Sim, no momento em a ausência de um "eu" separado da existência se tornar uma certeza, uma realidade para você, sem quaisquer dúvidas, não é mais necessário praticar os exercícios de investigação. Mesmo assim, devido ao hábito, muitas vezes pode haver o esquecimento do que foi visto e nos envolvemos com as "histórias". Mas o que foi visto uma vez não pode ser "desvisto", basta dar-se conta disso para voltar a enxergar através da ilusão do "eu".Segundo percebi, com o tempo a lembrança por si só poderá ser suficiente?
O que falta para você ter essa certeza?
Ao invés de recorrer à memória, penetre novamente nesse espaço. Sem usar o pensamento, o que vês?Nos momentos em que o "eu" desaparece, o que resta?
Bem, se a memória não me atraiçoa :) fica tudo igual, mas não parece existir mais identificação com pontos de vista de bom ou mau, as coisas parecem ter uma identidade comum e não individual. Essencialmente, resta um grande espaço para amar os outros, porque conseguimos ver além do nosso «casulo».
Abraços.

