Way to Light
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Re: Way to Light
Good morning Jim,
i want to ask you something, i´m feeling a bit stuck on these last days and i really don´t feel i´m making progresses. is it possible to switch of guide? there´s a guide here "Canfora" who can guide in portuguese, maybe in my native language it could be more easy for me to "see". is that ok with you? is it possible?
love,
Pedro
i want to ask you something, i´m feeling a bit stuck on these last days and i really don´t feel i´m making progresses. is it possible to switch of guide? there´s a guide here "Canfora" who can guide in portuguese, maybe in my native language it could be more easy for me to "see". is that ok with you? is it possible?
love,
Pedro
Re: Way to Light
Dear Pedro,
I imagine that could be very helpful for you. I will contact Canfora to see if that's ok. I'll let you know...
Sending love,
Jim
I imagine that could be very helpful for you. I will contact Canfora to see if that's ok. I'll let you know...
Sending love,
Jim
You are therefore located neither in the world of this,
nor in the world of that, nor in any place between the two.
nor in the world of that, nor in any place between the two.
Re: Way to Light
Olá Pedro! O Jim enviou-me uma mensagem a perguntar se podia continuar contigo. Assim sendo, se é isso que pretendes, vou ser a tua guia.
Geralmente quando penso nesta exploração imagino um caminho, que duas pessoas seguem juntas durante algum tempo, a conversar sobre vários assuntos, com o objetivo principal de ver que o eu é uma ilusão. O que é que dirias que já descobriste neste caminho até ao momento? Descobriste algo que não sabias? Viste algo de novo?
E o que é que pensas que te falta ver? Atualmente o que é que parece fazer com que um eu seja real?
Abraço,
Canfora
Geralmente quando penso nesta exploração imagino um caminho, que duas pessoas seguem juntas durante algum tempo, a conversar sobre vários assuntos, com o objetivo principal de ver que o eu é uma ilusão. O que é que dirias que já descobriste neste caminho até ao momento? Descobriste algo que não sabias? Viste algo de novo?
E o que é que pensas que te falta ver? Atualmente o que é que parece fazer com que um eu seja real?
Abraço,
Canfora
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Re: Way to Light
Olá Canfora,
espero não ter incomodado :), eu estive a ver o forum internacional e reparei que havia em pt e vi que tu escrevias nessa lingua. como senti que as coisas ultimamente tinham emperrado então lembrei-me que talvez em português a transmissão de informação e consequente clareza fosse melhor. talvez faça sentido, talvez não, se não houver problema da tua parte, gostava de tentar :).
com o Jim estive cerca de 3/4 semanas, no início houve claramente uma ruptura com o "eu", desliguei-me bastante dos filmes mentais (a maioria deles até era sobre a minha evolução espiritual :D), até tive uma experiência de unicidade (se é que se pode definir assim) que foi fantástica. mas algum tempo depois parece que a dureza da vida entra, o stress e por aí fora, e de repente já sou outra vez um "eu" necessitado e reativo. as coisas novas que descobri foi a não-localização, ou seja, vejo que não há um "eu" em qualquer lado, ninguém comanda, o autor não existe, as coisas simplesmente decorrem da maneira como decorrem, neste momento.
atualmente acho que há duas perspectivas. intelectualmente tudo o que aprendi e algumas coisas que já sabia fazem sentido, e algumas experiências que tive comprovam isso, no entanto experiencialmente acho que ainda não "vi" com profundidade, as mudanças foram efémeras. ainda tenho uma sensação de insatisfação sabes, como se as circuntâncias de vida atuais não fossem corretas, completas e precisassem de melhorar. ou então certos estados físicos ou emocionais fossem defeituosos e devessem ser corrigidos. portanto no fundo acho que ainda acredito num "eu", pelo menos a minha atitude e comportamento mostram isso. a busca permanece.
obrigado,
Pedro
espero não ter incomodado :), eu estive a ver o forum internacional e reparei que havia em pt e vi que tu escrevias nessa lingua. como senti que as coisas ultimamente tinham emperrado então lembrei-me que talvez em português a transmissão de informação e consequente clareza fosse melhor. talvez faça sentido, talvez não, se não houver problema da tua parte, gostava de tentar :).
