OK Gerwa, fique à vontade.
Me retorne depois.
Abraços.
Tópico para Gerwa
Re: Tópico para Gerwa
Riktam,
Não realizei o exercício muito afincadamente, mas nos exercícios que fiz durante o dia, não posso dizer que me tenha apercebido de grandes diferenças entre usar ou não o «eu» no inicio das frases.
Contudo, acho que não usando esta palavrinha, há uma subtil sensação de maior abertura e vontade de observar a experiencia, maior distanciamento. De facto para quê continuar a alimentar a ideia de que as emoções são « nossas» e têm uma identidade ?
Boa noite. Abraço.
Não realizei o exercício muito afincadamente, mas nos exercícios que fiz durante o dia, não posso dizer que me tenha apercebido de grandes diferenças entre usar ou não o «eu» no inicio das frases.
Contudo, acho que não usando esta palavrinha, há uma subtil sensação de maior abertura e vontade de observar a experiencia, maior distanciamento. De facto para quê continuar a alimentar a ideia de que as emoções são « nossas» e têm uma identidade ?
Boa noite. Abraço.
Re: Tópico para Gerwa
Gerwa, OK, acho que podemos ir adiante.
Com base na experiência direta, sem recorrer a definições ou construções:
A que a palavra "eu" se refere, neste exato momento?
Investigue.
Boa noite.
Com base na experiência direta, sem recorrer a definições ou construções:
A que a palavra "eu" se refere, neste exato momento?
Investigue.
Boa noite.
Re: Tópico para Gerwa
Riktam,
Se for possível utilizar a palavra para me explicar, o «eu» refere-se à totalidade da experiencia, a tudo o que aparece na consciência. Não está restringido a certas experiencias, pensamentos, sensações, mas engloba tudo. É inseparável da experiencia e contudo não está limitado a nenhuma. O que acontece no momento presente e é percebido sem resistência, cria uma experiencia a que eu chamaria de verdadeiro «eu». Algumas vezes, estas experiencias são mais fortes que outras. Umas vezes, deixando-me enrolar nos pensamentos e sensações, perco grande parte desta perspectiva, mas lá está, observando e investigando novamente, e recordando experiencias anteriores, fico mais perto.
Não consigo encontrar uma entidade delimitada e permanente à qual atribuir uma essencia, uma entidade. Consigo ver o «eu» como um conceito apenas, um produto da linguagem.
Abraço
Se for possível utilizar a palavra para me explicar, o «eu» refere-se à totalidade da experiencia, a tudo o que aparece na consciência. Não está restringido a certas experiencias, pensamentos, sensações, mas engloba tudo. É inseparável da experiencia e contudo não está limitado a nenhuma. O que acontece no momento presente e é percebido sem resistência, cria uma experiencia a que eu chamaria de verdadeiro «eu». Algumas vezes, estas experiencias são mais fortes que outras. Umas vezes, deixando-me enrolar nos pensamentos e sensações, perco grande parte desta perspectiva, mas lá está, observando e investigando novamente, e recordando experiencias anteriores, fico mais perto.
Não consigo encontrar uma entidade delimitada e permanente à qual atribuir uma essencia, uma entidade. Consigo ver o «eu» como um conceito apenas, um produto da linguagem.
Abraço
Re: Tópico para Gerwa
Gerwa,
Em outras palavras, existe alguém que vê, separado do que é visto? Alguém que ouve, separado do que é ouvido? Alguém que pensa, separado dos pensamentos?
Bom dia.
Se for possível utilizar a palavra para me explicar, o «eu» refere-se à totalidade da experiencia, a tudo o que aparece na consciência. Não está restringido a certas experiencias, pensamentos, sensações, mas engloba tudo.
Em sua experiência direta, sem recorrer a conceitos, você consegue encontrar um "eu" que experimenta a experiência?Não consigo encontrar uma entidade delimitada e permanente à qual atribuir uma essencia, uma entidade. Consigo ver o «eu» como um conceito apenas, um produto da linguagem.
