, mas com prática tudo mudou!
Agora vamos olhar para a correlação entre os rótulos e a realidade:
Há uma crença de que os rótulos têm uma correspondência direta com a “realidade”. Mas não têm.
Assim como é uma crença geralmente aceite que rótulos como 'bom' e 'mau' são características intrínsecas das “coisas”. Mas, na verdade, não são.
Quando você olha para o rótulo da palavra 'VERDE', qual é a experiência real?
A cor vermelha é "experienciada" ou a cor verde é "experienciada" como sugere o rótulo?
O rótulo ‘VERDE’ tem uma correspondência direta com a ‘realidade’? Ou o
rótulo sugere algo diferente do que está aqui agora (cor vermelha)?
O 'verde' está associado de alguma forma com a experiência da cor vermelha; ou é verde apenas um
rótulo que se sobrepõe à experiência real do vermelho?
Se o rótulo ‘VERDE’ for substituído pelo rótulo ‘BOM’ ou ‘MAU’, o vermelho experienciado é afetado de qualquer maneira como os rótulos sugerem?
A vermelhidão se torna "boa" ou "má", ou os rótulos não têm nenhum efeito sobre a 'realidade'?
Abraço,
Atmajnani
Exatamente! Quando perguntei se havia uma maneira mais verdadeira que outra era para procurares nas sensações do corpo o que é VERDADE ou FALSO, o SIM ou o NÃO. O corpo sabe sempre e exprime-se através de sensações: leveza vs.pesado, expansão vs. contração. Quando uma pessoa tem bloqueios emocionais ou trauma tem dificuldade em prestar atenção nas variações subtis das sensações no corpo porque anda muito 'ocupado' com as narrativas mentais.Talvez uma ligeira sensação de leveza no peito quando não descrevia a realidade com a palavra "eu" antes.
Eu sentia resistência em observar as sensações subtis do corpo quando fiz estes exercícios, mas com prática tudo mudou!
Agora vamos olhar para a correlação entre os rótulos e a realidade:
Há uma crença de que os rótulos têm uma correspondência direta com a “realidade”. Mas não têm.
Assim como é uma crença geralmente aceite que rótulos como 'bom' e 'mau' são características intrínsecas das “coisas”. Mas, na verdade, não são.
Quando você olha para o rótulo da palavra 'VERDE', qual é a experiência real?
A cor vermelha é "experienciada" ou a cor verde é "experienciada" como sugere o rótulo?
O rótulo ‘VERDE’ tem uma correspondência direta com a ‘realidade’? Ou o
rótulo sugere algo diferente do que está aqui agora (cor vermelha)?
O 'verde' está associado de alguma forma com a experiência da cor vermelha; ou é verde apenas um
rótulo que se sobrepõe à experiência real do vermelho?
Se o rótulo ‘VERDE’ for substituído pelo rótulo ‘BOM’ ou ‘MAU’, o vermelho experienciado é afetado de qualquer maneira como os rótulos sugerem?
A vermelhidão se torna "boa" ou "má", ou os rótulos não têm nenhum efeito sobre a 'realidade'?
Abraço,
Atmajnani
- scubadiver12
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Re: Truth
Olá!
Eu sei que não é o foco do exercício, mas podemos explorar um pouco mais essa questão do bom e mau (ou certo e errado)? É algo com o qual me tenho questionado ultimamente...
Obviamente que os rótulos não influenciam a realidade. Os rótulos são uma forma de facilitar a comunicação entre os seres humanos, mas não são a realidade experienciada pelos 5 sentidos.
Muito interessante este exercício.
Eu sei que não é o foco do exercício, mas podemos explorar um pouco mais essa questão do bom e mau (ou certo e errado)? É algo com o qual me tenho questionado ultimamente...
Obviamente que os rótulos não influenciam a realidade. Os rótulos são uma forma de facilitar a comunicação entre os seres humanos, mas não são a realidade experienciada pelos 5 sentidos.
