Seeking for oneness

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Franchi
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Re: Seeking for oneness

Postby Franchi » Thu Nov 21, 2024 9:02 pm

Olá, May !!! Curti sim...
Tudo ainda meio estranho, meio surreal.
Ainda fico refletindo se é isso mesmo porque é uma concepção simples e natural, mas aparentemente é difícil de assimilar, de cair a ficha...
O que você percebeu é fundamental: as situações se desenrolaram, e no desenrolar, algo aconteceu que beneficiou a narrativa daquele momento. Isso pode ser chamado de "coincidência", mas mesmo isso é uma etiqueta mental.

Se você olhar para a experiência direta, o que aconteceu no feriado seguiu, de fato, algum plano pré-definido por algo “fora”, ou os eventos simplesmente aconteceram?
Você disse narrativa, mas na minha interpretação aconteceram uma série de coisas improváveis, que num primeiro momento foram muito ruins, mas que depois me fizeram vislumbrar algo que será positivo para mim.
Não, as coisas não seguiram um plano pré definido... Simplesmente aconteceram.
Essa necessidade de ancorar o fluxo dos eventos em algo tangível e previsível é realmente necessária, ou é apenas um hábito da mente buscando segurança?
Acredito que seja um hábito da mente, ainda buscando aquele mecanismo do aqui se paga aqui se recebe, quem faz o bem recebe o bem ... E coisas do tipo...
Será que pode haver simplesmente o reconhecimento de que o que acontece, acontece, sem necessidade de justificar ou explicar com base em algo maior ou menor?
Sim, pode sim... Agora tudo parece mais incerto ...
Não diria que é uma ideia, talvez é um reconhecimento. Você não precisa "deixar" que seja, porque já é. É apenas a mente que busca "permitir" ou "controlar" o fluxo, enquanto, na verdade, tudo já está fluindo sem esforço.
Meu amigo, como é difícil abrir mão disso ... Mas o que você está falando é verdade.
Observe o impulso de controlar ou justificar, e veja se esse impulso realmente é necessário para que os eventos continuem a acontecer!
De modo algum...
Quando você está completamente absorvido no que acontece , seja nas situações intensas (como essa do feriado) ou nos papéis do dia a dia. Existe mesmo um Eu que "entra" ou "sai" de cena? Ou tudo acontece espontaneamente, como sempre foi?
Não existe. Tudo acontece espontaneamente.
Entendo de onde vem essa pergunta, mas o ponto aqui não é sobre conformismo, mas sobre clareza. Vamos adentrar um pouco mais.

Quando você se indigna, o que está realmente acontecendo? Essa indignação resolve a situação ou apenas reforça a ideia de que algo precisa ser diferente para que você fique em paz?
Eu estou expressando meu inconformismo com o comportamento "inadequado" (no meu ponto de vista) de uma outra pessoa. Essa indignação só incomoda, não resolvendo a situação, me afastando da paz e da tranquilidade.
Se a mente cria uma história em cima do carro mal estacionado, será que reagir indignado está trazendo mais equilíbrio ou apenas alimentando o desconforto?
Traz muito mais desequilíbrio, aumentando o desconforto.
Agora, quanto a não julgar:
Você consegue perceber o carro na vaga errada, reconhecer isso como um fato, e ainda assim deixar de lado a necessidade de atribuir certo ou errado?
Ainda é um pouco difícil para mim, mas estou me habituando a ver a realidade imediata como a única plausível, independente de conceito de certo ou errado, bom ou mal ...A coisa está ali, acontecendo e pronto.
A ausência de julgamento não é uma passividade ou conformismo, mas um reconhecimento de que o fluxo da vida inclui TUDO, até o carro na vaga errada.
Isso é muito profundo e intenso, May, e acho que era mais fácil pensar desta maneira com a lógica de haver um Deus que a tudo permeia, e que cada ação teria uma reação.
Estou tendo um pouco de dificuldade em aceitar este fluxo livre e natural, desprovido de certo ou errado porque ele me parece meio ilógico ... Estaria o universo andando sem uma lógica, sem um "esquema", apenas se manifestando de forma descontrolada e arbitrária???
Será que, se você não se identificar com o ‘pensamento de julgamento’, você pode agir ou não agir, com a mesma leveza?
Boa pergunta... Me parece que se eu não me identificar com o pensamento de julgamento, ficarei mais livre, mais solto.
Você acha que essa necessidade de segurança é algo que realmente pode ser preenchido?
Eu acredito que se eu assimilar a concepção da não dualidade, essa necessidade simplesmente desaparecerá... Por que eu não acredito que ela possa ser preenchida.
Quando você observa diretamente o que acontece agora, sem buscar segurança em ideias ou histórias, o que encontra? Há algo incompleto nesse momento ou é apenas a mente pedindo por garantias?
Encontro a realidade imediata acontecendo. Não, não há nada incompleto... É só a mente sussurrando.
E esse “reconhecimento” depende mesmo de um processo longo, ou a sensação de que levará tempo é apenas mais uma história da mente?
Mais uma história da mente. Uma espécie de mecanismo para atrapalhar e causar dúvidas e desânimo.
Experimente olhar agora, sem pressa:

O que está presente neste instante precisa de algo adicional para ser completo?
Neste exato momento, não.
O que você chama de “processo” pode ser simplesmente o hábito da mente de adiar o reconhecimento do que já é.
Não sei, May... MAs pode ser sim.
Aqui voce mencionou algo fundamental: a identificação com o personagem e até o orgulho por ele. Vamos olhar mais de perto:

Quando você diz que gosta do seu personagem e sente orgulho dele, quem é esse “você” que está gostando ou sentindo orgulho? É o próprio personagem apreciando a si mesmo? Ou há algo além, que está apenas observando tudo isso acontecer?
Me parece ser algo além, que está observando e assistindo...
O que está resistindo? Existe mesmo algo sólido resistindo, ou a resistência é apenas mais um movimento natural dentro do fluxo?
Rs... Rapazzzzz... Isso é difícil... Me parece ser um movimento no fluxo.
A identificação com o personagem é como assistir a um filme e se perder na história. Mas, mesmo quando você está imerso no filme, você deixa de ser o observador?
É verdade ... E isso acontecia muito comigo, principalmente quando era mais jovem e assistia a filmes intensos... Não deixo de ser o observador.
Quando a resistência aparece, pode ser vista também como parte do filme, algo surgindo e desaparecendo por si só, sem necessidade de lutar contra ela.
Entendo... Desculpe usar a expressão mas está parecendo uma lavagem cerebral literal... Digo uma limpeza...rs... Vou experimentar!!!
Agora, aqui e agora, sem criar uma história sobre fases ou personagens, onde está essa resistência? Quando você olha diretamente, ela tem forma, substância, ou é apenas mais um movimento que passa?
Não há... Mais um movimento.
Você diz que está "parado, quietinho", mas, se observar de forma direta, o que exatamente está parado? O coração bate, a respiração acontece, pensamentos surgem e desaparecem. Mesmo a sensação de estar "quieto" é um movimento percebido. Será que existe realmente algo fixo, ou tudo está em constante mudança, assim como os "mil e um fenômenos" que você descreveu no universo?
Tudo em constante mudança, como um rio interminável...
Se você olhar para o corpo, de onde ele veio? O ar que você respira, a comida que o mantém, até os átomos que o compõem, tudo vem de “fora”, do que chamamos de "universo". Onde exatamente começa e termina essa unidade que você acredita ser?
Se formos analisar cientificamente, tudo é energia E tudo está no universo... E tudo é o universo... Não tenho a menor ideia onde começa e termina essa unidade, porque me parece algo bastante ilusório.
Agora, essa sensação de ser separado, como ela se manifesta? É um pensamento? Uma sensação no corpo? Algo mais? E, olhando para isso diretamente, sem criar uma nova história, pode encontrar a tal linha de separação entre você e o universo?
Ela se manifesta através das minhas percepções deste universo... Do meu ver, escutar, sentir, cheirar ... Daí vem esta noção de separação... Mas ao mesmo tempo sei que estas percepções vêm a mim, mas vem a todos também... E afinal de contas o que vai à quem??? É tudo meio confuso ... Percepções são impulsos, mas nós também somos impulsos...
Tentar parar um pensamento geralmente gera mais pensamentos. Isso acontece porque o próprio esforço de "parar" é apenas outro pensamento ou desejo surgindo na mente. É como tentar apagar fogo jogando mais lenha: o impulso de controlar cria mais movimento, não menos. A dica é apenas observá-los, dessa forma, como você mencionou, eles vão embora.
Sem sombra de dúvida.
Essa resistência, já olhou para ela de perto? O que é essa resistência, de verdade? É só um monte de pensamentos e sensações dizendo “não”? Tem alguma substância nisso ou é só fumaça?
Pensamentos e sensações, nada de concreto.
Quanto a “ver o mundo como parte da mesma presença”, precisa imaginar isso? Ou é só um pensamento agora dizendo que existe separação? Onde, exatamente, está essa linha que separa você do que está acontecendo?
Não preciso imaginar, mas me seria muito útil poder sentir, mesmo que fosse de uma forma intuitiva.
É um pensamento que gera insegurança em relação a existir separação ou não ... Tipo assim: "você não acha muita loucura achar que tudo é um"...
Não sei se existe tal linha.
E sobre “sentir de verdade”, você acha que vai aparecer uma experiência especial, algo diferente do que já está aqui? Quem está esperando isso???
É o que eu gostaria... Uma experiência especial ... Um clique que seja ... uma luz...Não sei se vai existir este algo diferente do que já está aqui... Quem está esperando sou eu... o pequeno eu que ainda não se encontrou no EU maior.
Isso nao é só mais um pensamento te dizendo que algo falta???
Sim, como tudo que compõem a minha sensação de individualidade... Mais um pensamento...
Agora, indo direto ao ponto:

