Seeking for oneness

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Franchi
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Re: Seeking for oneness

Postby Franchi » Mon Dec 02, 2024 8:03 pm

Boa tarde, May !!!
Desculpe pela demora, mas normalmente não acesso ao email aos finais de semana.
Entendo, está tudo bem... Mas agora, nesse momento, sem esforço, veja se consegue localizar algum ponto fixo que esteja observando tudo isso. A experiência está vindo de algum lugar separado, ou simplesmente acontece por si só?"
Não há ponto fixo, a experiência acontece ... Mas agora, percebo que este fluxo não é desordenado nem caótico e que precisamos nos render para seguirmos essa "inevitabilidade"...
Não há um deus ou um controlador, mas a coisa toda acontece de uma forma harmônica, desconsiderando bem/mal, bom/mau, dor/prazer, felicidade/tristeza e tudo o mais que caracteriza a dualidade.
Sem problemas, acho que ficou faltando você enviar as respostas apenas da última parte do exercício, para facilitar vou deixar aqui abaixo:
Pode parecer um pouco presunçoso, mas tenho me perguntado quem irá fazer este exercício ...

Vou te responder posteriormente sobre os exercícios porque quero fazê-los em casa ...

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Maylson
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Re: Seeking for oneness

Postby Maylson » Tue Dec 03, 2024 1:54 am

Boa noite, Franchi! Como se sente?



“Não há ponto fixo, a experiência acontece... Mas agora, percebo que este fluxo não é desordenado nem caótico e que precisamos nos render para seguirmos essa "inevitabilidade"...
Não há um deus ou um controlador, mas a coisa toda acontece de uma forma harmônica, desconsiderando bem/mal, bom/mau, dor/prazer, felicidade/tristeza e tudo o mais que caracteriza a dualidade.”


Caos e ordem são só conceitos que a mente usa para tentar organizar o que aparece, não acha?


As coisas simplesmente já são como são, sem precisar de explicação/narrativa.

E essa “rendição” não é algo “você” faz... quando ocorre essa "rendição", no sentido de cessar a resistência, de querer modificar as coisas, algo espontâneo parece acontecer: sua percepção se abre, permitindo que as coisas sejam vistas como realmente são. Nesse estado, conceitos como caos e ordem, bem e mal, certo e errado, perdem completamente o sentido, porque você percebe que esses referenciais não conseguem capturar ou rotular minimamente a vastidão da experiência. Assim, surge essa sensação de que tudo está exatamente como deveria estar, incluindo o que antes parecia fora de lugar.



“Pode parecer um pouco presunçoso, mas tenho me perguntado quem irá fazer este exercício ...”


Essa pergunta é ótima: quem mesmo faria o exercício??? Talvez essa seja a essência de tudo o que estamos explorando aqui. Sem pressa, observe isso por conta própria e veja o que aparece. Estou curioso para saber o que você descobrirá quando se aprofundar nisso. rsrs
May.

"The moment I am aware that I am aware I am not aware. Awareness means the observer is not"
― Jiddu Krishnamurti

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Franchi
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Re: Seeking for oneness

Postby Franchi » Tue Dec 03, 2024 3:13 pm

Bom dia, May !!!
Me sinto bem, tranquilo, e você ???
Caos e ordem são só conceitos que a mente usa para tentar organizar o que aparece, não acha?
Sim, e ainda tem muito a ver com aquela necessidade de controle e o medo do imprevisível.
As coisas simplesmente já são como são, sem precisar de explicação/narrativa.
Exato, é o que quis dizer com a inevitabilidade.
E essa “rendição” não é algo “você” faz... quando ocorre essa "rendição", no sentido de cessar a resistência, de querer modificar as coisas, algo espontâneo parece acontecer: sua percepção se abre, permitindo que as coisas sejam vistas como realmente são. Nesse estado, conceitos como caos e ordem, bem e mal, certo e errado, perdem completamente o sentido, porque você percebe que esses referenciais não conseguem capturar ou rotular minimamente a vastidão da experiência. Assim, surge essa sensação de que tudo está exatamente como deveria estar, incluindo o que antes parecia fora de lugar.
É o sentimento que tem me tomado... Ainda estou bastante reflexivo, mas tem se tornado mais natural e espontâneo. Os conceitos da dualidade ainda existem, mas estão perdendo a força... Tem sido tudo mais tranquilo, mais fluído.
Essa pergunta é ótima: quem mesmo faria o exercício??? Talvez essa seja a essência de tudo o que estamos explorando aqui. Sem pressa, observe isso por conta própria e veja o que aparece. Estou curioso para saber o que você descobrirá quando se aprofundar nisso. rsrs
Como disse, May, a coisa toda ainda está em "andamento", mas parece que a presença do ego tem se tornada mais artificial do que natural ... Quem está fazendo os exercício, agora estou em dúvida, rs... Mas sei que eles estão sendo feitos e estão acontecendo.
(1) Primeiro, feche os olhos e sinta as sensações rotuladas como ‘corpo’.