Em outras palavras, existe alguém que vê, separado do que é visto? Alguém que ouve, separado do que é ouvido? Alguém que pensa, separado dos pensamentos?
Bom dia.
Re: Tópico para Gerwa
Não consigo encontrar, contudo sinto que há, por vezes, uma tendência para destacar a consciencia. Dou por mim a destacar essa faculdade mental, a criar uma dualidade sujeito e objecto. Dou por mim a criar um «observador» e a criar fenómenos «observados».Em sua experiência direta, sem recorrer a conceitos, você consegue encontrar um "eu" que experimenta a experiência?
Em outras palavras, existe alguém que vê, separado do que é visto? Alguém que ouve, separado do que é ouvido? Alguém que pensa, separado dos pensamentos?
Contudo, ao investigar profundamente, essa diferença esbate-se, por breves momentos. Estes momentos deixam, depois, uma impressão, uma certeza, de que essas diferenças não existem. Esta certeza vai enfraquecendo lentamente novamente até ocorrer novo lampejo intuitivo. nesses momentos de descoberta, não há absolutamente qualquer sensação de «eu» separado da experiencia, e como disse fica uma impressão latente de profunda equanimidade, e de que tudo está certo.. :)
Abraço
Re: Tópico para Gerwa
Gerwa, bom dia.
Estamos indo bem.
Investigue um pouco mais esta parte de suas observações, temos que avançar até não haverem mais dúvidas:
Pensar e agir como se houvesse um "eu" está fora da experiência?
Abraços.
Estamos indo bem.
Há uma grande inércia causada pelos muitos anos em que acreditamos e agimos no contexto "eu e o mundo", essa sensação de dualidade fica muito arraigada no nosso comportamento e volta a atuar por muito tempo, principalmente quando estamos "distraídos" ou envolvidos em nossa rotina diária de relacionamentos. Mas depois que você enxerga a ilusão com seus próprios olhos, passa a ter um novo recurso para se questionar quando essa sensação está prevalecendo.Não consigo encontrar, contudo sinto que há, por vezes, uma tendência para destacar a consciencia. Dou por mim a destacar essa faculdade mental, a criar uma dualidade sujeito e objecto. Dou por mim a criar um «observador» e a criar fenómenos «observados».
Esta certeza vai enfraquecendo lentamente novamente até ocorrer novo lampejo intuitivo. nesses momentos de descoberta, não há absolutamente qualquer sensação de «eu» separado da experiencia, e como disse fica uma impressão latente de profunda equanimidade, e de que tudo está certo.. :)
Investigue um pouco mais esta parte de suas observações, temos que avançar até não haverem mais dúvidas:
Na experiência direta há alguém criando a dualidade, o observador e os fenómenos, ou essas impressões aparecem e depois aparece a interpretação de que alguém as está criando?Dou por mim a destacar essa faculdade mental, a criar uma dualidade sujeito e objecto. Dou por mim a criar um «observador» e a criar fenómenos «observados».
Pensar e agir como se houvesse um "eu" está fora da experiência?
Abraços.
Re: Tópico para Gerwa
Riktam,
Compreendo. Sim são apenas impressões que muitas vezes me arrastam e me fazem perder a perspectiva, principalmente quando estou distraído, de facto. Pensar e agir como se houvesse um «eu» não está fora da experiencia, embora a minha reação habitual seja de tentar investigar quando isso acontece. Mas reconheço que é igualmente válido, e por vezes até preferível, simplesmente aceitar a presença dessa sensação de «eu». Essa aceitação e compreensão, em última instância, parece-me imprescindivel . Vai existir sempre a possibilidade dessa sensação se manifestar, e portanto não faz sentido pensar que vai desaparecer para sempre e criar uma guerra interna e um sistema de preferencias.