Onde está esse “Eu” que parece separado? Procure, aqui e agora. Alguma vez ele já esteve no controle de alguma coisa?
Aparentemente ele ainda está no meu corpo, nos meus pensamentos ... Não, nunca esteve no controle de nada, porque nem sei se existe.

Franchi

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Maylson
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Re: Seeking for oneness

Postby Maylson » Fri Nov 22, 2024 5:29 am

Oi Franchi!


“Tudo ainda meio estranho, meio surreal.
Ainda fico refletindo se é isso mesmo porque é uma concepção simples e natural, mas aparentemente é difícil de assimilar, de cair a ficha...”


Sim, em geral, a mente parece preferir histórias mirabolantes, ruminar o passado e se entupir de delírios e expectativas sobre um possível futuro. Quanto maior o emaranhado, mais a mente se excita. O que é simples e direto acaba parecendo surreal. Eu sei bem como é essa sensação.


“Acredito que seja um hábito da mente, ainda buscando aquele mecanismo do aqui se paga aqui se recebe, quem faz o bem recebe o bem ... E coisas do tipo...”


Exato, é só ela repetindo histórias de troca e controle, puro condicionamento. A mente foi treinada para buscar esse controle, recompensa e sentido em tudo. É só um hábito automático, mas não se preocupe, não é "você" fazendo isso.

“Você disse narrativa, mas na minha interpretação aconteceram uma série de coisas improváveis, que num primeiro momento foram muito ruins, mas que depois me fizeram vislumbrar algo que será positivo para mim.
Não, as coisas não seguiram um plano pré definido... Simplesmente aconteceram.”


Sim, essa 'série de coisas improváveis' é um ótimo exemplo da imprevisibilidade da vida. Nada segue um roteiro, e ainda assim tudo acontece. Percebe que esse vislumbre de algo que "SERÁ”positivo é só a mente tentando organizar os eventos, projetando sentido ou propósito no que aconteceu??? As coisas precisam ser 'positivas' ou 'negativas' para acontecer ou simplesmente são o que são?



“Meu amigo, como é difícil abrir mão disso ... Mas o que você está falando é verdade.”
Olha só que paradoxo! Será mesmo que em algum momento você teve isso na sua mão? A dificuldade de abrir mão/soltar vem da ideia de que, de algum modo, seria possível agarrar/controlar. Existe realmente esse controle, essa posse? De onde vem essa ideia?





“Entendo... Desculpe usar a expressão mas está parecendo uma lavagem cerebral literal... Digo uma limpeza...rs... Vou experimentar!!!”


Sem problema, pode chamar como quiser, rs. Mas é isso, parece uma limpeza, uma “exclusão” de pensamentos, mas na verdade é um reconhecimento de como a mente constrói as coisas. Não há nada para lutar ou limpar, é apenas deixar as coisas aparecerem e desaparecerem, sem se agarrar a elas. Experimente e veja como essa visão traz mais leveza!!!


“Eu estou expressando meu inconformismo com o comportamento "inadequado" (no meu ponto de vista) de uma outra pessoa. Essa indignação só incomoda, não resolvendo a situação, me afastando da paz e da tranquilidade.”


Exato, esse 'inconformismo' com o comportamento do outro, na verdade, apenas reforça a ideia de que a situação precisa ser diferente para você ficar em paz. O ponto é entender como os mecanismos mentais funcionam e ser capaz de identificá-los. No exemplo que você deu, o inconformismo é um pensamento que gera a sensação de indignação. Ao perceber isso, esse pensamento provavelmente perderá o peso.

“Estou tendo um pouco de dificuldadeem aceitar este fluxo livre e natural, desprovido de certo ou errado porque ele me parece meio ilógico ... Estaria o universo andando sem uma lógica, sem um "esquema", apenas se manifestando de forma descontrolada e arbitrária???”


Eu entendo a dificuldade, é comum querer encontrar uma lógica clara. Não sei se o universo é descontrolado ou arbitrário, ele simplesmente não segue a lógica que a mente humana tenta impor. O que parece ilógico é, na verdade, a mente tentando encaixar a realidade em categorias limitadas. Mas não sabemos como o universo funciona, ninguém sabe...

Você já ouviu falar da radiação de Hawking e do paradoxo da informação? Esses dias vi um documentário no Netflix chamado Black Holes – The Edge of All We Know, e tem uma fala de Stephen Hawking sobre como, possivelmente, os buracos negros aniquilam informações (o que, teoricamente, não deveria ser possível de acordo com as leis da física que "regem o universo"). Tudo que entra como informação dentro de um buraco negro parece ser perdido, e o que é expelido são informações aleatórias, sem nexo com o que caiu lá dentro. Isso implicaria que as leis do universo seriam, na verdade, aleatórias. Para a ciência, isso é assustador, porque até então usamos essas leis para explicar eventos passados e prever muitos acontecimentos futuros. Hawking diz que, se a previsibilidade do universo se perde dentro dos buracos negros, isso possivelmente acontece em outras situações. Ele argumenta que isso é problemático, porque se as informações podem ser perdidas, então o que chamamos de passado, nossas memórias, e até nossa identidade podem ser ilusões.

Se você gostar de documentários científicos, especialmente sobre cosmologia, fica a dica.

Enfim, o ponto é: achamos que sabemos algo, que podemos nos apegar a uma ideia ou crença sobre o que somos, mas ninguém sabe, nem a ciência.

Mas o fato de não sabermos exatamente como o universo funciona altera a sua experiência de estar aqui, agora, neste momento?

Você acha que a necessidade de saber tudo interfere na sua capacidade de experimentar a vida como ela é, sem rótulos ou explicações?

Se a verdade do universo não fosse algo para ser 'conhecido' ou 'comprovado', mas apenas experimentado, como seria sua relação com a realidade presente???


“Rs... Rapazzzzz... Isso é difícil... Me parece ser um movimento no fluxo.”

Sim, a resistência é só mais um pensamento e faz parte do fluxo,, não é permanente. Você não precisa resistir à resistência, rs.

“Ela se manifesta através das minhas percepções deste universo... Do meu ver, escutar, sentir, cheirar ... Daí vem esta noção de separação... Mas ao mesmo tempo sei que estas percepções vêm a mim, mas vem a todos também... E afinal de contas o que vai à quem??? É tudo meio confuso ... Percepções são impulsos, mas nós também somos impulsos...”


Essa confusão é justamente o ponto. A sensação de separação vem da identificação com as percepções, como se elas definissem um "EU" separado. Mas, ao olhar diretamente, você nota que as percepções, como ver, ouvir, sentir, não estão vindo de um lugar separado, mas surgem no espaço, nesse todo.
May.