Muito interessante este exercício.
Re: Truth
Olá Scubadiver,
Então podemos olhar para um exemplo parecido:
Traz ao pensamento uma personagem rotulada como "amigo".
Em seguida, traz ao pensamento uma personagem rotulada como “estranho”.
Compare esses pensamentos.
Existe uma diferença nesses pensamentos?
Existe uma diferença real ou é apenas um conteúdo diferente?
Agora, pense numa personagem rotulada como “amigo”.
Depois disso, observe um pensamento sobre uma personagem rotulada como “eu”.
Existe alguma diferença?
Há algo de especial nos pensamentos com o conteúdo "eu-personagem"?
Abraço,
Atmajnani
Então podemos olhar para um exemplo parecido:
Traz ao pensamento uma personagem rotulada como "amigo".
Em seguida, traz ao pensamento uma personagem rotulada como “estranho”.
Compare esses pensamentos.
Existe uma diferença nesses pensamentos?
Existe uma diferença real ou é apenas um conteúdo diferente?
Agora, pense numa personagem rotulada como “amigo”.
Depois disso, observe um pensamento sobre uma personagem rotulada como “eu”.
Existe alguma diferença?
Há algo de especial nos pensamentos com o conteúdo "eu-personagem"?
Abraço,
Atmajnani
- scubadiver12
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Re: Truth
Olá.
Eu responderia "não" às perguntas todas, parece-me evidente que não existe diferença nos pensamentos, apenas muda o seu conteúdo...
Também se pode aplicar este exercício ao "bem" e "mal" ou "certo" e "errado"? Parece-me que sim, são apenas filtros através dos quais vemos (ou distorcemos) a realidade. Não passam de pensamentos, só muda o conteúdo dos mesmos...
Mais um belo exercício, obrigado
Eu responderia "não" às perguntas todas, parece-me evidente que não existe diferença nos pensamentos, apenas muda o seu conteúdo...
Também se pode aplicar este exercício ao "bem" e "mal" ou "certo" e "errado"? Parece-me que sim, são apenas filtros através dos quais vemos (ou distorcemos) a realidade. Não passam de pensamentos, só muda o conteúdo dos mesmos...
Mais um belo exercício, obrigado
Re: Truth
Olá,
Pois é, o conteúdo dos pensamentos pode mudar consoante os 'filtros' ou condicionamento do pensador, mas não passam todos de pensamentos que vêm e vão e que não são a experiência direta da Vida.
O próximo exercício tem um duplo propósito. Em primeiro lugar, tomar consciência de como os pensamentos aparecem. Em segundo lugar, a observação cuidadosa do intervalo vazio entre pensamentos é um exemplo de quão cuidadosamente se deve procurar o ‘Eu separado’.
Aqui está uma descrição passo a passo de como observar os pensamentos. A primeira coisa é sentar pelo menos durante 10-15 minutos em silêncio em algum lugar, várias vezes ao longo do dia. Feche seus olhos e apenas observe os pensamentos. Não se envolva com nenhum pensamento, apenas observe-os.
1. Observe o pensamento atual que está presente.
Como quando você fica sentado observando o corpo, pode surgir um pensamento “estes são meus pés” ou “aqui está uma
dor” ou “minha respiração está muito rápida” ou “estou entediado com este exercício” ou “tenho melhores coisas para fazer” ou qualquer tipo de pensamento.
2. Este pensamento passará e outro pensamento surgirá. Então apenas observe esse pensamento a passar.
3. Então espere o próximo pensamento chegar.
4. Quando o próximo pensamento estiver presente, apenas observe-o e veja como ele passa.
5. Então espere o próximo pensamento chegar.
6. Repita os itens 4 e 5 muitas vezes.
Entre os 2 pensamentos existe um intervalo vazio. Pode ser muito curto ou subtil, durar apenas um segundo ou alguns segundos antes do próximo pensamento surgir. É assim que olhamos para os pensamentos.