(2) Abra os olhos e olhe no espelho, enquanto ainda presta atenção nas sensações.

Há alguma conexão entre as sensações sentidas e a imagem no espelho?

Ou são apenas pensamentos (e/ou imagens mentais) que sugerem que há?
Não há conexão entre as sensações e a imagem, apenas pensamentos associativos.
(3) Enquanto ainda presta atenção nas sensações, mova uma das mãos e observe o movimento no espelho.

Há alguma conexão entre as sensações sentidas (rotuladas como ‘mão’) e a imagem do movimento no espelho?
Não, mesmo com o movimento aparecendo na imagem.
(4) Agora faça o mesmo movimento com a mão, mas desta vez olhe para a mão diretamente, não pelo espelho.

Há alguma conexão entre as sensações sentidas (rotuladas como ‘mão’) e a imagem do movimento? Ou apenas pensamentos sugerem isso?
Aqui fiquei meio em dúvida... Mas me parece que os pensamentos que estão sugerindo.
(5) Agora, preste atenção apenas na imagem no espelho.

A imagem por si só sugere de alguma forma que é ‘você’ ou ‘seu corpo’?

A imagem em si sugere de alguma forma que é um ‘corpo’ de verdade?

Ou existem apenas cores e formas?
Não, considerando apenas a imagem, ela não tem nenhuma força neste sentido. Vejo apenas cores e formas.
(6) Onde o espelho termina, algumas partes do corpo (provavelmente as pernas) não podem ser vistas.

Apenas pela imagem no espelho, há algum ‘conhecimento’ de que devem existir pernas, ou são apenas pensamentos e imagens mentais que sugerem isso?
Apenas pensamentos e imagens mentais.
(7) Agora, vire-se para longe do espelho e olhe para frente (não olhe diretamente para nenhuma parte do corpo).

Existe um ‘corpo’ em algum lugar quando todos os pensamentos e imagens são ignorados, ou existem apenas sensações?
Apenas sensações.
(8) Comece a andar lentamente.

Há um ‘corpo andando’, ou existem apenas sensações?
Sinto as sensações, mas fica difícil afirmar que há um corpo andando.
Existe uma experiência real de ‘andar’ de fato?
Não sei... Podem ser só sensações.
Ou apenas PENSAMENTOS SOBRE ‘andar’?
Terei que repetir mais vezes, estou confuso.
Algo como ‘corpo’ pode ser encontrado OU são apenas PENSAMENTOS SOBRE um ‘corpo’?
Parece que são pensamentos.
Algo como ‘andar’ pode ser encontrado?
Só sentido ...
(9) As sensações estão localizadas no espaço, como ‘atravessando o quarto’? OU existe apenas uma imagem rotulada como ‘quarto’ e as sensações aparecem sem nenhuma localização?
Difícil de responder... Vou ter que trabalhar mais isso...

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Maylson
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Re: Seeking for oneness

Postby Maylson » Tue Dec 03, 2024 11:05 pm

Boa noite, Franchi! Como está a semana?


“Me sinto bem, tranquilo, e você ???”
Tudo ótimo!


“Sim, e ainda tem muito a ver com aquela necessidade de controle e o medo do imprevisível.”
Concordo!

Mas o que sustenta essa necessidade? De onde ela vem?

Quem está tentando controlar e quem está temendo?

Existe algo fixo que manifeste isso, ou isso surge apenas como sensações e pensamentos?

Agora, nesse momento, sem recorrer a histórias, qual a sua percepção?

“É o sentimento que tem me tomado... Ainda estou bastante reflexivo, mas tem se tornado mais natural e espontâneo. Os conceitos da dualidade ainda existem, mas estão perdendo a força... Tem sido tudo mais tranquilo, mais fluído.”

Percebe que, quanto mais voce se permite estar presente sem resistir, mais esses conceitos vão perdendo a força?

Essa fluidez que você descreve é o que acontece quando a mente já não impõe tanto controle

E essa tranquilidade vem do simples fato de permitir que as coisas sejam como são, sem tentar que elas se encaixem em categorias preestabelecidas


“Como disse, May, a coisa toda ainda está em "andamento", mas parece que a presença do ego tem se tornada mais artificial do que natural ... Quem está fazendo os exercício, agora estou em dúvida, rs... Mas sei que eles estão sendo feitos e estão acontecendo.”

Exatamente! O ego é uma ilusão, algo que a mente cria para dar a sensação de um 'eu' separado. Quando você se pergunta quem está fazendo o exercício, talvez esteja começando a perceber que não há ninguém ali fazendo nada. O exercício simplesmente acontece. A dúvida que surge é só a mente tentando encontrar esse 'eu' onde ele não existe. As coisas estão acontecendo naturalmente, sem um “ego/EU” por trás delas.