"The moment I am aware that I am aware I am not aware. Awareness means the observer is not"
― Jiddu Krishnamurti

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Franchi
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Re: Seeking for oneness

Postby Franchi » Fri Nov 22, 2024 4:22 pm

Olá, May !!!
Sim, em geral, a mente parece preferir histórias mirabolantes, ruminar o passado e se entupir de delírios e expectativas sobre um possível futuro. Quanto maior o emaranhado, mais a mente se excita. O que é simples e direto acaba parecendo surreal. Eu sei bem como é essa sensação.
A gente fica com uma sensação de ter sido enganado por muito tempo, mas enganado por quem ??? Será que nós mesmos nos perdemos neste emaranhado ???
Agora, falando desta linha de tempo, se as coisas acontecem no agora, na experiência imediata, como explicamos o fato de pessoas conseguirem prever eventos futuros em alguns casos?
Isto me leva a crer que este fluxo de acontecimentos tenha uma sequência pré definida...
Exato, é só ela repetindo histórias de troca e controle, puro condicionamento. A mente foi treinada para buscar esse controle, recompensa e sentido em tudo. É só um hábito automático, mas não se preocupe, não é "você" fazendo isso.
Na minha concepção, sempre acreditei que a própria consciência de cada um, que na verdade é única, fizesse o fluxo seguir para cada um de acordo com suas necessidades...
Sim, essa 'série de coisas improváveis' é um ótimo exemplo da imprevisibilidade da vida. Nada segue um roteiro, e ainda assim tudo acontece. Percebe que esse vislumbre de algo que "SERÁ”positivo é só a mente tentando organizar os eventos, projetando sentido ou propósito no que aconteceu??? As coisas precisam ser 'positivas' ou 'negativas' para acontecer ou simplesmente são o que são?
Entendo, é verdade, ainda tento usar o mecanismo do karma ou algo parecido para tentar dar uma lógica, um sentido, nos acontecimentos.
As coisas simplesmente são o que são, sejam positivas, negativas ou neutras.
Olha só que paradoxo! Será mesmo que em algum momento você teve isso na sua mão? A dificuldade de abrir mão/soltar vem da ideia de que, de algum modo, seria possível agarrar/controlar. Existe realmente esse controle, essa posse? De onde vem essa ideia?
Na verdade, acho que quis dizer como é difícil "se livrar desta forma de pensar"... Nunca tive isso na mão e acredito que não seja possível ter. A ideia, creio que venha de nosso condicionamento...
Sem problema, pode chamar como quiser, rs. Mas é isso, parece uma limpeza, uma “exclusão” de pensamentos, mas na verdade é um reconhecimento de como a mente constrói as coisas. Não há nada para lutar ou limpar, é apenas deixar as coisas aparecerem e desaparecerem, sem se agarrar a elas. Experimente e veja como essa visão traz mais leveza!!!
É o que tenho feito !!!!
Exato, esse 'inconformismo' com o comportamento do outro, na verdade, apenas reforça a ideia de que a situação precisa ser diferente para você ficar em paz. O ponto é entender como os mecanismos mentais funcionam e ser capaz de identificá-los. No exemplo que você deu, o inconformismo é um pensamento que gera a sensação de indignação. Ao perceber isso, esse pensamento provavelmente perderá o peso.
Tenho exercitado esta questão da experiência já estar se realizando e de que não há como eu controlar ou mudar o rumo disso.. As coisas são como são e sempre serão, independente de me agradarem ou não... Então segue o fluxo !!!
Eu entendo a dificuldade, é comum querer encontrar uma lógica clara. Não sei se o universo é descontrolado ou arbitrário, ele simplesmente não segue a lógica que a mente humana tenta impor. O que parece ilógico é, na verdade, a mente tentando encaixar a realidade em categorias limitadas. Mas não sabemos como o universo funciona, ninguém sabe...
É uma questão de desconstruçao ... Aceitar isso e esquecer as teorias que se tornaram crenças enraizadas.
Você já ouviu falar da radiação de Hawking e do paradoxo da informação? Esses dias vi um documentário no Netflix chamado Black Holes – The Edge of All We Know, e tem uma fala de Stephen Hawking sobre como, possivelmente, os buracos negros aniquilam informações (o que, teoricamente, não deveria ser possível de acordo com as leis da física que "regem o universo"). Tudo que entra como informação dentro de um buraco negro parece ser perdido, e o que é expelido são informações aleatórias, sem nexo com o que caiu lá dentro. Isso implicaria que as leis do universo seriam, na verdade, aleatórias. Para a ciência, isso é assustador, porque até então usamos essas leis para explicar eventos passados e prever muitos acontecimentos futuros. Hawking diz que, se a previsibilidade do universo se perde dentro dos buracos negros, isso possivelmente acontece em outras situações. Ele argumenta que isso é problemático, porque se as informações podem ser perdidas, então o que chamamos de passado, nossas memórias, e até nossa identidade podem ser ilusões.

Se você gostar de documentários científicos, especialmente sobre cosmologia, fica a dica.
Agradeço pela dica !!! Os cientistas que se diferenciaram dos demais sempre trouxeram teorias que apavoram a ciência tradicional... Einstein, Hawking e outros... É bastante assustador mesmo pensar nesta possibilidade... E ao mesmo tempo é empolgante, no sentido de mostrar que nós realmente não sabemos de nada e que há muito a aprender !!!
Enfim, o ponto é: achamos que sabemos algo, que podemos nos apegar a uma ideia ou crença sobre o que somos, mas ninguém sabe, nem a ciência.

Mas o fato de não sabermos exatamente como o universo funciona altera a sua experiência de estar aqui, agora, neste momento?

Você acha que a necessidade de saber tudo interfere na sua capacidade de experimentar a vida como ela é, sem rótulos ou explicações?

Se a verdade do universo não fosse algo para ser 'conhecido' ou 'comprovado', mas apenas experimentado, como seria sua relação com a realidade presente???
"Só sei que nada sei" ... Já dizia Sócrates há milênios atrás ...
Isso nã altera em nada a minha vivência ... Agora !!! kkkkkk
Esta necessidade já me atrapalhou muito sim, mas agora passou a ser irrelevante.
Esta "nova" relação está se desenvolvendo agora ... Então ainda estou experimentando... Mas de imediato te digo que é algo que traz mais levez e tranquilidade no "viver"...
Sim, a resistência é só mais um pensamento e faz parte do fluxo,, não é permanente. Você não precisa resistir à resistência, rs.
Agora estou começando a compreender melhor...
Essa confusão é justamente o ponto. A sensação de separação vem da identificação com as percepções, como se elas definissem um "EU" separado. Mas, ao olhar diretamente, você nota que as percepções, como ver, ouvir, sentir, não estão vindo de um lugar separado, mas surgem no espaço, nesse todo.
Ainda estou com esta "noção" bem embrionária, mas pelo menos já estou começando a ter estes vislumbres... Estou vendo de dentro pra fora ou estou sendo visto de fora pra dentro ??? Qual é a referência real???

abraço,

Franchi

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Re: Seeking for oneness

Postby Maylson » Sat Nov 23, 2024 10:41 pm

Oi Franchi! Tudo bem?

Estou sem meu laptop, e via smartphone o quote parece não estar funcionando, então vou sinalizar aqui as falar para facilitar.


Franchi: “A gente fica com uma sensação de ter sido enganado por muito tempo, mas enganado por quem ???
Será que nós mesmos nos perdemos neste emaranhado ???”


May: Sim essa sensação é bem comum, mas observe:
Quem está com essa sensação de ser enganado?
A sensacao existe para uma determinada entidade separada?
Ou seria mais um movimento como todos os outros nesse fluxo de existência?

Quem estaria/está perdido?

Esses pensamentos estão sendo atribuidos a quem especificamente?


Franchi: “Agora, falando desta linha de tempo, se as coisas acontecem no agora, na experiência imediata, como explicamos o fato de pessoas conseguirem prever eventos futuros em alguns casos?
Isto me leva a crer que este fluxo de acontecimentos tenha uma sequência pré definida”.