com o Jim estive cerca de 3/4 semanas, no início houve claramente uma ruptura com o "eu", desliguei-me bastante dos filmes mentais (a maioria deles até era sobre a minha evolução espiritual :D), até tive uma experiência de unicidade (se é que se pode definir assim) que foi fantástica. mas algum tempo depois parece que a dureza da vida entra, o stress e por aí fora, e de repente já sou outra vez um "eu" necessitado e reativo. as coisas novas que descobri foi a não-localização, ou seja, vejo que não há um "eu" em qualquer lado, ninguém comanda, o autor não existe, as coisas simplesmente decorrem da maneira como decorrem, neste momento.
atualmente acho que há duas perspectivas. intelectualmente tudo o que aprendi e algumas coisas que já sabia fazem sentido, e algumas experiências que tive comprovam isso, no entanto experiencialmente acho que ainda não "vi" com profundidade, as mudanças foram efémeras. ainda tenho uma sensação de insatisfação sabes, como se as circuntâncias de vida atuais não fossem corretas, completas e precisassem de melhorar. ou então certos estados físicos ou emocionais fossem defeituosos e devessem ser corrigidos. portanto no fundo acho que ainda acredito num "eu", pelo menos a minha atitude e comportamento mostram isso. a busca permanece.
obrigado,
Pedro
Re: Way to Light
Olá Pedro,
Aquilo que descreves é muito comum. Existe em nós o desejo de mudar para melhor, de ter experiências especiais, de nos sentirmos bem, de progredir, de aprender. Todas estas coisas podem acontecer com maior ou menor intensidade, ao longo desta exploração, mas a verdade é que também podem não acontecer da forma como esperamos e desejamos que aconteçam, nem quando gostariamos que acontecessem.
Para uma realização ocorrer, nada precisa de mudar pela simples razão de que uma realização não é bem uma experiência. Uma realização é uma mudança na forma como se acreditava que as coisas eram e não necessariamente na forma como as coisas são. Já deves conhecer a analogia do Pai Natal, neste contexto da LU. Quando a realização de que o Pai Natal não existe acontece, não é possível acreditar novamente na sua existência e, apesar de nada ter mudado, existe uma percepção diferente sobre o que é o Natal.
Se queres realmente ver isto, tens de progressivamente por de lado as tuas expetativas e olhar para a realidade tal como ela é, em vez de esperares ver/experimentar algo de diferente.
Dirias que tens receios sobre o que pode acontecer quando vires que o eu é ilusório?
Se eu te sugerir que olhes para algo e me digas o que vês, o que é que fazes? Por exemplo. se eu te perguntar se vês um eu separado, o que é que fazes?
O que é que pensas que o real é? Por outras palavras, como é que sabes se algo é real?
Se eu estiver a ir muito depressa diz, sff.
Abraço,
C
É para isso que aqui estou. Tentemos :)espero não ter incomodado :), eu estive a ver o forum internacional e reparei que havia em pt e vi que tu escrevias nessa lingua. como senti que as coisas ultimamente tinham emperrado então lembrei-me que talvez em português a transmissão de informação e consequente clareza fosse melhor. talvez faça sentido, talvez não, se não houver problema da tua parte, gostava de tentar :).
Ok, obrigada.com o Jim estive cerca de 3/4 semanas, no início houve claramente uma ruptura com o "eu", desliguei-me bastante dos filmes mentais (a maioria deles até era sobre a minha evolução espiritual :D), até tive uma experiência de unicidade (se é que se pode definir assim) que foi fantástica. mas algum tempo depois parece que a dureza da vida entra, o stress e por aí fora, e de repente já sou outra vez um "eu" necessitado e reativo. as coisas novas que descobri foi a não-localização, ou seja, vejo que não há um "eu" em qualquer lado, ninguém comanda, o autor não existe, as coisas simplesmente decorrem da maneira como decorrem, neste momento.
Compreendo.atualmente acho que há duas perspectivas. intelectualmente tudo o que aprendi e algumas coisas que já sabia fazem sentido, e algumas experiências que tive comprovam isso, no entanto experiencialmente acho que ainda não "vi" com profundidade, as mudanças foram efémeras. ainda tenho uma sensação de insatisfação sabes, como se as circuntâncias de vida atuais não fossem corretas, completas e precisassem de melhorar. ou então certos estados físicos ou emocionais fossem defeituosos e devessem ser corrigidos. portanto no fundo acho que ainda acredito num "eu", pelo menos a minha atitude e comportamento mostram isso. a busca permanece.