“Difícil de responder... Vou ter que trabalhar mais isso...”
Sobre o exercício, pelas suas respostas, vejo que talvez você já tenha percebido que o que chamamos de 'corpo' é, na verdade, uma coleção de sensações e pensamentos... isso não é diferente com a ideia do “EU”...

Continue observando essas sensações sem se apegar aos rótulos ou conceitos. O que surge é apenas o que é, sem a necessidade de identificação...
May.

"The moment I am aware that I am aware I am not aware. Awareness means the observer is not"
― Jiddu Krishnamurti

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Re: Seeking for oneness

Postby Franchi » Wed Dec 04, 2024 2:30 pm

Opa, bom dia!!!
A semana está indo bem, com alguns problemas sérios aparecendo, mas sem muita repercussão... O que é ... É !!!
Mas o que sustenta essa necessidade? De onde ela vem?
Essa necessidade vem como força do hábito, praticamente como se fosse uma crença pré estabelecida, mas agora isso está bem mais claro... Já não é mais uma preocupação ou anseio.
Quem está tentando controlar e quem está temendo?
Tudo muito voltado para a força que o ego possuía. Acredito que seja uma espécie de desespero para que ele se mantenha...
Existe algo fixo que manifeste isso, ou isso surge apenas como sensações e pensamentos?
Como quase tudo, apenas pensamentos e sensações.
Agora, nesse momento, sem recorrer a histórias, qual a sua percepção?
Nenhuma, já não me importo muito.
Ontem li um capítulo muito interessante do terceiro livro do Jed MCkenna, onde ele propõem um exercício de proximidade com a morte, que em teoria é o eixo de todos os medos em nossa ínfima e ilusória existência... Você imagina constantemente que a morte está te rondando e pode acontecer a qualquer momento, até que ela se torne uma "amiga" ... E é impressionante como funciona mesmo.
Percebe que, quanto mais voce se permite estar presente sem resistir, mais esses conceitos vão perdendo a força?
Sem dúvida alguma !!! De vez em quando ainda tenho aqueles insights de que tudo é muito surreal, mas aí é só deixar os pensamentos irem que a tranquilidade retorna.
Essa fluidez que você descreve é o que acontece quando a mente já não impõe tanto controle
Sim ela deixa de ser uma inimiga ... É só não dar muita atenção !!!! rs...
E essa tranquilidade vem do simples fato de permitir que as coisas sejam como são, sem tentar que elas se encaixem em categorias preestabelecidas
Acredito que ainda leva um pouco de tempo para que se desfaça este mecanismo de "encaixe" porque ainda existe uma vontade de achar uma lógica ou um porquê para a dinâmica da vida... Parece que tudo tem que ter um propósito ou um objetivo, mas isso também faz parte de crenças impostas anteriormente.
Exatamente! O ego é uma ilusão, algo que a mente cria para dar a sensação de um 'eu' separado. Quando você se pergunta quem está fazendo o exercício, talvez esteja começando a perceber que não há ninguém ali fazendo nada. O exercício simplesmente acontece. A dúvida que surge é só a mente tentando encontrar esse 'eu' onde ele não existe. As coisas estão acontecendo naturalmente, sem um “ego/EU” por trás delas.
Parece que este sentimento do ego é algo que irá se dissipando com o tempo e com as reflexões... Depois que começamos a interpretar o universo desta maneira fica tudo muito diferente e novo.
No ponto que você se encontra isso já se tornou completamente natural ? Digo, as suas percepções do universo como um todo já estão bem "afloradas"?
Sobre o exercício, pelas suas respostas, vejo que talvez você já tenha percebido que o que chamamos de 'corpo' é, na verdade, uma coleção de sensações e pensamentos... isso não é diferente com a ideia do “EU”...
É como eu disse anteriormente, May, ainda é tudo meio surreal, mas aquela sensação de que as coisas não são como parecem já é bastante intensa !!!! rs...
Continue observando essas sensações sem se apegar aos rótulos ou conceitos. O que surge é apenas o que é, sem a necessidade de identificação...
Constantemente!!!!

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Maylson
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Re: Seeking for oneness

Postby Maylson » Wed Dec 04, 2024 4:21 pm

Oi, Franchi!

“A semana está indo bem, com alguns problemas sérios aparecendo, mas sem muita repercussão... O que é ... É !!!"


Será que existe tal coisa que chamamos de "problema”?

Ou será que o chamado “problema” é apenas uma perspectiva condicionada pelo pensamento, parte de uma narrativa criada pela mente? Sem essa narrativa, sobra algo além do que simplesmente está acontecendo?


“Essa necessidade vem como força do hábito, praticamente como se fosse uma crença pré estabelecida, mas agora isso está bem mais claro... Já não é mais uma preocupação ou anseio.”


Ótimo, Franchi! Reconhecer essas crenças cria uma abertura para enxergar além delas. Percebe como essas crenças atuam como filtros que moldam o que chamamos de 'realidade'?