Olhando como eles vêm e vão, e observando o pequeno intervalo vazio entre eles.
Percebendo como o pensamento atual está passando. E esperando o próximo pensamento chegar.
Por favor, faça o seguinte exercício:
Ao longo do dia, tente observar o intervalo vazio entre os pensamentos com a maior frequência possível.
Isso pode ser feito notando que o “pensamento” está acontecendo agora mesmo, então pare e simplesmente espere que o próximo pensamento venha. Na ‘espera’ há um intervalo vazio entre dois pensamentos.
Depois conta como correu.
Abraço,
Atmajnani
Pois é, o conteúdo dos pensamentos pode mudar consoante os 'filtros' ou condicionamento do pensador, mas não passam todos de pensamentos que vêm e vão e que não são a experiência direta da Vida.
O próximo exercício tem um duplo propósito. Em primeiro lugar, tomar consciência de como os pensamentos aparecem. Em segundo lugar, a observação cuidadosa do intervalo vazio entre pensamentos é um exemplo de quão cuidadosamente se deve procurar o ‘Eu separado’.
Aqui está uma descrição passo a passo de como observar os pensamentos. A primeira coisa é sentar pelo menos durante 10-15 minutos em silêncio em algum lugar, várias vezes ao longo do dia. Feche seus olhos e apenas observe os pensamentos. Não se envolva com nenhum pensamento, apenas observe-os.
1. Observe o pensamento atual que está presente.
Como quando você fica sentado observando o corpo, pode surgir um pensamento “estes são meus pés” ou “aqui está uma
dor” ou “minha respiração está muito rápida” ou “estou entediado com este exercício” ou “tenho melhores coisas para fazer” ou qualquer tipo de pensamento.
2. Este pensamento passará e outro pensamento surgirá. Então apenas observe esse pensamento a passar.
3. Então espere o próximo pensamento chegar.
4. Quando o próximo pensamento estiver presente, apenas observe-o e veja como ele passa.
5. Então espere o próximo pensamento chegar.
6. Repita os itens 4 e 5 muitas vezes.
Entre os 2 pensamentos existe um intervalo vazio. Pode ser muito curto ou subtil, durar apenas um segundo ou alguns segundos antes do próximo pensamento surgir. É assim que olhamos para os pensamentos.
Olhando como eles vêm e vão, e observando o pequeno intervalo vazio entre eles.
Percebendo como o pensamento atual está passando. E esperando o próximo pensamento chegar.
Por favor, faça o seguinte exercício:
Ao longo do dia, tente observar o intervalo vazio entre os pensamentos com a maior frequência possível.
Isso pode ser feito notando que o “pensamento” está acontecendo agora mesmo, então pare e simplesmente espere que o próximo pensamento venha. Na ‘espera’ há um intervalo vazio entre dois pensamentos.
Depois conta como correu.
Abraço,
Atmajnani
- scubadiver12
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Re: Truth
O intervalo entre pensamentos vai sendo cada vez maior à medida que a meditação evolui, embora continue a existir a identificação com o "eu" separado.
Não sei se entendi bem a parte de "tomar consciência de como os pensamentos aparecem"... Aparecem e desaparecem, mas de onde e como não faço ideia... Aparentemente aparecem para um "eu" que muitos dizem ser ilusório, embora ainda não seja a minha experiência direta...
Não sei se entendi bem a parte de "tomar consciência de como os pensamentos aparecem"... Aparecem e desaparecem, mas de onde e como não faço ideia... Aparentemente aparecem para um "eu" que muitos dizem ser ilusório, embora ainda não seja a minha experiência direta...
Re: Truth
Olá,
A ilusão do 'Eu' é um conjunto de pensamentos que criam uma identidade mental da qual não estás completamente consciente. À medida que formos avançando nestes exercícios começas a tomar mais consciência de como essa ilusão está a condicionar as tuas acções. Há que ter paciência e continuar.