May: Tanto o que você chama de “previsão” como o chamado “evento previsto” ocorrem no AGORA.

Você consegue experienciar diretamente o “passado” e o “futuro” ou ambos são conceitos que surgem dentro de uma narrativa mental que acontece no AGORA???

Se eu te peço para me contar uma das histórias da sua infância, você experiencia isso diretamente ou isso se manifesta na memória/pensamento?

Se te peço para me contar um plano que tens para o “futuro”, voce o vivencia na sua experiência direta, ou isso é mais um pensamento surgindo AGORA?

Sem o conceito de tempo linear, o que significa algo ser "pré-definido"?
Pode haver movimento e mudança sem precisar de uma linha do tempo?

Os conceitos de linearidade passado, presente e futuro são apenas conceitos que nossa mente usa para tentar organizar os eventos.


Franchi: “Na verdade, acho que quis dizer como é difícil “se livrar desta forma de pensar”.”


May: Mas temos como nos livrar dos pensamentos?
Ou eles surgem e vão embora espontaneamente?
Tentar se livrar deles não seria resistência?
Não geraria ainda mais pensamentos sobre?

Franchi: “Ainda estou com esta “noção” bem embrionária, mas pelo menos já estou começando a ter estes vislumbres... Estou vendo de dentro pra fora ou estou sendo visto de fora pra dentro ??? Qual é a referência real???”


May: A dúvida entre “dentro” e “fora” surge porque ainda há a ideia de um “alguem” que observa de um lugar. Mas, na experiência direta, TUDO, ver, ouvir, sentir, aparece no mesmo campo, sem divisão. “Dentro” e “fora” são apenas conceitos, não algo que você realmente encontra!

A mente e os pensamentos, sim, precisam de uma “referência real”, pois é assim que ela trabalha, com referenciais e comparações, o que gera a ideia de um “EU” separado.

Mas me conte:

“Dentro” ou “fora” são mais que pensamentos ou sensações que surgem agora?
Sem “dentro” nem “fora”, o que resta da ideia de separação?
May.

"The moment I am aware that I am aware I am not aware. Awareness means the observer is not"
― Jiddu Krishnamurti

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Re: Seeking for oneness

Postby Franchi » Mon Nov 25, 2024 3:55 pm

Olá, May !!!
Sem problemas em relação ao "quote"...
Sim essa sensação é bem comum, mas observe:
Quem está com essa sensação de ser enganado?
Na verdade é um pensamento, um movimento, não há a atribuição desta dúvida/questionamento/sofrimento a ninguém.
A sensacao existe para uma determinada entidade separada?
Ou seria mais um movimento como todos os outros nesse fluxo de existência?
Sim, mais um movimento.
Quem estaria/está perdido?
O princípio se manifestou em individualidades, estas individualidades formam o princípio... Na imersão na história, na experiência, este emaranhado foi estabelecido e vivenciado, criando a ilusão e o sentimento de desorientação para as individualidades.
Esses pensamentos estão sendo atribuidos a quem especificamente?
Estes pensamentos estavam surgindo, mas como todos os outros, já se foram.
Tanto o que você chama de “previsão” como o chamado “evento previsto” ocorrem no AGORA.

Você consegue experienciar diretamente o “passado” e o “futuro” ou ambos são conceitos que surgem dentro de uma narrativa mental que acontece no AGORA???
Sem dúvida que são uma narrativa aparecendo no agora. Não consigo experienciá-los diretamente.
Se eu te peço para me contar uma das histórias da sua infância, você experiencia isso diretamente ou isso se manifesta na memória/pensamento?
Sempre na memória, no pensamento.
Se te peço para me contar um plano que tens para o “futuro”, voce o vivencia na sua experiência direta, ou isso é mais um pensamento surgindo AGORA?
Mais um pensamento.
Sem o conceito de tempo linear, o que significa algo ser "pré-definido"?
Aí danou-se ... rs.... Apenas faz sentido com o tempo linear.
Pode haver movimento e mudança sem precisar de uma linha do tempo?
Acredito que sim, mas é muito difícil interpretar isso sem correlacionar com uma escala de tempo.
Os conceitos de linearidade passado, presente e futuro são apenas conceitos que nossa mente usa para tentar organizar os eventos.
Percebo... Mas é tão condicionado que torna-se quase instintivo.
Mas temos como nos livrar dos pensamentos?
Ou eles surgem e vão embora espontaneamente?
Não temos e cada vez estão indo embora mais rápido !!!
Tentar se livrar deles não seria resistência?
Não geraria ainda mais pensamentos sobre?
Resistência total, que já não é mais necessária. Sim, a resistência cria um redemoinho de pensamentos...
A dúvida entre “dentro” e “fora” surge porque ainda há a ideia de um “alguem” que observa de um lugar. Mas, na experiência direta, TUDO, ver, ouvir, sentir, aparece no mesmo campo, sem divisão. “Dentro” e “fora” são apenas conceitos, não algo que você realmente encontra!

A mente e os pensamentos, sim, precisam de uma “referência real”, pois é assim que ela trabalha, com referenciais e comparações, o que gera a ideia de um “EU” separado.
Isso é um grande passo... O conceito todo ainda está sendo assimilado.. Esta percepção do dentro e fora é sentida de forma alternada ... Meio que levando a crer que realmente é apenas esta referência da mente e dos pensamentos que pode estar colapsando.
“Dentro” ou “fora” são mais que pensamentos ou sensações que surgem agora?
Sem “dentro” nem “fora”, o que resta da ideia de separação?
Acho que estão mais para sensações, pois normalmente acontece quando não estou pensando em nada ... Por exemplo, as vezes estou passeando com os cachorros em alguma rua tranquila e vazia e vem essa sensação de eu estar dentro de uma história onde a minha "visão" oscila entre quem está ali conduzindo o cachorro e alguém ou algo que tem a visão da história como que "por cima", tendo uma noção mais macro do cenário.
Ainda não consigo realizar esta noção de não existir dentro e fora... Acho que é a linha divisória (ou limitante) da coisa toda.

Franchi.

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Re: Seeking for oneness

Postby Maylson » Tue Nov 26, 2024 2:51 am

Oi Franchi, boa noite! Como está se sentindo ai? 😊


“O princípio se manifestou em individualidades, estas individualidades formam o princípio... Na imersão na história, na experiência, este emaranhado foi estabelecido e vivenciado, criando a ilusão e o sentimento de desorientação para as individualidades.”
Então está claro para você que essa "vivência estabelecida de individualidade” é um emaranhado de histórias? Se só há o “princípio”, de onde vem essa história de individualidades perdidas? Quem está contando isso? A ideia de estar perdido não é só mais uma aparência acontecendo no que já é completo? Onde exatamente está a desorientação se não há ninguém separado para se perder?"

“Aí danou-se ... rs.... Apenas faz sentido com o tempo linear.”
Sem o conceito de tempo linear, 'pré-definido' perde completamente o sentido. Quem ou o que estaria definindo, e como, se não há um 'antes' ou 'depois' para essa definição acontecer? Mesmo a palavra 'agora' é apenas um conceito, uma tentativa de apontar para o que se manifesta no momento imediato. Mas esse 'agora' não existe como algo fixo, é só mais uma ideia surgindo naquilo que já é, sem precisar de rótulos ou explicações.


“Acredito que sim, mas é muito difícil interpretar isso sem correlacionar com uma escala de tempo.”

“Percebo... Mas é tão condicionado que torna-se quase instintivo.”
"Pois, exatamente! A mente está tão condicionada a organizar tudo dessa forma que parece natural, quase instintivo. Isso é reforçado pela nossa memória, que cria uma narrativa do passado, pela expectativa sobre o futuro, pela causalidade que busca uma sequência lógica e até pelas sensações físicas, como o envelhecimento e os ritmos biológicos. A sociedade também nos condiciona com horários e calendários, fazendo o tempo parecer uma realidade contínua. Mass, se você olhar sem essa necessidade de organizar, verá que tudo o que acontece já está aqui, simultaneamente, sem precisar de um passado ou futuro. O 'agora' é apenas uma ideia que usamos para tentar entender a fluidez do que já está acontecendo, mas, na verdade, o que surge não precisa de rótulos temporais para ser o que é."