“Tudo muito voltado para a força que o ego possuía. Acredito que seja uma espécie de desespero para que ele se mantenha...”


Interessante... Mas se o 'ego' não é uma entidade real, apenas uma ideia sustentada por pensamentos, sem esses pensamentos, existe mesmo algo tentando se manter ou temendo? Ou é só uma sensação de luta que aparece?"



“Como quase tudo, apenas pensamentos e sensações.”


Exatamente... o que há aqui além de pensamentos e sensações?


O que, na sua experiência direta, não é impermanente?


Existe algo que permaneça além do constante surgir e desaparecer de pensamentos, sensações e percepções?"



“Nenhuma, já não me importo muito.
Ontem li um capítulo muito interessante do terceiro livro do Jed MCkenna, onde ele propõem um exercício de proximidade com a morte, que em teoria é o eixo de todos os medos em nossa ínfima e ilusória existência... Você imagina constantemente que a morte está te rondando e pode acontecer a qualquer momento, até que ela se torne uma "amiga" ... E é impressionante como funciona mesmo.”



Sim, a morte é apenas mais uma história que a mente conta. Mas agora, sem essa história ou qualquer outra, o que sobra? Existe algo além do que aparece neste momento? O que é 'você' sem os pensamentos e narrativas que lhe dão forma?



“Acredito que ainda leva um pouco de tempo para que se desfaça este mecanismo de "encaixe" porque ainda existe uma vontade de achar uma lógica ou um porquê para a dinâmica da vida... Parece que tudo tem que ter um propósito ou um objetivo, mas isso também faz parte de crenças impostas anteriormente.”

Sim, aparentemente você está percebendo como essas crenças formam o que chamamos de 'EU'. Mas e se esse 'eu' nunca existiu de fato? Se ele é apenas uma construção mental, uma série de crenças que se sustentam umas às outras... Quando essas crenças desaparecem, o que permanece? Existe um 'eu' real ou apenas a experiência, sem ninguém para vivê-la?


“Parece que este sentimento do ego é algo que irá se dissipando com o tempo e com as reflexões... Depois que começamos a interpretar o universo desta maneira fica tudo muito diferente e novo.
No ponto que você se encontra isso já se tornou completamente natural ? Digo, as suas percepções do universo como um todo já estão bem "afloradas"?”


O que você chama de 'ego' nunca foi algo real, mas uma construção contínua de pensamentos e sensações, não? Não há um 'desaparecimento' do ego, mas uma dissolução de sua ilusão... É como a historinha do papai noel, da fada madrinha ou do coelhinho da páscoa, em algum momento, você percebe que nunca existiram, rs.

Quanto à minha experiência, não há uma separação ente um ‘eu’ e o universo. As percepções são o que são, e o que chamamos de 'afloradas' ou 'naturais' é apenas o que aparece, sem a mente tentando rotular ou controlar...


E você, sem recorrer a histórias mentais, como vê a experiência agora?
May.

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Re: Seeking for oneness

Postby Franchi » Wed Dec 04, 2024 6:12 pm

Olá!!! Boa tarde!!!
Será que existe tal coisa que chamamos de "problema”?

Ou será que o chamado “problema” é apenas uma perspectiva condicionada pelo pensamento, parte de uma narrativa criada pela mente? Sem essa narrativa, sobra algo além do que simplesmente está acontecendo?
Conceitos e rótulos ... Tudo tende a se dissolver ... Simplesmente algo que está acontecendo !!! A experiência real e imediata ...
Ótimo, Franchi! Reconhecer essas crenças cria uma abertura para enxergar além delas. Percebe como essas crenças atuam como filtros que moldam o que chamamos de 'realidade'?
Em absoluto... Parece que estamos desconstruindo algo que nem existia...
Interessante... Mas se o 'ego' não é uma entidade real, apenas uma ideia sustentada por pensamentos, sem esses pensamentos, existe mesmo algo tentando se manter ou temendo? Ou é só uma sensação de luta que aparece?
Tudo é uma estrutura de pensamentos, como um castelo de cartas de baralho ... A partir do momento que entendemos isso e começamos a retirar algumas cartas, a coisa toda desmorona.
Exatamente... o que há aqui além de pensamentos e sensações?
Só isso e nada mais..
O que, na sua experiência direta, não é impermanente?
Tudo impermanente.