Compreendo que a investigação do «eu» possa levar a criar uma atitude de resistencia, como efeito secundário. Sem dúvida, principalmente quando o nosso insight se parece estar a desvanecer e nós não queremos, paradoxalmente acelerando todo o processo.
Obrigado Riktam por esse aviso.
Abraço.
Na experiência direta há alguém criando a dualidade, o observador e os fenómenos, ou essas impressões aparecem e depois aparece a interpretação de que alguém as está criando?
Pensar e agir como se houvesse um "eu" está fora da experiência?
Compreendo. Sim são apenas impressões que muitas vezes me arrastam e me fazem perder a perspectiva, principalmente quando estou distraído, de facto. Pensar e agir como se houvesse um «eu» não está fora da experiencia, embora a minha reação habitual seja de tentar investigar quando isso acontece. Mas reconheço que é igualmente válido, e por vezes até preferível, simplesmente aceitar a presença dessa sensação de «eu». Essa aceitação e compreensão, em última instância, parece-me imprescindivel . Vai existir sempre a possibilidade dessa sensação se manifestar, e portanto não faz sentido pensar que vai desaparecer para sempre e criar uma guerra interna e um sistema de preferencias.
Compreendo que a investigação do «eu» possa levar a criar uma atitude de resistencia, como efeito secundário. Sem dúvida, principalmente quando o nosso insight se parece estar a desvanecer e nós não queremos, paradoxalmente acelerando todo o processo.
Obrigado Riktam por esse aviso.
Abraço.
Re: Tópico para Gerwa
Gerwa, bom dia.
Neste ponto de nossa investigação, gostaria de saber de você se considera que já consegue ver com clareza através da ilusão do "eu" separado, ou se ainda persiste alguma dúvida ou insegurança para que juntos possamos examiná-la.
Abraços.
Não pode haver resistência sem um "eu."Compreendo que a investigação do «eu» possa levar a criar uma atitude de resistencia, como efeito secundário.
Neste ponto de nossa investigação, gostaria de saber de você se considera que já consegue ver com clareza através da ilusão do "eu" separado, ou se ainda persiste alguma dúvida ou insegurança para que juntos possamos examiná-la.
Abraços.
Re: Tópico para Gerwa
Riktam, bom dia
Compreendo, mas será mesmo possível que a resistência não apareça de vez em quando ??
Abraço
Compreendo, mas será mesmo possível que a resistência não apareça de vez em quando ??
Abraço
Re: Tópico para Gerwa
Gerwa, bom dia.
Aparece sim, como eu disse anteriormente: "Há uma grande inércia causada pelos muitos anos em que acreditamos e agimos no contexto "eu e o mundo", essa sensação de dualidade fica muito arraigada no nosso comportamento e volta a atuar por muito tempo".
O que eu afirmei é que resistência pressupõe a não aceitação do que É aqui e agora e apenas sob a perspectiva do "eu" isso acontece, pois parte de um julgamento de como as coisas "deveriam" ou "não deveriam" ser.
Aguardo sua reposta com a avaliação do estado de clareza do seu processo de investigação.
Na experiência direta você não constatou um "eu":
- que decide;
- que age;
- que sente;
- que pensa;
- que experimenta.
Persistem dúvidas? Há outros pontos que gostaria de investigar mais profundamente?
Abraços.
Aparece sim, como eu disse anteriormente: "Há uma grande inércia causada pelos muitos anos em que acreditamos e agimos no contexto "eu e o mundo", essa sensação de dualidade fica muito arraigada no nosso comportamento e volta a atuar por muito tempo".
O que eu afirmei é que resistência pressupõe a não aceitação do que É aqui e agora e apenas sob a perspectiva do "eu" isso acontece, pois parte de um julgamento de como as coisas "deveriam" ou "não deveriam" ser.
Aguardo sua reposta com a avaliação do estado de clareza do seu processo de investigação.