Sobre a questão de "dentro” e "fora”, “corpo” e “espaço” e a "linha” que nos separa de tudo.... gostaria que dedicasse um tempo e fizesse esses exercícios com atenção. Um de cada vez, tome o tempo que achar necessário, imagino que isso levará alguns dias....:

Vamos explorar o corpo. Divirta-se com esses experimentos (por favor, responda todas as perguntas).



Exercício da Cabeça (Isso mesmo, da sua cabeça)

Vamos examinar a solidez da cabeça.

Pressione um dedo no topo da ‘cabeça’.

Note o que está realmente presente.

É uma cabeça ou é apenas uma sensação rotulada como ‘pressão’ e uma história SOBRE uma cabeça?

Faça o mesmo com um dedo de cada lado da cabeça.

Realmente encontra uma cabeça ou são apenas sensações novamente?

E há algo entre os pontos de pressão ou é apenas um pensamento dizendo que deve haver algo entre eles?



Exercício Introdutório do Corpo

Sente-se com os olhos fechados por cerca de 15 minutos.

Preste atenção apenas nas sensações puras, sem se apoiar em pensamentos ou imagens mentais:

Pode-se saber a altura do corpo?

O corpo tem peso ou volume?

Na experiência real, o corpo tem forma ou estrutura?

Existe uma fronteira entre o corpo e a roupa?

Existe uma fronteira entre o corpo e a cadeira?

Existe um interior ou um exterior?

Se houver um interior, o interior de quê exatamente?

Se houver um exterior, o exterior de quê exatamente?

O que a palavra/rótulo ‘corpo’ REALMENTE se refere?

Qual é a EXPERIÊNCIA REAL do corpo?

Observe muito cuidadosamente, especialmente com a última pergunta. Tome seu tempo, não se apresse. Você pode observar várias vezes durante o dia enquanto faz outras coisas (como lavar as mãos, tomar banho, fazer uma pausa do trabalho, caminhar, etc.) antes de responder.



Investigação Mais Profunda do Corpo

Aqui está uma investigação ainda mais profunda do corpo. Por favor, siga cada passo, não pule nenhum. Tome seu tempo. Não passe para o próximo passo até que o anterior tenha sido claramente visto.

Repita o exercício várias vezes.

Fique em frente a um espelho maior.

(1) Primeiro, feche os olhos e sinta as sensações rotuladas como ‘corpo’.

(2) Abra os olhos e olhe no espelho, enquanto ainda presta atenção nas sensações.

Há alguma conexão entre as sensações sentidas e a imagem no espelho?

Ou são apenas pensamentos (e/ou imagens mentais) que sugerem que há?

(3) Enquanto ainda presta atenção nas sensações, mova uma das mãos e observe o movimento no espelho.

Há alguma conexão entre as sensações sentidas (rotuladas como ‘mão’) e a imagem do movimento no espelho?

(4) Agora faça o mesmo movimento com a mão, mas desta vez olhe para a mão diretamente, não pelo espelho.

Há alguma conexão entre as sensações sentidas (rotuladas como ‘mão’) e a imagem do movimento? Ou apenas pensamentos sugerem isso?

(5) Agora, preste atenção apenas na imagem no espelho.

A imagem por si só sugere de alguma forma que é ‘você’ ou ‘seu corpo’?

A imagem em si sugere de alguma forma que é um ‘corpo’ de verdade?

Ou existem apenas cores e formas?

(6) Onde o espelho termina, algumas partes do corpo (provavelmente as pernas) não podem ser vistas.

Apenas pela imagem no espelho, há algum ‘conhecimento’ de que devem existir pernas, ou são apenas pensamentos e imagens mentais que sugerem isso?

(7) Agora, vire-se para longe do espelho e olhe para frente (não olhe diretamente para nenhuma parte do corpo).

Existe um ‘corpo’ em algum lugar quando todos os pensamentos e imagens são ignorados, ou existem apenas sensações?

(8) Comece a andar lentamente.

Há um ‘corpo andando’, ou existem apenas sensações?

Existe uma experiência real de ‘andar’ de fato?

Ou apenas PENSAMENTOS SOBRE ‘andar’?

Algo como ‘corpo’ pode ser encontrado OU são apenas PENSAMENTOS SOBRE um ‘corpo’?

Algo como ‘andar’ pode ser encontrado?

(9) As sensações estão localizadas no espaço, como ‘atravessando o quarto’? OU existe apenas uma imagem rotulada como ‘quarto’ e as sensações aparecem sem nenhuma localização?
May.

"The moment I am aware that I am aware I am not aware. Awareness means the observer is not"
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Franchi
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Re: Seeking for oneness

Postby Franchi » Tue Nov 26, 2024 3:53 pm

Bom dia, May!!!
Tudo bem por aqui e com você ???
Parece que as coisas estão fluindo mais naturalmente, com menos resistência e mesmo quando surgem situações, entendo agora que as minhas reações era aquelas mesmos, o que foi feito, o que foi dito, era e ponto final... Sem julgamentos. Sem precisar remoer nem analisar nada.
Então está claro para você que essa "vivência estabelecida de individualidade” é um emaranhado de histórias? Se só há o “princípio”, de onde vem essa história de individualidades perdidas? Quem está contando isso? A ideia de estar perdido não é só mais uma aparência acontecendo no que já é completo? Onde exatamente está a desorientação se não há ninguém separado para se perder?"
Claro, claro, cristalino, ainda não está, mas começa a fazer muito sentido.
A desorientação está na visão da dualidade, que proporciona isso. Tento buscar respostas imaginado o todo no aspecto diversidade, mas é apenas mais um movimento, mais um pensamento...
Sem o conceito de tempo linear, 'pré-definido' perde completamente o sentido. Quem ou o que estaria definindo, e como, se não há um 'antes' ou 'depois' para essa definição acontecer? Mesmo a palavra 'agora' é apenas um conceito, uma tentativa de apontar para o que se manifesta no momento imediato. Mas esse 'agora' não existe como algo fixo, é só mais uma ideia surgindo naquilo que já é, sem precisar de rótulos ou explicações.
Essa abstração dos rótulos e do tempo linear é algo bem difícil. Mas o único fato "real" é a experiência imediata, o "agora". E entendo que o agora é impossível de ser agarrado ou alcançado, porque é como um rio que não pára...
"Pois, exatamente! A mente está tão condicionada a organizar tudo dessa forma que parece natural, quase instintivo. Isso é reforçado pela nossa memória, que cria uma narrativa do passado, pela expectativa sobre o futuro, pela causalidade que busca uma sequência lógica e até pelas sensações físicas, como o envelhecimento e os ritmos biológicos. A sociedade também nos condiciona com horários e calendários, fazendo o tempo parecer uma realidade contínua. Mass, se você olhar sem essa necessidade de organizar, verá que tudo o que acontece já está aqui, simultaneamente, sem precisar de um passado ou futuro. O 'agora' é apenas uma ideia que usamos para tentar entender a fluidez do que já está acontecendo, mas, na verdade, o que surge não precisa de rótulos temporais para ser o que é."
Acho que a parte da interferência da memória já esta ficando mais fraca, mas a causalidade, o ritmo biológico e o condicionamento das rotinas diárias são implacáveis para "firmar" esta realidade contínua.
Entendo a questão do "estar acontecendo", mas como romper estas amarras com os corrimões que nos conduzem nessa sequência linear ilusória??

Farei os exercícios com tempo e depois te falarei os resultados...

Franchi

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Re: Seeking for oneness

Postby Franchi » Tue Nov 26, 2024 7:36 pm

Exercício da Cabeça (Isso mesmo, da sua cabeça)

Vamos examinar a solidez da cabeça.

Pressione um dedo no topo da ‘cabeça’.

Note o que está realmente presente.

É uma cabeça ou é apenas uma sensação rotulada como ‘pressão’ e uma história SOBRE uma cabeça?
uma pressão e uma história sobre uma cabeça.
Faça o mesmo com um dedo de cada lado da cabeça.