Existe algo que permaneça além do constante surgir e desaparecer de pensamentos, sensações e percepções?"
Naaaaaaammmmmmmm... rs.
Sim, a morte é apenas mais uma história que a mente conta. Mas agora, sem essa história ou qualquer outra, o que sobra? Existe algo além do que aparece neste momento? O que é 'você' sem os pensamentos e narrativas que lhe dão forma?
Apenas a realidade imediata.
Acho que apenas a presença ... ou o nada... ou o todo !!!
Sim, aparentemente você está percebendo como essas crenças formam o que chamamos de 'EU'. Mas e se esse 'eu' nunca existiu de fato? Se ele é apenas uma construção mental, uma série de crenças que se sustentam umas às outras... Quando essas crenças desaparecem, o que permanece? Existe um 'eu' real ou apenas a experiência, sem ninguém para vivê-la?
Tudo é a experiência ...A realidade imediata que se manifesta incessantemente como um rio que segue.
O que você chama de 'ego' nunca foi algo real, mas uma construção contínua de pensamentos e sensações, não? Não há um 'desaparecimento' do ego, mas uma dissolução de sua ilusão... É como a historinha do papai noel, da fada madrinha ou do coelhinho da páscoa, em algum momento, você percebe que nunca existiram, rs.
Sim, mas com uma grande diferença ... não é uma ilusão sobre terceiros... então é uma senhora balançada que levamos... pois aquele sentimento do surreal que eu mencionei é sobre isso... A gente tenta se enxergar e vê um vazio num lugar que antes "parecia" haver algo.
Quanto à minha experiência, não há uma separação ente um ‘eu’ e o universo. As percepções são o que são, e o que chamamos de 'afloradas' ou 'naturais' é apenas o que aparece, sem a mente tentando rotular ou controlar...
Que ótimo !!! Desde que você assimilou estes ensinamentos e entendeu o caráter ilusório de tudo, isso se deu de imediato, ou foi um processo gradual???
E você, sem recorrer a histórias mentais, como vê a experiência agora?
Não sei ao certo, estou passando por uma fase de confusão, porque cria-se um vazio em relação a muita coisa... Muitos conceitos e crenças destruídos... Mas estou simplesmente sentindo o que acontece, sem fazer cálculos ou elocubrações mentais... Apenas vivendo o momento ...

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Re: Seeking for oneness

Postby Maylson » Sat Dec 07, 2024 11:41 pm

Oi, Franchi! Tudo bem por aí?


Desculpe a ausência nos últimos dias. Nesse período do ano a demanda no trabalho sobe bastante. Mas estou aqui! :)
"Sim, mas com uma grande diferença ... não é uma ilusão sobre terceiros... então é uma senhora balançada que levamos... pois aquele sentimento do surreal que eu mencionei é sobre isso... A gente tenta se enxergar e vê um vazio num lugar que antes "parecia" haver algo."

Sim, exatamente. O vazio que você sente não está nos outros, mas no 'eu' que antes parecia real. Esse 'eu' se dissolve, e o que sobra é apenas um espaço sem substância. A sensação de surrealidade vem do reconhecimento de que tudo o que parecia fixo, inclusive você, não passa de uma construção mental. Esse vazio não é algo a temer; ele é apenas a dissolução das ilusões, sem nada fixo ou permanente para se agarrar.




"Que ótimo !!! Desde que você assimilou estes ensinamentos e entendeu o caráter ilusório de tudo, isso se deu de imediato, ou foi um processo gradual???"

Se eu for colocar dentro de uma perspectiva linear, diria que a percepção é imediata, mas as mudanças vão acontecendo gradualmente. No entanto, quando o 'indivíduo' carrega crenças profundas ou traumas, pode levar mais tempo para compreender os mecanismos da mente. Muitas vezes, após o despertar inicial do 'eu' ilusório, algumas pessoas se dedicam ao chamado 'shadow work', que é o processo de enfrentar e integrar partes não reconhecidas ou reprimidas da psique. Embora esse trabalho envolva lidar com narrativas ilusórias, para algumas pessoas ele faz sentido e pode trazer uma compreensão mais profunda, mesmo que, em última instância, essas narrativas também sejam parte do jogo da mente.



"Não sei ao certo, estou passando por uma fase de confusão, porque cria-se um vazio em relação a muita coisa... Muitos conceitos e crenças destruídos... Mas estou simplesmente sentindo o que acontece, sem fazer cálculos ou elocubrações mentais... Apenas vivendo o momento"
O vazio que você está sentindo é natural quando as ilusões começam a cair. Ele não é algo negativo, mas um espaço livre, sem as construções da mente. Em vez de tentar entender ou preencher, apenas permita que ele esteja. A confusão faz parte desse processo, e está tudo bem. Não há nada de errado com o que você está sentindo.

Se quiser se aprofundar mais sobre essa sensação de vazio que está se manifestando, fique a vontade. Conte comigo, estou aqui! :)
May.