Aquilo que descreves é muito comum. Existe em nós o desejo de mudar para melhor, de ter experiências especiais, de nos sentirmos bem, de progredir, de aprender. Todas estas coisas podem acontecer com maior ou menor intensidade, ao longo desta exploração, mas a verdade é que também podem não acontecer da forma como esperamos e desejamos que aconteçam, nem quando gostariamos que acontecessem.
Para uma realização ocorrer, nada precisa de mudar pela simples razão de que uma realização não é bem uma experiência. Uma realização é uma mudança na forma como se acreditava que as coisas eram e não necessariamente na forma como as coisas são. Já deves conhecer a analogia do Pai Natal, neste contexto da LU. Quando a realização de que o Pai Natal não existe acontece, não é possível acreditar novamente na sua existência e, apesar de nada ter mudado, existe uma percepção diferente sobre o que é o Natal.
Se queres realmente ver isto, tens de progressivamente por de lado as tuas expetativas e olhar para a realidade tal como ela é, em vez de esperares ver/experimentar algo de diferente.
Dirias que tens receios sobre o que pode acontecer quando vires que o eu é ilusório?
Se eu te sugerir que olhes para algo e me digas o que vês, o que é que fazes? Por exemplo. se eu te perguntar se vês um eu separado, o que é que fazes?
O que é que pensas que o real é? Por outras palavras, como é que sabes se algo é real?
Se eu estiver a ir muito depressa diz, sff.
Abraço,
C
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Re: Way to Light
Boas Canfora, já agora suponho que não seja este o teu nome :D
bjs
Pedro
sim, isso sei que assim é. apesar da mente bombar sempre projeções de como deve ser, quando vai ser, etc... já algum tempo que deixei de dar importância a esses prognósticos.Se queres realmente ver isto, tens de progressivamente por de lado as tuas expetativas e olhar para a realidade tal como ela é, em vez de esperares ver/experimentar algo de diferente.
sim, como não experimentei isso diretamente, não tenho outra forma de olhar para isso sem pensar sobre o assunto. e naturalmente ver diretamente que tudo corre em piloto automático e que a "minha" vida é uma completa fábula é muito assustador. eu sei que não vou ficar tipo zombie errante, até porque nos momentos de não-mente, apenas funcionando diretamente na realidade, eu funciono muito melhor, mas a perspectiva que não há absolutamente nenhum Pedro aqui assusta um bocado. é um vazio que assusta e tive/tenho vários momentos de terror quando faço auto-inquirição ou simplesmente estou "naquilo que é".Dirias que tens receios sobre o que pode acontecer quando vires que o eu é ilusório?
olho para um objeto, qualquer. nesse olhar direto não há nenhum observador nem objeto. só existe a própria experiência, como se fosse uma global integração.Se eu te sugerir que olhes para algo e me digas o que vês, o que é que fazes?
olho para dentro de mim, aparecem sensações corporais, nada mais.se eu te perguntar se vês um eu separado, o que é que fazes?
boa pergunta. eu diria que se consigo percepcionar: ver, ouvir, etc... usar os sentidos, então é real.O que é que pensas que o real é? Por outras palavras, como é que sabes se algo é real?
bjs
Pedro
Re: Way to Light
Olá Pedro,
É o pensar que faz com que aparentemente não vejas. O que está sempre visivel e sempre à frente do teu nariz.
Quando escreves terror é isso mesmo que queres dizer?
O que é que por vezes te causa terror no estar "naquilo que é"? A experiência em si é assustadora?
Abraço,
S
Pois, mas pelo menos no fórum em EN é mais fácil ficar só por Canfora. Chamo-me Sandra.já agora suponho que não seja este o teu nome :D
Sabes, não tens experimentado outra coisa. É um fato que o eu separado é uma ilusão. Assim sendo, todas as experiências acontecem sem um eu.Dirias que tens receios sobre o que pode acontecer quando vires que o eu é ilusório?
sim, como não experimentei isso diretamente, não tenho outra forma de olhar para isso sem pensar sobre o assunto.
É o pensar que faz com que aparentemente não vejas. O que está sempre visivel e sempre à frente do teu nariz.