Realmente encontra uma cabeça ou são apenas sensações novamente?
rs...... apenas sensações....
E há algo entre os pontos de pressão ou é apenas um pensamento dizendo que deve haver algo entre eles?
Não sei se estou fazendo isto certo, mas estou começando a rir bastante... É apenas um pensamento...
Exercício Introdutório do Corpo

Sente-se com os olhos fechados por cerca de 15 minutos.

Preste atenção apenas nas sensações puras, sem se apoiar em pensamentos ou imagens mentais:

Pode-se saber a altura do corpo?
Não.
O corpo tem peso ou volume?
Sinto a sensação de peso relativo pelo fato de estar apoiado na cadeira, assim como o volume.
Na experiência real, o corpo tem forma ou estrutura?
tem sim e posso vê-la com meus olhos.
Existe uma fronteira entre o corpo e a roupa?
acho que não.
Existe uma fronteira entre o corpo e a cadeira?
não.
Existe um interior ou um exterior?
sim
Se houver um interior, o interior de quê exatamente?
o interior do corpo físico, seus orgãos, tecidos, ossos...
Se houver um exterior, o exterior de quê exatamente?
o exterior é a própria aparÊncia que é vista pelos outros.
O que a palavra/rótulo ‘corpo’ REALMENTE se refere?
ao corpo físico que posso sentir através das percepções.
Qual é a EXPERIÊNCIA REAL do corpo?
A experiência real do corpo é sentida através dos movimentos das percepções, dos sentidos.

Estas são as respostas preliminares... MAs farei mais vezes...

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Re: Seeking for oneness

Postby Maylson » Thu Nov 28, 2024 5:55 am

Oi Franchi, bom dia! Tudo bem?



“Parece que as coisas estão fluindo mais naturalmente, com menos resistência e mesmo quando surgem situações, entendo agora que as minhas reações era aquelas mesmos, o que foi feito, o que foi dito, era e ponto final... Sem julgamentos. Sem precisar remoer nem analisar nada.”


Interessante, sua percepção está mudando?




“...a causalidade, o ritmo biológico e o condicionamento das rotinas diárias são implacáveis para "firmar" esta realidade contínua.
Entendo a questão do "estar acontecendo", mas como romper estas amarras com os corrimões que nos conduzem nessa sequência linear ilusória??”


Sem recorrer a memória, onde está a causa? Sem projetar, onde está o efeito? A ligação entre eventos é direta ou só existe como pensamento?



A fome aparece, o movimento acontece, o sono chega... Há realmente “alguém” que é conduzido por isso, ou tudo está simplesmente acontecendo?



Onde está o passado? Onde está o futuro? Fora de pensamentos, você pode experienciá-los diretamente?


Você realmente acredita que esse “corrimão” exista?


Essas “amarras” só prendem enquanto se acredita que há um “EU” sendo conduzido. Mas quem está preso? Pode-se encontrar esse "eu" separado?


Quando isso é visto claramente, o que resta não é linear ou amarrado. É apenas o fluxo livre, sem resistência.






Sobre suas respostas da parte inicial do exercício, senti uma certa confusão entre experiência direta e crenças habituais, e não há nada de errado com isso, mas estamos aqui para questionar todas essas crenças... Então se aprofundando ainda mais nessas questões.



“ Não sei se estou fazendo isto certo, mas estou começando a rir bastante... É apenas um pensamento...”


A primeira vez que fiz esse exercício, reagi dessa mesma forma, rindo bastante dos pensamentos que surgiam, hahaha.


“tem sim e posso vê-la com meus olhos.”


Quando investigamos o corpo na experiência direta, há algo que comprove a existência de um corpo sólido, separado e fixo, ou isso é apenas uma suposição apoiada por pensamentos e memórias?

Sem olhar, onde está a estrutura?


“o exterior é a própria aparÊncia que é vista pelos outros.”
Se você não depender da visão ou da opinião dos outros, o que é o exterior? Onde ele se manifesta? Existe um local onde ele aparece que é diferente de onde o “interior” aparece?


"Ao corpo físico que posso sentir através das percepções."
As sensações precisam de um rótulo como 'corpo' para existir? Ou o rótulo é algo adicionado?


“A experiência real do corpo é sentida através dos movimentos das percepções, dos sentidos.”
Essas percepções apontam para algo fixo chamado ‘corpo’ ou são apenas sensações momentâneas?
May.

"The moment I am aware that I am aware I am not aware. Awareness means the observer is not"
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Re: Seeking for oneness

Postby Franchi » Thu Nov 28, 2024 3:28 pm

Olá, May !!! Bom dia!!!
Tudo bem sim, e com você?
Interessante, sua percepção está mudando?
Muita coisa está mudando, May... As coisas ainda estão sendo processadas, mas tudo está fazendo bastante sentido.
Sem dúvida que a percepção está mudando!!!
Sem recorrer a memória, onde está a causa? Sem projetar, onde está o efeito? A ligação entre eventos é direta ou só existe como pensamento?
tudo está na memória e nos pensamentos... Sem recorrer a ela, não há causa e nem efeito e nem a própria ligação entre os eventos.
A fome aparece, o movimento acontece, o sono chega... Há realmente “alguém” que é conduzido por isso, ou tudo está simplesmente acontecendo?
Tudo está simplesmente acontecendo, mas por força do hábito tudo segue uma rotina em horários pré determinados. Não sei se há alguém sendo conduzido, mas me parece que simplesmente acontece.
Onde está o passado? Onde está o futuro? Fora de pensamentos, você pode experienciá-los diretamente?
Apenas na memória e nos pensamentos. Não é possível experienciá-los diretamente.
Você realmente acredita que esse “corrimão” exista?
Não acredito, foi apenas forma de enfatizar a situação.
Essas “amarras” só prendem enquanto se acredita que há um “EU” sendo conduzido. Mas quem está preso? Pode-se encontrar esse "eu" separado?
As amarras são mais mentais, a questão do EU como individualidade, que é ilusório, ainda está sendo trabalhada e está evoluindo. Continua havendo ainda um movimento de resistência, mas está perdendo a força.
Quando isso é visto claramente, o que resta não é linear ou amarrado. É apenas o fluxo livre, sem resistência.
Chegarei lá ainda !!!! Mesmo que isso já esteja aqui e seja uma questão de mudar a perspectiva.

Agora, em relação aos exercícios..
Quando investigamos o corpo na experiência direta, há algo que comprove a existência de um corpo sólido, separado e fixo, ou isso é apenas uma suposição apoiada por pensamentos e memórias?
Percebi que esses exercícios não são meros exercícios e têm um efeito reflexivo bastante intenso. Tudo o que vemos, sentimos e percebemos se traduz através de nossos sentidos, através de nossas percepções... Então a sensação tátil de apalpar um corpo físico ou de tocar em uma parede de concreto é sentida através dessas percepções que são processadas em nosso cérebro, portanto em nossa mente... Resumindo, através de pensamentos e memória... Sim, uma suposição.
Embora isso seja muito louco e estranho de considerar!!! rs
Sem olhar, onde está a estrutura?
Fica prejudicada a localização...
Se você não depender da visão ou da opinião dos outros, o que é o exterior? Onde ele se manifesta? Existe um local onde ele aparece que é diferente de onde o “interior” aparece?
Se não depender dos outros o exterior é uma imagem que está em meu pensamento, na minha memória. Não existe este local diferente... Interior e exterior se manifestam no mesmo local.
As sensações precisam de um rótulo como 'corpo' para existir? Ou o rótulo é algo adicionado?
Não precisam... o rótulo é adicionado...
Essas percepções apontam para algo fixo chamado ‘corpo’ ou são apenas sensações momentâneas?
Meio difícil dizer, mas me parecem mais sensações momentâneas.

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Re: Seeking for oneness

Postby Maylson » Thu Nov 28, 2024 5:24 pm

Boa tarde, Franchi!

“Muita coisa está mudando, May... As coisas ainda estão sendo processadas, mas tudo está fazendo bastante sentido.
Sem dúvida que a percepção está mudando!!!”


Que ótimo! E como tem sido as experiências com essa percepção? O que tem observado?



“Tudo está simplesmente acontecendo, mas por força do hábito tudo segue uma rotina em horários pré determinados. Não sei se há alguém sendo conduzido, mas me parece que simplesmente acontece.”