Na experiência direta você não constatou um "eu":
- que decide;
- que age;
- que sente;
- que pensa;
- que experimenta.
Persistem dúvidas? Há outros pontos que gostaria de investigar mais profundamente?
Abraços.
Re: Tópico para Gerwa
Riktam,
Quando a resistência aparece, há alguma maneira ótima de proceder? Investigar sempre ?
Eu penso que, por vezes, no meu caso, o próprio processo de investigação pode «transformar-se» numa forma de tentar modificar a experiencia. Por vezes, sinto que essa é a minha motivação para investigar. Em última análise, a minha motivação também é um pouco enviesada, uma vez que há sempre alguma expectativa.Daí eu ter dito que me parece que a aceitação me parece imprescindivel, mas também pode ser uma aceitação com vista a modificar a experiencia :). Dito isto, compreendo que estes problemas só existam com o «eu». Estas questões da resistencia, da aceitação e da motivação deixam de existir quando não há «eu». Também não vejo outra forma de progredir e eliminar esta ilusão a não ser pela investigação.Quando o «eu» desaparece, a necessidade de investigação cessa. Daí eu pensar que a investigação ainda é uma estratégia do «eu», mas uma estratégia a que ele não pode resistir :) rsrs. Portanto, eu diria, é sempre preferivel investigar, mesmo se a motivação é um pouco enviesada.
Quando investigo não encontro nenhum «eu» naquelas modalidades de experiencia, não só pela lógica mas também, e mais importante pela força de convicção, quando surgem aqueles lampejos de insight na experiencia directa.
Abraço
Quando a resistência aparece, há alguma maneira ótima de proceder? Investigar sempre ?
Eu penso que, por vezes, no meu caso, o próprio processo de investigação pode «transformar-se» numa forma de tentar modificar a experiencia. Por vezes, sinto que essa é a minha motivação para investigar. Em última análise, a minha motivação também é um pouco enviesada, uma vez que há sempre alguma expectativa.Daí eu ter dito que me parece que a aceitação me parece imprescindivel, mas também pode ser uma aceitação com vista a modificar a experiencia :). Dito isto, compreendo que estes problemas só existam com o «eu». Estas questões da resistencia, da aceitação e da motivação deixam de existir quando não há «eu». Também não vejo outra forma de progredir e eliminar esta ilusão a não ser pela investigação.Quando o «eu» desaparece, a necessidade de investigação cessa. Daí eu pensar que a investigação ainda é uma estratégia do «eu», mas uma estratégia a que ele não pode resistir :) rsrs. Portanto, eu diria, é sempre preferivel investigar, mesmo se a motivação é um pouco enviesada.
Quando investigo não encontro nenhum «eu» naquelas modalidades de experiencia, não só pela lógica mas também, e mais importante pela força de convicção, quando surgem aqueles lampejos de insight na experiencia directa.
Abraço
Re: Tópico para Gerwa
Gerwa, boa tarde.
Suas observações são bastante pertinentes e eu vou comentá-las logo mais à noite com um pouco mais de tempo.
Enquanto isso, gostaria de propor mais uma investigação interessante, como sempre, para ser observada através da experiência direta:
Abraços.
Suas observações são bastante pertinentes e eu vou comentá-las logo mais à noite com um pouco mais de tempo.
Enquanto isso, gostaria de propor mais uma investigação interessante, como sempre, para ser observada através da experiência direta:
Quando o "eu" desaparece, o que resta?Estas questões da resistencia, da aceitação e da motivação deixam de existir quando não há «eu».
Abraços.
Re: Tópico para Gerwa
Gerwa,
Obrigado por descrever suas dúvidas, as suas observações são bem interessantes.
Estendendo para essas dúvidas o que já foi investigado, percebes que tudo acontece "no automático" inclusive a resistência e a expectativa de que não haja resistência? O alívio de estar enxergando através da ilusão do eu e a tensão de estar resistindo através de um "eu"?