Não gosto nada dessa ideia mecanicista de que tudo corre em piloto automático. É um ponto de vista um bocado deprimente!e naturalmente ver diretamente que tudo corre em piloto automático e que a "minha" vida é uma completa fábula é muito assustador. eu sei que não vou ficar tipo zombie errante, até porque nos momentos de não-mente, apenas funcionando diretamente na realidade, eu funciono muito melhor, mas a perspectiva que não há absolutamente nenhum Pedro aqui assusta um bocado. é um vazio que assusta e tive/tenho vários momentos de terror quando faço auto-inquirição ou simplesmente estou "naquilo que é".
Quando escreves terror é isso mesmo que queres dizer?
O que é que por vezes te causa terror no estar "naquilo que é"? A experiência em si é assustadora?
Isto quer dizer que acreditas que és o corpo? Ou que estás dentro do corpo?olho para dentro de mim, aparecem sensações corporais, nada mais.
Abraço,
S
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Re: Way to Light
Boas Sandra (muito melhor assim :) )
são ondas de terror sabes, tipo estou sentado em meditação e por vezes quando estou muito alerta tenho uma sensação de arrepio forte, como um medo intenso que me obriga a sair dessa contemplação. noutras alturas é estar ali, em qualquer contexto, a ver o que se passa, sem procurar nada, tudo pára e tenho outra vez essa sensação, parece uma forma de morte.
bjs
Pedro
são ondas de terror sabes, tipo estou sentado em meditação e por vezes quando estou muito alerta tenho uma sensação de arrepio forte, como um medo intenso que me obriga a sair dessa contemplação. noutras alturas é estar ali, em qualquer contexto, a ver o que se passa, sem procurar nada, tudo pára e tenho outra vez essa sensação, parece uma forma de morte.
pois, então não tenho experimentado outra coisa que não o não-eu :). então o que recomendas para deslindar isto?É o pensar que faz com que aparentemente não vejas. O que está sempre visivel e sempre à frente do teu nariz.
sim, acho que lá no fundo ainda acho que a consciência está localizada no corpo, vem do corpo e que eu sou o corpo. contudo não acho que eu esteja dentro do corpo porque vejo que não há um centro de comando, não há eu, só pensamentos que sugerem um eu, mas não há.Isto quer dizer que acreditas que és o corpo? Ou que estás dentro do corpo?
bjs
Pedro
Re: Way to Light
Viva Pedro,
Não precisas de me dar uma explicação muito aprofundada, a minha experiência com a meditação, embora ache que é uma experiência agradável, é muito reduzida. Prefiro ler ou fazer outro tipo de coisas.
Só tens procurado um eu durante a meditação ou quando te esforças para estar presente?
Abraço,
S
Posso perguntar porque é que meditas? E já agora, como é que meditas?são ondas de terror sabes, tipo estou sentado em meditação e por vezes quando estou muito alerta tenho uma sensação de arrepio forte, como um medo intenso que me obriga a sair dessa contemplação. noutras alturas é estar ali, em qualquer contexto, a ver o que se passa, sem procurar nada, tudo pára e tenho outra vez essa sensação, parece uma forma de morte.
Não precisas de me dar uma explicação muito aprofundada, a minha experiência com a meditação, embora ache que é uma experiência agradável, é muito reduzida. Prefiro ler ou fazer outro tipo de coisas.
Só tens procurado um eu durante a meditação ou quando te esforças para estar presente?
Ok. Vou esperar pelas tuas respostas às minhas perguntas assim e depois logo vejo que caminho podemos seguir.sim, acho que lá no fundo ainda acho que a consciência está localizada no corpo, vem do corpo e que eu sou o corpo. contudo não acho que eu esteja dentro do corpo porque vejo que não há um centro de comando, não há eu, só pensamentos que sugerem um eu, mas não há.
Abraço,
S
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Re: Way to Light
Boas Sandra,
medito porque dá-me equilíbrio emocional e mais presença durante o dia. é uma prática fantástica, acho que todos deviam meditar.
mas depois o sofrimento entrou, o stress e o "eu" que afinal estava adormecido voltou a rebeliar-se e senti-me outra vez compelido a entreter o fantasma.
bjs
Pedro
já experimentei um milhão delas, a que eu mais gosto é simplesmente sentar e ficar atento, sem nenhum objeto em particular. só estar ali. algumas correntes chamam-lhe "alerta sem escolha", o budismo tibetano chama-lhe "dzogchen", no budismo zen é "Shikantaza". mas é uma banalidade, no fundo é só mesmo ficar sentado atento ao que se passa :D.Posso perguntar porque é que meditas? E já agora, como é que meditas?