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Re: Seeking for oneness

Postby Franchi » Mon Dec 09, 2024 12:16 am

Boa noite, May!!!
Não há problemas, escreva conforme a sua conveniência.
Ao que parece estamos numa rodada mais aberta agora.
Percebi que andei me rebelando contra o "sistema" de forma espontânea e não intencional.
Havia me imposto uma disciplina rígida em relação a várias coisas, preliminarmente com aquele intuito de evolução espiritual...
Parei de beber por quase 10 anos e agora retornei, logicamente num ritmo mais tranquilo.
Estive vegetariano por 4 anos e ontem fui a um churrasco e comi carne.
Tenho deixado as coisas rolarem mais.
Externamente está agradável e as pessoas que estão ao meu redor ficaram felizes por isso, mas internamente estou um caos.
Não sei se é o tal Shadow work, mas a verdade é que não tenho traumas ou sentimentos reprimidos porque sempre fui muito natural... Até demais...
Me parece mais aquele movimento de resistência combinado com o vazio, misturado com um pouco de questionamento interno.
Notei que estou um pouco menos paciente e mais irritado.
Alguns hábitos que tinha foram alterados... Era viciado em jogos de celular e agora não tenho mais percebido a mesma vontade que tinha antes. Parece que meio perdeu o sentido.
Notei que minha hérnia de disco tem me incomodado menos, porque agora sei que ela não é minha, apenas faz parte da experiência do meu personagem.
Comecei a ler o livro Gateless Crashers para ver se me inspira um pouco.

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Re: Seeking for oneness

Postby Maylson » Wed Dec 11, 2024 5:15 am

Oi, Franchi! Tudo bem? Como está a semana?


Parece que você está em um momento de questionamento profundo sobre hábitos e identidades, o que é ótimo! Essa sensação de "rebeldia" contra o sistema e até contra você mesmo pode ser vista como um convite da vida para relaxar as estruturas rígidas que você havia adotado como “caminhos certos”. A mente, então, tenta resistir à perda dessas referências. Percebe esse mecanismo?

Quanto ao "caos interno", não há necessidade de rotulá-lo. Apenas observe as emoções, a irritação e o vazio sem julgá-los ou buscar respostas imediatas. Nada disso é permanente, nada disso precisa ser resolvido ou evitado.

Se o livro Gateless Crashers ressoar para você, ótimo! Caso contrário, isso também é válido. Talvez esse vazio seja, paradoxalmente, um portal para perceber que, mesmo no caos, nada está fora de lugar.


Coincidentemente ou não (quem sabe?), ontem apareceu esse vídeo da Ilona no meu feed do YT. É sobre 'resistência', talvez essas reflexões dialoguem com o você está experienciando:

https://www.youtube.com/watch?v=RlC-JNfEkSw


Se quiser compartilhar e investigar esses questionamentos que estão surgindo, conte comigo!
May.

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Re: Seeking for oneness

Postby Franchi » Wed Dec 11, 2024 3:45 pm

Olá, May !!!
A semana está indo bem !!!
E por aí !?

Parece que está tudo se dissipando em relação ao caos e a resistência.
O fluxo melhorou bastante e está muito mais espontâneo e natural.
Acredito que havia um resquício de dúvida sobre o que é real e o que é ilusório.
Estava me faltando entender melhor a relação corpo/mente/ego... Acho que percebi que o corpo e a mente são estruturas reais, enquanto o ego nunca existiu e nem existirá.
Agora sinto mais liberdade, embora haja movimentos leves de resistência... Mas agora não consigo mais associá-los a ninguém.
Agradeço pelo vídeo, depois assistirei com calma.
O livro é muito bom, porque vejo muitas situações pelas quais passei que se repetem com outras pessoas.

Tenho sentido mais o momento quando faço coisas no dia a dia, como passear com os cachorros. As vezes me surpreendo olhando uma paisagem já conhecida, mas enxergando nuances diferentes nela. Tipo quando faz tem po que a gente não vai à praia e de repente vê aquele mar lindo e imenso e a paisagem se torna mais intensa, mais nítida...

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Re: Seeking for oneness

Postby Maylson » Wed Dec 11, 2024 7:06 pm

Oi, Franchi!

Por aqui tudo ótimo!



Olha só! Parece que você percebeu que o "Franchi" é apenas uma construção mental, uma mistura de memórias, pensamentos e crenças. O mais interessante é que reconhecer isso não faz o personagem desaparecer. As preferências e os jeitos de ser podem continuam, mas com muito mais leveza. É como se surgisse uma sensação de liberdade, porque não há mais a necessidade de levarr tão a sério essa ideia de "quem eu sou". Isso deixa as coisas mais naturais, reduz a reatividade e abre espaço para mais espontaneidade e uma conexão mais autêntica com a vida. Fico muito feliz em ver essa clareza se manifestando por aí!!


“Acho que percebi que o corpo e a mente são estruturas reais, enquanto o ego nunca existiu e nem existirá.”

O que você quer dizer com a afirmação - “percebi que o corpo e a mente são estruturas reais”?

O corpo é uma coisa única e sólida, ou ele aparece como diferentes sensações (peso, calor, pressão)?

Qual a real diferença entre o corpo a mente e o que chama de ego? O que de fato os separa?

Onde termina o corpo e começa a mente?

Se você sentir ansiedade, ela é algo do corpo (uma sensação) ou da mente (um pensamento)? Ou ambos?"