Exato, as coisas simplesmente acontecem. A ideia de “hábito” ou “rotina” é uma forma de nossas mentes organizar os padrões que surgem, e isso é útil para o dia a dia. Mas isso não prova nem aponta para um “EU” sendo conduzido ou controlado.



“Percebi que esses exercícios não são meros exercícios e têm um efeito reflexivo bastante intenso. Tudo o que vemos, sentimos e percebemos se traduz através de nossos sentidos, através de nossas percepções... Então a sensação tátil de apalpar um corpo físico ou de tocar em uma parede de concreto é sentida através dessas percepções que são processadas em nosso cérebro, portanto em nossa mente... Resumindo, através de pensamentos e memória... Sim, uma suposição.
Embora isso seja muito louco e estranho de considerar!!! Rs"


Quem está fazendo essa suposição?



O que é 'EU' nesse processo de percepção?



Sim, o intuito desses exercícios é questionar a crença na solidez do corpo, de que você é o corpo.

Parece estranho e loucura, rsrs... mas isso não é uma novidade. A neurociência e a física já indicam há muito tempo que a percepção do mundo é uma construção da mente. A física mostra que a matéria não é sólida, mas composta de partículas em movimento, e a neurociência confirma que tudo o que percebemos é uma interpretação, não uma verdade objetiva. Ou seja, o que chamamos de realidade é, na prática, uma criação "renderizada" pela mente.

Observe que isso aponta para a ideia de que "NOSSA" experiência do “MUNDO” e do "EU" são construções mentais, sem uma separação real entre o "observador" e o "observado".
May.

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Re: Seeking for oneness

Postby Franchi » Thu Nov 28, 2024 7:38 pm

Boa tarde, May !!!!
Que ótimo! E como tem sido as experiências com essa percepção? O que tem observado?
Tem me trazido mais liberdade... É incrível como percebemos que nossa mente é implacável e azucrinante... Os nossos pensamentos em grande parte só servem para nos tirar a tranquilidade.
Tenho feito as coisas de uma maneira mais relaxada também, deixando de lado aquele "desejo" de controlar a situação, ou pensando em algum mecanismo de ação/reação.
Hoje tive uma discussão muito dura com minha esposa na hora do almoço, por conta de uma brincadeira que ela fez com as crianças que achei de mau gosto. Ela apelou e eu elevei o grau de ofensa também, mas durante a discussão, mesmo estando bastante nervoso e agitado, tentei ter a perspectiva do observador e do personagem ... A coisa toda desandou, mas depois da discussão voltei as minhas atividades, retornei para o meu trabalho e simplesmente o turbilhão de pensamentos foi embora... O que normalmente é raro, já que sempre gostei de remoer e ficar trazendo o assunto à tona novamente por dias e dias ...
Exato, as coisas simplesmente acontecem. A ideia de “hábito” ou “rotina” é uma forma de nossas mentes organizar os padrões que surgem, e isso é útil para o dia a dia. Mas isso não prova nem aponta para um “EU” sendo conduzido ou controlado.
Tudo trata-se disso ... Da mente querer organizar estes padrões, de querer controlar e regrar tudo ... Aos poucos, com a desidentificação com o ego acho que tudo fluirá de maneira mais espontânea.
Quem está fazendo essa suposição?
Acho que a suposição é feita pelos meus próprios pensamentos, pela minha mente...
O que é 'EU' nesse processo de percepção?
Fico em dúvida aqui ... Porque a percepção parece processada pela mente, mas sentida pelo EU ... Não sei se o eu individual e ilusório, ou se pelo EU como presença.
Sim, o intuito desses exercícios é questionar a crença na solidez do corpo, de que você é o corpo.

Parece estranho e loucura, rsrs... mas isso não é uma novidade. A neurociência e a física já indicam há muito tempo que a percepção do mundo é uma construção da mente. A física mostra que a matéria não é sólida, mas composta de partículas em movimento, e a neurociência confirma que tudo o que percebemos é uma interpretação, não uma verdade objetiva. Ou seja, o que chamamos de realidade é, na prática, uma criação "renderizada" pela mente.

Observe que isso aponta para a ideia de que "NOSSA" experiência do “MUNDO” e do "EU" são construções mentais, sem uma separação real entre o "observador" e o "observado".
Já havia visto alguns livros trazendo estes assuntos e quer queira ou não, são fatos... Então tudo realmente indica que vivemos uma ilusão.
Mas parece que a nossa mente luta para se manter e o nosso ego insiste em querer se ver de forma individual...
Mas, de uma forma geral, acho que estou mais receptivo e menos em dúvida em relação a tudo o que temos discutido.
Esse é o caminho!

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Re: Seeking for oneness

Postby Maylson » Fri Nov 29, 2024 9:09 pm

Oi, Franchi!


“É incrível como percebemos que nossa mente é implacável e azucrinante... Os nossos pensamentos em grande parte só servem para nos tirar a tranquilidade.”


Sim, se observar seus pensamentos com mais frequência, talvez perceba como a maioria surge e sugere coisas bem aleatórias, e se você nutrir um deles, é como se você iniciasse uma corrente... rapidinho monta-se uma história. Se houver identificação com a história, vem o drama.



“Hoje tive uma discussão muito dura com minha esposa na hora do almoço, por conta de uma brincadeira que ela fez com as crianças que achei de mau gosto. Ela apelou e eu elevei o grau de ofensa também, mas durante a discussão, mesmo estando bastante nervoso e agitado, tentei ter a perspectiva do observador e do personagem ... A coisa toda desandou, mas depois da discussão voltei as minhas atividades, retornei para o meu trabalho e simplesmente o turbilhão de pensamentos foi embora... O que normalmente é raro, já que sempre gostei de remoer e ficar trazendo o assunto à tona novamente por dias e dias ...”


Os núcleos familiares são um ótimo campo para observar, na prática, tudo isso que exploramos aqui. A convivência em família é como um caldeirão borbulhante de personagens, repleto de projeções que às vezes nem percebemos. Vamos olhar mais de perto esse episódio e ver o que ele pode revelar:



Durante a discussão, você escolheu ficar nervoso ou isso simplesmente aconteceu?



Quando você tentou controlar o rumo da conversa, houve realmente algum controle ou tudo apenas seguiu seu próprio fluxo?



Você mencionou que a discussão 'desandou'. Esse desejo de que as coisas fossem diferentes vem de onde? É algo que você cria ou que simplesmente surge?


Durante a discussão, você escolheu suas palavras ou elas simplesmente saíram naquele momento?



Sobre elevar o tom, foi uma escolha deliberada ou aconteceu antes mesmo de você pensar sobre isso?



Quando o turbilhão de pensamentos foi embora, você escolheu parar de pensar ou isso aconteceu espontaneamente?



Entre tentar ser o observador e ser levado pela emoção, você realmente escolheu um ou outro, ou foi algo que apenas aconteceu no fluxo da situação?



Entre as inúmeras coisas acontecendo no seu corpo e na mente, como emoções, pensamentos e reações, você escolhe quais surgem e quais não surgem?



“Fico em dúvida aqui ... Porque a percepção parece processada pela mente, mas sentida pelo EU ... Não sei se o eu individual e ilusório, ou se pelo EU como presença.”

Você diz que a percepção é sentida pelo 'EU'. Pare agora e olhe diretamente, onde está esse 'EU'? Ele pode ser encontrado? Ou será que é só mais um pensamento tentando se apropriar da percepção?



Antes de surgir a ideia de 'EU' seja como mente, seja como presença, a percepção já estava acontecendo, não estava? Então, o 'EU' é realmente necessário ou é só mais um conceito que aparece depois?



Se 'presença' é algo que simplesmente está aqui, ela precisa ser chamada de 'EU'? O que acontece se você apenas deixa a presença ser o que é, sem tentar rotulá-la?


“Mas parece que a nossa mente luta para se manter e o nosso ego insiste em querer se ver de forma individual...
Mas, de uma forma geral, acho que estou mais receptivo e menos em dúvida em relação a tudo o que temos discutido.
Esse é o caminho!”


Você está dizendo que a mente luta e o ego insiste... Mas, olhe agora, quem está vendo essa luta? Existe mesmo uma 'mente' ou um 'ego' separado resistindo, ou são apenas pensamentos aparecendo dizendo que isso está acontecendo?