Agora talvez consigas responder a um exercício mais longo de observação dos pensamentos:
Sente-se calmamente por cerca de 30 minutos e observe os pensamentos que surgem.
Apenas deixe-os aparecer como aparecem. Faça o seu melhor para ignorar COMPLETAMENTE o que eles estão dizendo e apenas observe como eles aparecem sem você fazer nada.
De onde eles vêm e para onde vão?
Você fez alguma coisa para que um determinado pensamento ou pensamentos aparecessem?
Você poderia ter feito alguma coisa para que um pensamento diferente aparecesse naquele exato momento?
Você pode prever seu próximo pensamento?
Você pode selecionar, entre uma variedade de pensamentos, ter apenas pensamentos agradáveis?
Você pode escolher não ter pensamentos dolorosos, negativos ou de medo?
Você pode escolher qualquer tipo de pensamento?
É possível impedir que um pensamento apareça?
Parece que o pensamento tem uma aparência lógica e ordenada, mas observe com cuidado e apenas note se existe uma sequência organizada. Ou é apenas mais um pensamento que diz ‘estes pensamentos estão em sequência” ou “eles ligam-se ao conteúdo do pensamento anterior”, ou que “um pensamento segue outro pensamento’?
Abraço,
Atmajnani
Já é muito bom tomar essa consciência de que é um processo totalmente involuntário e impessoal. A mente produz pensamentos a todo o momento de forma automática e assim como aparecem também desaparecem. Agarrarmo-nos ao conteúdo dos pensamentos que surgem só causa sofrimento mental e emocional.Aparecem e desaparecem, mas de onde e como não faço ideia...
Podemos dizer que os pensamentos surgem na nossa consciência quando nos focamos neles, ou seja, tomamos consciência deles por meio da atenção que lhes damos. Muitos outros nem sequer tomamos consciência, mas controlam as nossas acções de forma inconsciente. Uma pesquisa da Queen's University, no Canadá, descobriu que os humanos têm cerca de 6,5 pensamentos por minuto ou cerca de 6.000 por dia, presumindo 8 horas de sono (e descontando os pensamentos durante o sono).Aparentemente aparecem para um "eu" ...
A ilusão do 'Eu' é um conjunto de pensamentos que criam uma identidade mental da qual não estás completamente consciente. À medida que formos avançando nestes exercícios começas a tomar mais consciência de como essa ilusão está a condicionar as tuas acções. Há que ter paciência e continuar.
Agora talvez consigas responder a um exercício mais longo de observação dos pensamentos:
Sente-se calmamente por cerca de 30 minutos e observe os pensamentos que surgem.
Apenas deixe-os aparecer como aparecem. Faça o seu melhor para ignorar COMPLETAMENTE o que eles estão dizendo e apenas observe como eles aparecem sem você fazer nada.
De onde eles vêm e para onde vão?
Você fez alguma coisa para que um determinado pensamento ou pensamentos aparecessem?
Você poderia ter feito alguma coisa para que um pensamento diferente aparecesse naquele exato momento?
Você pode prever seu próximo pensamento?
Você pode selecionar, entre uma variedade de pensamentos, ter apenas pensamentos agradáveis?
Você pode escolher não ter pensamentos dolorosos, negativos ou de medo?
Você pode escolher qualquer tipo de pensamento?
É possível impedir que um pensamento apareça?
Parece que o pensamento tem uma aparência lógica e ordenada, mas observe com cuidado e apenas note se existe uma sequência organizada. Ou é apenas mais um pensamento que diz ‘estes pensamentos estão em sequência” ou “eles ligam-se ao conteúdo do pensamento anterior”, ou que “um pensamento segue outro pensamento’?
Abraço,
Atmajnani
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Re: Truth
Olá!
Essas perguntas são poderosas e muito boas.