Sem os rótulos de 'corpo', 'mente' e 'ego', o que você percebe?


Existe realmente uma fronteira entre o corpo, a mente e o campo em que todos eles aparecem? Ou será que essa separação é apenas uma construção mental, feita de conceitos e rótulos, na tentativa de dar sentido e organizar a experiência?

“Tenho sentido mais o momento quando faço coisas no dia a dia, como passear com os cachorros. As vezes me surpreendo olhando uma paisagem já conhecida, mas enxergando nuances diferentes nela. Tipo quando faz tem po que a gente não vai à praia e de repente vê aquele mar lindo e imenso e a paisagem se torna mais intensa, mais nítida...”

O que faz esses momentos parecerem tão vivos? É algo que você está "fazendo", ou é simplesmente a ausência daquela camada de conceitos e expectativas que normalmente cobre a experiência?

Franchi, isso ressoa muito com a minha experiência direta também. Quando essa percepção começou a ocorrer, tudo passou a ser como uma “novidade”. É como se tudo estivesse se manifestando ali, livre dos filtros de conceitos, julgamentos e comparações. E isso inclui coisas bem simples: o cheiro do café recém-coado, o som dos cachorros latindo na rua, o movimento das folhas das árvores balançando ao vento... Tudo incrivelmente imediato, surgindo e desaparecendo a cada momento. É uma vivacidade tão presente que não parece precisar de nada além do que já está acontecendo agora!
May.

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Re: Seeking for oneness

Postby Franchi » Fri Dec 13, 2024 9:17 pm

Olá, May!!!
Olha só! Parece que você percebeu que o "Franchi" é apenas uma construção mental, uma mistura de memórias, pensamentos e crenças. O mais interessante é que reconhecer isso não faz o personagem desaparecer. As preferências e os jeitos de ser podem continuam, mas com muito mais leveza. É como se surgisse uma sensação de liberdade, porque não há mais a necessidade de levar tão a sério essa ideia de "quem eu sou". Isso deixa as coisas mais naturais, reduz a reatividade e abre espaço para mais espontaneidade e uma conexão mais autêntica com a vida. Fico muito feliz em ver essa clareza se manifestando por aí!!
É engraçado porque depois que percebemos isso, descobrimos como era tão óbvio, mas não podia ser visto e nem sentido.
Esta sensação de leveza e liberdade ainda não se manifesta de forma plena, mas acredito que seja uma questão de tempo até quebrar o condicionamento de vez...
O que você quer dizer com a afirmação - “percebi que o corpo e a mente são estruturas reais”?
Muita calma nessa hora!!! Reais em termos ... Digo, dentro da ilusão em que vivemos, o corpo pode ser sentido e a mente tem a suas funções, inclusive na "interpretação" das sensações... Já o ego é totalmente inexistente.
O corpo é uma coisa única e sólida, ou ele aparece como diferentes sensações (peso, calor, pressão)?
Aparece como diferente sensações, assim como tudo que nos cerca... Até as paisagens são meras montagens em nossa mente.
Qual a real diferença entre o corpo a mente e o que chama de ego? O que de fato os separa?
Na minha interpretação, considero o corpo como o corpo físico que é projetado com todos os seus orgãos e capacidades fisiológicas, a mente como a função de pensar, lembrar e traduzir as sensações captadas pelos nossos sentidos e o ego como a identidade fictícia que foi criada para ser associada a eles.
Onde termina o corpo e começa a mente?
Não acredito que haja separação, pois sem a mente o corpo não existiria.
Se você sentir ansiedade, ela é algo do corpo (uma sensação) ou da mente (um pensamento)? Ou ambos?"
Acho que é da mente e que pode ter reflexos no corpo.
Sem os rótulos de 'corpo', 'mente' e 'ego', o que você percebe?
Apenas o ser, a presença.
Existe realmente uma fronteira entre o corpo, a mente e o campo em que todos eles aparecem? Ou será que essa separação é apenas uma construção mental, feita de conceitos e rótulos, na tentativa de dar sentido e organizar a experiência?
Estou te respondendo isso de forma lógica porque ainda não tenho este sentimento de forma plena, mas não existe esta separação e tudo faz parte dessa construção mental. Toda a manifestação é percebida através de construção mental.
As vezes fico olhando para o céu e percebo que é apenas um reflexo criado em minha mente, pois ali é um espaço.
O que faz esses momentos parecerem tão vivos? É algo que você está "fazendo", ou é simplesmente a ausência daquela camada de conceitos e expectativas que normalmente cobre a experiência?
Simplesmente a ausência destes filtros. Como disse, isso ainda não se manifesta de forma plena e constante, mas é questão de tempo.
Franchi, isso ressoa muito com a minha experiência direta também. Quando essa percepção começou a ocorrer, tudo passou a ser como uma “novidade”. É como se tudo estivesse se manifestando ali, livre dos filtros de conceitos, julgamentos e comparações. E isso inclui coisas bem simples: o cheiro do café recém-coado, o som dos cachorros latindo na rua, o movimento das folhas das árvores balançando ao vento... Tudo incrivelmente imediato, surgindo e desaparecendo a cada momento. É uma vivacidade tão presente que não parece precisar de nada além do que já está acontecendo agora!
Isso é tão gostoso e real, que fico muito animado de pensar que já está ao alcance e que logo deve ser manifestado e percebido de forma plena.