Não precisas de me dar uma explicação muito aprofundada, a minha experiência com a meditação, embora ache que é uma experiência agradável, é muito reduzida. Prefiro ler ou fazer outro tipo de coisas.
medito porque dá-me equilíbrio emocional e mais presença durante o dia. é uma prática fantástica, acho que todos deviam meditar.
a não ser que tenha instruções para tal (como aconteceu com o Jim algumas semanas atrás), nunca faço meditação para descobrir algo novo. apenas estou ali, 30 minutos. no entanto uma coisa que me apercebi com o Jim é que quanto mais escavava durante a meditação atrás de um "eu", mais desinteressado ficava das histórias mentais. de alguma maneira bater de caras contra aquele silêncio óbvio de que não há "eu" nenhum fazia com que eu indiretamente durante o dia ficasse muito menos interessado em alimentar histórias. soava a ridículo andar a construir histórias sobre o que está a acontecer, o que aconteceu ou vai acontecer. parecia que estava a entreter um fantasma e perdi o interesse nisso. nesses dias estava imensamente presente e foi quando tive uma experiência de união com tudo. até achei que era o fim da busca.Só tens procurado um eu durante a meditação ou quando te esforças para estar presente?
mas depois o sofrimento entrou, o stress e o "eu" que afinal estava adormecido voltou a rebeliar-se e senti-me outra vez compelido a entreter o fantasma.
bjs
Pedro
Re: Way to Light
Olá Pedro,
Obrigada pela tua resposta.
Uma coisa é aquilo a que chamamos realidade. Outra é aquilo que gostariamos que fosse real.
Ver que um eu não existe não significa que vai deixar de parecer que um eu existe.
A ilusão continua.
Quando se tem uma experiência agradável de união com tudo é mais fácil ver que o eu separado não existe.
Quando se sofre e a experiência que estamos a ter é "negativa" é difícil ver que o eu separado não existe.
Mas se o eu não existe numas dessas experiências, existirá nas outras?
De qualquer forma, o que já aconteceu já aconteceu.
É impossível observar o que já se foi.
Se queres realmente ver aquilo que eu estou a apontar tens de observar o aqui e agora tal como é.
Neste momento, consegues ver um eu? Olha ao teu redor. É possível encontrar alguma evidência de que existe uma entidade separada de tudo o resto aqui e agora.
O que é que vês?
Abraço,
S
Obrigada pela tua resposta.
Penso que para meditar é necessário ter tendência natural (ou o enquadramento cultural) para o fazer, um pouco como ter tendência para aprender a tocar um instrumento músical. Ou se tem ou não se tem. Eu não tenho tendência para nenhum dos dois.já experimentei um milhão delas, a que eu mais gosto é simplesmente sentar e ficar atento, sem nenhum objeto em particular. só estar ali. algumas correntes chamam-lhe "alerta sem escolha", o budismo tibetano chama-lhe "dzogchen", no budismo zen é "Shikantaza". mas é uma banalidade, no fundo é só mesmo ficar sentado atento ao que se passa :D.
medito porque dá-me equilíbrio emocional e mais presença durante o dia. é uma prática fantástica, acho que todos deviam meditar.
Ok.a não ser que tenha instruções para tal (como aconteceu com o Jim algumas semanas atrás), nunca faço meditação para descobrir algo novo. apenas estou ali, 30 minutos.
Estás a procurar ver se o eu é real ou não ou a procurar experiências "espirituais"?no entanto uma coisa que me apercebi com o Jim é que quanto mais escavava durante a meditação atrás de um "eu", mais desinteressado ficava das histórias mentais. de alguma maneira bater de caras contra aquele silêncio óbvio de que não há "eu" nenhum fazia com que eu indiretamente durante o dia ficasse muito menos interessado em alimentar histórias. soava a ridículo andar a construir histórias sobre o que está a acontecer, o que aconteceu ou vai acontecer. parecia que estava a entreter um fantasma e perdi o interesse nisso. nesses dias estava imensamente presente e foi quando tive uma experiência de união com tudo. até achei que era o fim da busca.
mas depois o sofrimento entrou, o stress e o "eu" que afinal estava adormecido voltou a rebeliar-se e senti-me outra vez compelido a entreter o fantasma.