Pelo que vejo através da minha experiência, não existe qualquer controlo sobre os pensamentos nem ninguém (um "eu") que os possa controlar ou manipular. No entanto, ainda existe identificação com o personagem, com a história da "minha vida"... Devo repetir este exercício muitas vezes?
Essas perguntas são poderosas e muito boas.
Pelo que vejo através da minha experiência, não existe qualquer controlo sobre os pensamentos nem ninguém (um "eu") que os possa controlar ou manipular. No entanto, ainda existe identificação com o personagem, com a história da "minha vida"... Devo repetir este exercício muitas vezes?
Re: Truth
Olá,
O que podes 'treinar' é desligar a tua atenção do conteúdo de pensamentos negativos que causam sofrimento. E rapidamente eles desaparecem da tua consciência porque já viste que eles vêm e vão sem qualquer controlo da tua parte.
Mas vamos continuar com o inquérito.
O link a seguir é um clip de 7 minutos de um jogo de futebol:
https://www.youtube.com/watch?v=Yy5pL-myDzw
1. Assista um minuto com o som desligado, observando ‘pessoas’ brincando com um objecto redondo num campo, para cima e para baixo, para cima e para baixo. Deixe-se absorver por toda a experiência.
2. Uma vez completado o primeiro minuto, observe agora outro minuto inteiro com o comentário ativado.
Observe as diferenças. Observe como o comentarista (pensamento) oferece muita informação, até mesmo conselhos. Parece que ele pode influenciar de alguma forma o que está acontecendo, como se um resultado fosse preferível ao resultado oposto. O comentário até parece aumentar quaisquer sentimentos de apoio que existam e exigem uma identificação com uma equipe ou outra, e com a importância do jogo em si.
3. Agora desligue o volume NOVAMENTE e apenas observe a ação sem nenhum som audível ou comentários, veja as formas se movendo na tela, etc. Observe novamente todas as diferenças naquilo que aparece como experiência direta.
4. Agora ligue o volume novamente e ignore o que você acha que sabe que o pensamento está falando, e apenas perceba isso como som.
O que você descobriu ao fazer este exercício?
O comentário sobre o jogo de futebol é uma necessidade para que o jogo aconteça?
E da mesma forma, a narrativa interior do pensamento é uma necessidade para que o jogo da vida aconteça?
Abraço,
Atmajnani
O que podes 'treinar' é desligar a tua atenção do conteúdo de pensamentos negativos que causam sofrimento. E rapidamente eles desaparecem da tua consciência porque já viste que eles vêm e vão sem qualquer controlo da tua parte.
Mas vamos continuar com o inquérito.
O link a seguir é um clip de 7 minutos de um jogo de futebol:
https://www.youtube.com/watch?v=Yy5pL-myDzw
1. Assista um minuto com o som desligado, observando ‘pessoas’ brincando com um objecto redondo num campo, para cima e para baixo, para cima e para baixo. Deixe-se absorver por toda a experiência.
2. Uma vez completado o primeiro minuto, observe agora outro minuto inteiro com o comentário ativado.
Observe as diferenças. Observe como o comentarista (pensamento) oferece muita informação, até mesmo conselhos. Parece que ele pode influenciar de alguma forma o que está acontecendo, como se um resultado fosse preferível ao resultado oposto. O comentário até parece aumentar quaisquer sentimentos de apoio que existam e exigem uma identificação com uma equipe ou outra, e com a importância do jogo em si.
3. Agora desligue o volume NOVAMENTE e apenas observe a ação sem nenhum som audível ou comentários, veja as formas se movendo na tela, etc. Observe novamente todas as diferenças naquilo que aparece como experiência direta.
4. Agora ligue o volume novamente e ignore o que você acha que sabe que o pensamento está falando, e apenas perceba isso como som.
O que você descobriu ao fazer este exercício?
O comentário sobre o jogo de futebol é uma necessidade para que o jogo aconteça?
E da mesma forma, a narrativa interior do pensamento é uma necessidade para que o jogo da vida aconteça?
Abraço,
Atmajnani
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