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Maylson
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Re: Seeking for oneness

Postby Maylson » Mon Dec 16, 2024 5:45 pm

Franchi, boa tarde!!

Quero te convidar a olhar de perto essa ideia de “alcançar plenitude”.

Parece que você tem uma compreensão intelectual muito clara, mas ainda parece preso à crença de que "algo pleno" precisa ser alcançado no futuro, como se o que está acontecendo agora fosse insuficiente. Essa ideia de um "sentir pleno" como algo que acontecerá depois é, na verdade, o próprio movimento ilusório da mente que cria a sensação de separação, um intervalo imaginário entre o aqui e agora e essa plenitude que voce busca.

A esperança de que algo diferente aconteça é exatamente o que sustenta essa ilusão. Nada está separado, e nada está faltando. Tudo já está se manifestando neste exato momento, inclusive a ideia de que "ainda não é suficiente".

O que falta para que este momento seja suficiente exatamente como é?

Quem está esperando alcançar algo?

O que seria essa idealização de uma plenitude constante e inabalável?
May.

"The moment I am aware that I am aware I am not aware. Awareness means the observer is not"
― Jiddu Krishnamurti

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Franchi
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Re: Seeking for oneness

Postby Franchi » Sat Dec 21, 2024 8:25 pm

Boa tarde, May !!!
Desculpe a demora, mas andei atarefado com as crianças.
Além do quê, estava aguardando a chegada do nosso novo computador, inclusive já o estou usando.
Já respondo as suas perguntas, mas gostaria de compartilhar algumas coisas com você antes.
Aproveitando o seu gancho sobre eu ter a compreensão intelectual da coisa toda, observo que já me encontro bastante consciente sobre o fato de não existir o eu como individualidade e entendo o meu caráter de personagem nessa trama da vida.
Ainda não tenho a capacidade de me sentir integrado ao todo por conta do condicionamento muito forte do meu ego, pois sou filho único, sempre muito autônomo, auto suficiente e individualista. E embora eu saiba que ele é uma ficção e que nunca existiu de fato, ter acreditado nele durante todos estes anos, criou um condicionamento bastante intenso.
Isso não será problema, porque é uma questão de tempo para que esse condicionamento seja quebrado.
O raciocínio já foi desenvolvido e aceito...
Percebo a vida como uma manifestação do ser, da consciência, da energia, do universo ou de como quisermos chamar.
Entendo que nada está ao meu controle e que as coisas simplesmente acontecem, seguindo uma ordem ou não, já que está acima do nosso entendimento como funciona este fluxo (digo em relação as limitações do meu personagem).
Talvez o "alcançar a plenitude" seja a liberação total deste condicionamento.
Por isso talvez essa insuficiência sentida por mim seja relativa ao fato de perceber que meu condicionamento egóico ainda se manifesta com frequência, mesmo que as vezes consiga observar como se estivesse "de fora".
Acho que essa esperança de que algo aconteça está relacionada a cessação dessa manifestação. Digo, acho que acredito que me sentirei mais pleno quando esse condicionamento deixar de se manifestar. Não sei se isso é correto.
...
Voltando aos livros do Jed Mckenna, ele diz que quando estamos alinhados com o universo, algumas coisas que queremos que aconteçam, de forma despretensiosa, não como uma forma de desejo, simplesmente passam a fazer parte deste fluxo e se manifestam...
Aconteceu uma coisa bem trivial comigo, mas que me fez pensar nessa possibilidade... Você pode até rir, porque chega a ser besta, mas me deu um estalo na hora ...
Eu estava passeando com um de meus cachorros e passamos debaixo de uma mangueira (árvore) que tinha uma manga linda num galho alto. Tentei arremessar outras mangas verdes que estavam no chão para tentar derrubá-la, mas não obtive êxito. Pensei, como iria ser bom pegar aquela manga.
Continuei o passeio e depois fiz o mesmo trajeto com outro dos meus cachorros... No meio do nada, apareceu uma manga tão linda quanto aquela que tentei pegar no meio fio, bem ali entre a calçada e a rua. Olhei para todos os lados e não havia nenhuma mangueira ali, a única possibilidade seria de alguém estar carregando e ter deixado cair sem perceber, porque ninguém deixaria uma manga linda daquelas para trás...
Na hora me veio o trecho do livro do Jed Mckenna... Não foi interessante??? Entre eu tentar pegar a manga na árvore e a outra aparecer, não se passaram nem 10 minutos...

Franchi


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