Uma coisa é aquilo a que chamamos realidade. Outra é aquilo que gostariamos que fosse real.
Ver que um eu não existe não significa que vai deixar de parecer que um eu existe.
A ilusão continua.
Quando se tem uma experiência agradável de união com tudo é mais fácil ver que o eu separado não existe.
Quando se sofre e a experiência que estamos a ter é "negativa" é difícil ver que o eu separado não existe.
Mas se o eu não existe numas dessas experiências, existirá nas outras?
De qualquer forma, o que já aconteceu já aconteceu.
É impossível observar o que já se foi.
Se queres realmente ver aquilo que eu estou a apontar tens de observar o aqui e agora tal como é.
Neste momento, consegues ver um eu? Olha ao teu redor. É possível encontrar alguma evidência de que existe uma entidade separada de tudo o resto aqui e agora.
O que é que vês?
Abraço,
S
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Re: Way to Light
Bom dia Sandra,
bjs
Pedro
mas isso é muito bom. eu tinha a crença que era necessário meditar alguma coisa para "ver o que é", então tu não meditas nem nada do género. então quando viste "o que é" não meditavas? nunca precisaste de o fazer? fogo, sempre pensei que fizesse parte do "processo" :D.Penso que para meditar é necessário ter tendência natural (ou o enquadramento cultural) para o fazer, um pouco como ter tendência para aprender a tocar um instrumento músical. Ou se tem ou não se tem. Eu não tenho tendência para nenhum dos dois.
durante muito tempo troquei a busca. irreflectidamente troquei a procura dos tradicionais valores mundanos pelos valores e experiências espirituais. basicamente é uma forma diferente de vício. aliás ainda há pouco tempo o fazia, o Jim é que me abriu os olhos nesse sentido. desde então não procuro mais experiências, só a verdade.Estás a procurar ver se o eu é real ou não ou a procurar experiências "espirituais"?
pois, mesmo em pleno stress se procurar um "eu" não encontro coisa nenhum, só sensações desagradáveis. mas é o sofrimento sabes, ativa-se um alerta e os pensamentos logo se conjugam para contar que algo está mal e tem de ser corrigido.Mas se o eu não existe numas dessas experiências, existirá nas outras?
não, assim como eu existo tudo existe comigo. não há eu+o mundo. só existe o que é, uma comunhão, uma integração global. mesmo que feche os olhos continuo a experienciar aquilo que é, mas não sou eu que experiencio, a vida apenas decorre.Neste momento, consegues ver um eu? Olha ao teu redor. É possível encontrar alguma evidência de que existe uma entidade separada de tudo o resto aqui e agora.
bjs
Pedro
Re: Way to Light
Olá novamente Pedro,
Abraço,
S
Ahah! Não. Ver não é meditar. Felizmente. É bem mais simples :Dmas isso é muito bom. eu tinha a crença que era necessário meditar alguma coisa para "ver o que é", então tu não meditas nem nada do género. então quando viste "o que é" não meditavas? nunca precisaste de o fazer? fogo, sempre pensei que fizesse parte do "processo" :D.
Sim. Não há nada de errado em procurar experiências. Viver é experimentar constantemente. Mas tens toda a razão quando dizes que a busca espiritual pode ser um vício. Assim como o desenvolvimento pessoal, etc, etc.durante muito tempo troquei a busca. irreflectidamente troquei a procura dos tradicionais valores mundanos pelos valores e experiências espirituais. basicamente é uma forma diferente de vício. aliás ainda há pouco tempo o fazia, o Jim é que me abriu os olhos nesse sentido. desde então não procuro mais experiências, só a verdade.
Repara como uma coisa não tem nada a ver com a outra. O que dizes é como alguém afirmar, na época de Natal, que o Pai Natal é real porque sente sensações "natalícias" e pensa constantemente no velhote de barbas brancas e nas prendas que pode vir a receber ou não.pois, mesmo em pleno stress se procurar um "eu" não encontro coisa nenhum, só sensações desagradáveis. mas é o sofrimento sabes, ativa-se um alerta e os pensamentos logo se conjugam para contar que algo está mal e tem de ser corrigido.