"Você mencionou que 'esse é o caminho', mas quem ou o que está caminhando??? A experiência está acontecendo aqui e agora. Existe algo separado disso tentando chegar a algum lugar???



Sobre os exercícios, como está sendo?
May.

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Re: Seeking for oneness

Postby Franchi » Fri Nov 29, 2024 9:46 pm

Olá, May!!!
Sim, se observar seus pensamentos com mais frequência, talvez perceba como a maioria surge e sugere coisas bem aleatórias, e se você nutrir um deles, é como se você iniciasse uma corrente... rapidinho monta-se uma história. Se houver identificação com a história, vem o drama.
Exatamente, e o fato de observá-los surgir , sem dar força ou atenção a eles, faz com que eles desapareçam... Isso, por si só, já é extremamente gratificante!!!
Os núcleos familiares são um ótimo campo para observar, na prática, tudo isso que exploramos aqui. A convivência em família é como um caldeirão borbulhante de personagens, repleto de projeções que às vezes nem percebemos. Vamos olhar mais de perto esse episódio e ver o que ele pode revelar:



Durante a discussão, você escolheu ficar nervoso ou isso simplesmente aconteceu?
Simplesmente aconteceu, sem nenhum tipo de reflexão.
Quando você tentou controlar o rumo da conversa, houve realmente algum controle ou tudo apenas seguiu seu próprio fluxo?
Não tentei controlar porque estava observando e a mesma seguiu seu próprio fluxo.
Você mencionou que a discussão 'desandou'. Esse desejo de que as coisas fossem diferentes vem de onde? É algo que você cria ou que simplesmente surge?
Vem das nossa crenças que tudo poderia ser resolvido com mais paz e calma, ou que deveria ser... A coisa toda surge espontaneamente.
Durante a discussão, você escolheu suas palavras ou elas simplesmente saíram naquele momento?
Elas simplesmente saíram, inclusive coisas duras que já me tinham rondado em pensamentos.
Sobre elevar o tom, foi uma escolha deliberada ou aconteceu antes mesmo de você pensar sobre isso?
Aconteceu antes e sem a mínima chance de ter sido controlado.
Quando o turbilhão de pensamentos foi embora, você escolheu parar de pensar ou isso aconteceu espontaneamente?
Espontaneamente.
Entre tentar ser o observador e ser levado pela emoção, você realmente escolheu um ou outro, ou foi algo que apenas aconteceu no fluxo da situação?
Tentei no início, mas depois aconteceu no fluxo.
Entre as inúmeras coisas acontecendo no seu corpo e na mente, como emoções, pensamentos e reações, você escolhe quais surgem e quais não surgem?
Não.
Você diz que a percepção é sentida pelo 'EU'. Pare agora e olhe diretamente, onde está esse 'EU'? Ele pode ser encontrado? Ou será que é só mais um pensamento tentando se apropriar da percepção?
Puxa, May, parece que é mais um pensamento tentando se apropriar... Não vejo este EU.
Antes de surgir a ideia de 'EU' seja como mente, seja como presença, a percepção já estava acontecendo, não estava? Então, o 'EU' é realmente necessário ou é só mais um conceito que aparece depois?
Sim, já estava. Acredito que realmente ele não seja necessário e seja apenas um conceito.
Se 'presença' é algo que simplesmente está aqui, ela precisa ser chamada de 'EU'? O que acontece se você apenas deixa a presença ser o que é, sem tentar rotulá-la?
Não precisa... É pura força do hábito... Acredito que tudo siga normalmente sem haver este rótulo, não há interferência alguma.
Você está dizendo que a mente luta e o ego insiste... Mas, olhe agora, quem está vendo essa luta? Existe mesmo uma 'mente' ou um 'ego' separado resistindo, ou são apenas pensamentos aparecendo dizendo que isso está acontecendo?
Apenas a presença vê e sente esta luta e os pensamentos que dizem que ela está acontecendo.
"Você mencionou que 'esse é o caminho', mas quem ou o que está caminhando??? A experiência está acontecendo aqui e agora. Existe algo separado disso tentando chegar a algum lugar???
Força de expressão !!! Nada está caminhando e a experiência está acontecendo...Tudo está no fluxo, na manifestação da realidade imediata.
Sobre os exercícios, como está sendo?
Me perdoe, May, mas achei que não eram mais necessários e apenas estou fazendo a percepção corporal durante minhas meditações.
É bastante difícil mudar a perspectiva de que estava habituado... É como quebrar um paradigma... Mas tenho tido alguns vislumbres sobre a possibilidade de estar tudo acontecendo numa perspectiva única na experiência imediata.
Algo bem rudimentar ainda.

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Re: Seeking for oneness

Postby Maylson » Fri Nov 29, 2024 10:20 pm

Opa! Boa tarde meu amigo!

É bastante difícil mudar a perspectiva de que estava habituado... É como quebrar um paradigma... Mas tenho tido alguns vislumbres sobre a possibilidade de estar tudo acontecendo numa perspectiva única na experiência imediata.
Algo bem rudimentar ainda.”


Entendo, está tudo bem... Mas agora, nesse momento, sem esforço, veja se consegue localizar algum ponto fixo que esteja observando tudo isso. A experiência está vindo de algum lugar separado, ou simplesmente acontece por si só?"


“Me perdoe, May, mas achei que não eram mais necessários e apenas estou fazendo a percepção corporal durante minhas meditações.




Sem problemas, acho que ficou faltando você enviar as respostas apenas da última parte do exercício, para facilitar vou deixar aqui abaixo:



Aqui está uma investigação ainda mais profunda do corpo. Por favor, siga cada passo, não pule nenhum. Tome seu tempo. Não passe para o próximo passo até que o anterior tenha sido claramente visto.

Repita o exercício várias vezes.

Fique em frente a um espelho maior.

(1) Primeiro, feche os olhos e sinta as sensações rotuladas como ‘corpo’.

(2) Abra os olhos e olhe no espelho, enquanto ainda presta atenção nas sensações.

Há alguma conexão entre as sensações sentidas e a imagem no espelho?

Ou são apenas pensamentos (e/ou imagens mentais) que sugerem que há?

(3) Enquanto ainda presta atenção nas sensações, mova uma das mãos e observe o movimento no espelho.

Há alguma conexão entre as sensações sentidas (rotuladas como ‘mão’) e a imagem do movimento no espelho?

(4) Agora faça o mesmo movimento com a mão, mas desta vez olhe para a mão diretamente, não pelo espelho.

Há alguma conexão entre as sensações sentidas (rotuladas como ‘mão’) e a imagem do movimento? Ou apenas pensamentos sugerem isso?

(5) Agora, preste atenção apenas na imagem no espelho.

A imagem por si só sugere de alguma forma que é ‘você’ ou ‘seu corpo’?

A imagem em si sugere de alguma forma que é um ‘corpo’ de verdade?

Ou existem apenas cores e formas?

(6) Onde o espelho termina, algumas partes do corpo (provavelmente as pernas) não podem ser vistas.

Apenas pela imagem no espelho, há algum ‘conhecimento’ de que devem existir pernas, ou são apenas pensamentos e imagens mentais que sugerem isso?

(7) Agora, vire-se para longe do espelho e olhe para frente (não olhe diretamente para nenhuma parte do corpo).

Existe um ‘corpo’ em algum lugar quando todos os pensamentos e imagens são ignorados, ou existem apenas sensações?

(8) Comece a andar lentamente.

Há um ‘corpo andando’, ou existem apenas sensações?

Existe uma experiência real de ‘andar’ de fato?

Ou apenas PENSAMENTOS SOBRE ‘andar’?

Algo como ‘corpo’ pode ser encontrado OU são apenas PENSAMENTOS SOBRE um ‘corpo’?

Algo como ‘andar’ pode ser encontrado?

(9) As sensações estão localizadas no espaço, como ‘atravessando o quarto’? OU existe apenas uma imagem rotulada como ‘quarto’ e as sensações aparecem sem nenhuma localização?
May.

"The moment I am aware that I am aware I am not aware. Awareness means the observer is not"
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