Ela é inclusive necessária. Não teríamos como nos relacionar em sociedade, nem como nos comunicar sem nos portarmos como um "eu". A sociedade só entende o "eu".
E então, voltando à pergunta do último post,
Nos momentos em que o "eu" desaparece, o que resta?
Bom dia.
Obrigado por descrever suas dúvidas, as suas observações são bem interessantes.
Mais abaixo você mesmo já deixou a resposta encaminhada:Quando a resistência aparece, há alguma maneira ótima de proceder? Investigar sempre?
Eu penso que, por vezes, no meu caso, o próprio processo de investigação pode «transformar-se» numa forma de tentar modificar a experiencia. Por vezes, sinto que essa é a minha motivação para investigar. Em última análise, a minha motivação também é um pouco enviesada, uma vez que há sempre alguma expectativa.Daí eu ter dito que me parece que a aceitação me parece imprescindivel, mas também pode ser uma aceitação com vista a modificar a experiencia :).
Analisando à luz do que já investigamos até agora, há alguém decidindo resistir? Há alguém decidindo investigar? Há alguém decidindo pela aceitação? Tem um "você" controlando isso?Dito isto, compreendo que estes problemas só existam com o «eu». Estas questões da resistencia, da aceitação e da motivação deixam de existir quando não há «eu».
Estendendo para essas dúvidas o que já foi investigado, percebes que tudo acontece "no automático" inclusive a resistência e a expectativa de que não haja resistência? O alívio de estar enxergando através da ilusão do eu e a tensão de estar resistindo através de um "eu"?
A ilusão não será eliminada. Você apenas vai entendê-la e deixar-se envolver menos por ela.Também não vejo outra forma de progredir e eliminar esta ilusão a não ser pela investigação.
Ela é inclusive necessária. Não teríamos como nos relacionar em sociedade, nem como nos comunicar sem nos portarmos como um "eu". A sociedade só entende o "eu".
A investigação vai cessar quando houver certeza. A partir desse momento, apenas a lembrança será necessária.Quando o «eu» desaparece, a necessidade de investigação cessa. Daí eu pensar que a investigação ainda é uma estratégia do «eu», mas uma estratégia a que ele não pode resistir :) rsrs. Portanto, eu diria, é sempre preferivel investigar, mesmo se a motivação é um pouco enviesada.
Quando investigo não encontro nenhum «eu» naquelas modalidades de experiencia, não só pela lógica mas também, e mais importante pela força de convicção, quando surgem aqueles lampejos de insight na experiencia directa.
E então, voltando à pergunta do último post,
Nos momentos em que o "eu" desaparece, o que resta?
Bom dia.
Re: Tópico para Gerwa
Riktam
Segundo percebi, com o tempo a lembrança por si só poderá ser suficiente?
Em última instancia não. Contudo necessito de investigar para ter certeza, e confirmar as minhas memórias anteriores.Analisando à luz do que já investigamos até agora, há alguém decidindo resistir? Há alguém decidindo investigar? Há alguém decidindo pela aceitação? Tem um "você" controlando isso?
No automático, isto é, sem um «eu» ? Sim, mas preciso de reforçar essa convição pela experiencia directa, ainda.Estendendo para essas dúvidas o que já foi investigado, percebes que tudo acontece "no automático" inclusive a resistência e a expectativa de que não haja resistência? O alívio de estar enxergando através da ilusão do eu e a tensão de estar resistindo através de um "eu"?
Segundo percebi, com o tempo a lembrança por si só poderá ser suficiente?
Bem, se a memória não me atraiçoa :) fica tudo igual, mas não parece existir mais identificação com pontos de vista de bom ou mau, as coisas parecem ter uma identidade comum e não individual. Essencialmente, resta um grande espaço para amar os outros, porque conseguimos ver além do nosso «casulo».Nos momentos em que o "eu" desaparece, o que resta?
Who is online
Users browsing this forum: No registered users and 35 guests