Quando escreves "eu existo" o que é que queres dizer que existe exatamente?não, assim como eu existo tudo existe comigo. não há eu+o mundo. só existe o que é, uma comunhão, uma integração global. mesmo que feche os olhos continuo a experienciar aquilo que é, mas não sou eu que experiencio, a vida apenas decorre.
Abraço,
S
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Re: Way to Light
Boas Sandra,
hoje aconteceu uma coisa engraçada, estava a trabalhar e por alguns momentos estava tão dentro da situação que parecia que eu "era" a situação: a luz do sol, a senhora que estava a minha frente, as palavras, tudo. foi um bocado estranho mas ao mesmo tempo tinha uma certa aura de vulgaridade.
fica bem,
bjs
Pedro
excelente pergunta. li a tua resposta à tarde mas estava no telemóvel e não me dava jeito responder por aí, mas fiquei desconcertado :D. olha não sei, na realidade não consigo dizer que existo individualmente. tudo existe. quando estou consciente do corpo estou consciente de tudo o resto. portanto ou tudo existe ou nada existe. não me posso separar do "que é", mesmo que queira. talvez no sono o faça mas mesmo assim acho que estou consciente dos sonhos :DQuando escreves "eu existo" o que é que queres dizer que existe exatamente?
hoje aconteceu uma coisa engraçada, estava a trabalhar e por alguns momentos estava tão dentro da situação que parecia que eu "era" a situação: a luz do sol, a senhora que estava a minha frente, as palavras, tudo. foi um bocado estranho mas ao mesmo tempo tinha uma certa aura de vulgaridade.
fica bem,
bjs
Pedro
Re: Way to Light
Viva Pedro, bom dia. Obrigada por partilhares os teus pensamentos e a tua experiência. Identifico-me com e entendo o que me descreveste.
Imagina que queres conhecer o Japão e lês um livro fantástico que te faz pensar e sentir que ficaste a conhecer esse país. Tiveste uma experiência, mas não experimentaste a realidade do que é o Japão. Para conheceres realmente o Japão tens de lá ir.
Aqui é o mesmo. Independentemente da experiência que estás a ter, e do que pensas sobre essa experiência, tens de observar. Aqui e agora.
O nosso objetivo não é descobrir o que tu és, é realizar que o que pensas ser um eu não é um eu real.
Isto por vezes é um bocado como descascar uma cebola para ver o que está na camada seguinte.
Se eu te pedir para moveres uma mão e observares o que é que faz mover a mão, qual é a tua resposta? O que é que vês a mover a mão?
Abraço,
S
Vamos tentar deslocar a tua atenção da experiência para o que supostamente está a experimentar, o eu de que falas. Vou tentar explicar-te porquê. Estamos sempre a ter experiências. Por vezes parece que existe um eu - isto é a ilusão. Por vezes é óbvio que não existe um eu - isto é ver. Mas é possível encontrar a resposta sobre se o eu existe ou não em qualquer experiência, deste que te foques naquilo que pensas que é o eu. Se te focares numa experiência como a que descreves, e usares a experiência em si para chegar a conclusões, quando as experiências forem daquelas que reforçam a ilusão de que és um eu separado vais ficar com dúvidas. É por isso que tens de observar o que parece ser um eu e ver se é realmente um eu, independentemente do tipo de experiência que estás a ter.hoje aconteceu uma coisa engraçada, estava a trabalhar e por alguns momentos estava tão dentro da situação que parecia que eu "era" a situação: a luz do sol, a senhora que estava a minha frente, as palavras, tudo. foi um bocado estranho mas ao mesmo tempo tinha uma certa aura de vulgaridade.
Imagina que queres conhecer o Japão e lês um livro fantástico que te faz pensar e sentir que ficaste a conhecer esse país. Tiveste uma experiência, mas não experimentaste a realidade do que é o Japão. Para conheceres realmente o Japão tens de lá ir.
Aqui é o mesmo. Independentemente da experiência que estás a ter, e do que pensas sobre essa experiência, tens de observar. Aqui e agora.
O nosso objetivo não é descobrir o que tu és, é realizar que o que pensas ser um eu não é um eu real.
Isto por vezes é um bocado como descascar uma cebola para ver o que está na camada seguinte.
Se eu te pedir para moveres uma mão e observares o que é que faz mover a mão, qual é a tua resposta? O que é que vês a mover a mão?
Abraço,
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