Re: Way to Light
Posted: Thu Nov 08, 2018 12:48 pm
Bom, e então? O que é que pensas sobre isso?
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sim, tenho um gato (só podia :D )Tens algum animal de estimação?
certo.Claro que são deduções lógicas. Sem fazer deduções lógicas como é que podes falar comigo sobre isto?
sim, já há muito tempo que assimilei isso. a questão não é ver o que sou, porque sou sempre isso, não posso ser mais do que já sou, mas é antes ver aquilo que não sou. a ilusão que me está a enganar.Atualmente acho sempre estranha a expetativa de ter uma realização experiencial quando sempre se viveu a experiência de não se ser um eu. É um bocado como um peixe querer experimentar a água! Quando a única coisa que sempre conheceu é a água. Talvez seja por isso que o caminho mais direto é teres a realização do que não é a água.
Sandra, tem de haver um critério, como é que sei quando realmente vejo a realidade e que sou a realidade? terá que haver algum ponto no tempo em que isso acontece. sei que isto não está relacionado com tempo, eu sou tão realizado como tu, a questão é que eu acredito que sou outra coisa qualquer. mas de qualquer maneira terá que haver algum ponto em que eu vejo a ilusão a operar, e vejo que isto tudo, os conceitos, as histórias de um eu separado sempre foram mentira.Até agora verificaste que aquilo que pensavas ser o eu não o é. Mas continuas a sentir que és um eu. Porque é que querias sentir o contrário? Qual seria a utilidade para ti de sentires que és um com tudo ou que entraste na twilight zone?
sim, acertaste em cheio. Aceitar e assimilar é que é lixado. Porquê? Porque o condicionamento é muito grande. É fácil de ver que não sou qualquer categoria cultural e social. Isso é fácil. É fácil de ver que não sou a mente. Também é fácil. Agora que não sou o corpo, que a escrita corre automática, o braço levanta-se, as palavras são faladas, não há nenhuma entidade aqui dentro, isso é que é difícil de assimilar. repara que até o raio da linguagem não ajuda nada "eu isto, eu aquilo, eu faço, eu aconteço..." há sempre uma continua sugestão de autoria, de existência separada. *suspiro*Aceitar e assimilar o que se vê ou não vê é capaz de ser mais difícil, sim. Mas porquê? É um pouco como se tivesses a esperança de que a não aceitação, as dúvidas, tivessem o poder de mudar alguma coisa. O quê exatamente?
E se não existir um eu para ser enganado? E se esta ideia for mais uma das que mantêm a ilusão?a ilusão que me está a enganar.
É possível ver algo que não seja aquilo a que chamamos realidade? Se sim, o quê?Sandra, tem de haver um critério, como é que sei quando realmente vejo a realidade e que sou a realidade? terá que haver algum ponto no tempo em que isso acontece.
A que é que estás a chamar ilusão exatamente? O que é que esperas ver?mas de qualquer maneira terá que haver algum ponto em que eu vejo a ilusão a operar, e vejo que isto tudo, os conceitos, as histórias de um eu separado sempre foram mentira.
se não houver um eu que está a ser enganado pela aparência da separação, então nada está a ser enganado, não há engano. se esta for mais ideia que reforça a ilusão então é já uma ideia muita avançada, suponho que deve surgir em seekers desgastados como eu :p lol. mas é bom a gente esmiuçar tudo.E se não existir um eu para ser enganado? E se esta ideia for mais uma das que mantêm a ilusão?
não, só existe isto. esta banalidade.É possível ver algo que não seja aquilo a que chamamos realidade? Se sim, o quê?
Pensas que atualmente és irreal? De que forma?
já percebi. quanto mais eu espero por algum fenómeno de clareza mais eu reforço a noção do eu insatisfeito e mais acredito que aquilo que sou não está aqui e agora. mas respondendo à tua pergunta, não sei o que espero, algum tipo de fusão talvez hihihi não sei bem. o que sei é que ainda não me sinto completo e não cheguei "lá".A que é que estás a chamar ilusão exatamente? O que é que esperas ver?
Não é bem disso que eu estou a falar. Não estou a pensar no estar aqui e agora. Tu, tal como o gato, estás aqui e agora. Onde mais é que poderias estar? :Dsim, já várias vezes vi e pensei nisso, o meu gato (e todos suponho) está sempre presente. pode estar preguiçoso, pode estar a comer, pode estar no sofã mas está sempre aqui, as reações e comportamentos que tem é sempre de quem nunca se afastou do aqui e agora. é um sortudo :D. mas ok, eu vou estando atento ao que pediste.
Oh senhores, não dualidade ao ataque. Vejo que pensaste em vez de veres a resposta. Tens 0 pontos! Mas realmente as perguntas convidavam à reflexão em vez de apontarem para isto. O que está aqui.se não houver um eu que está a ser enganado pela aparência da separação, então nada está a ser enganado, não há engano. se esta for mais ideia que reforça a ilusão então é já uma ideia muita avançada, suponho que deve surgir em seekers desgastados como eu :p lol. mas é bom a gente esmiuçar tudo.
Achas isto banal? Já reparaste que não é possível descrever isto, reproduzir isto, perceber isto? O que é que há de banal em nem sequer saberes o que és? Ou o que isto é?esta banalidade.
Nem tu nem ninguém. A não ser, é claro, se enveredares por uma teoria qualquer. Felizmente aquilo que és é, não precisa de saber para ser.não, não acho que seja irreal, mas honestamente já não sei o que sou.
Castiço. É curioso como o filtro com que encaras isto é tão persistente. Lá onde? Onde é esse lá? Tu não te sentes completo? O que é este tu exatamente? O que é que existe aqui que precisa de se sentir completo? Ou que pode vir a ficar completo?algum tipo de fusão talvez hihihi não sei bem. o que sei é que ainda não me sinto completo e não cheguei "lá".
ora bem, olhando com atenção para o meu bichinho :D não acho que ele se sinta uma entidade separada, acho que ele deve sentir que é mesmo vida, não algo separado que está a tentar ser alguma coisa.O gato está separado da vida? O ser um gato faz com que seja um eu-gato? Ou o gato = vida?
E tu? És um eu-Pedro ou um eu = vida?
Separado ou igual a, parte de, similar,...
pois, acho que é o hábito mental, uma pessoa habitua-se a ver sempre os mesmos espaços, as mesmas caras, até os mesmos acontecimentos, e depois já nem presta bem atenção ao real. é aquela sensação mehhhhh. mas prestando bem atenção nota-se que a realidade possui coisas fantásticas, ela é fantástica.Achas isto banal? Já reparaste que não é possível descrever isto, reproduzir isto, perceber isto? O que é que há de banal em nem sequer saberes o que és? Ou o que isto é?
por acaso hoje até estive bastante presente portanto senti-me completo. eu acho que é aquela sugestão mental contínua que diz que as coisas não estão claras, não estão no seu ideal, e que falta alguma coisa para sentir-me inteiro. basicamente é uma sensação de insatisfação. mas claramente vejo que é produto da mente, por pior que me sinta se não houver história a acompanhar, o momento presente é como é, podem haver sensações ou situações desconfortáveis mas elas não são erradas ou são defeitos a corrigir.Castiço. É curioso como o filtro com que encaras isto é tão persistente. Lá onde? Onde é esse lá? Tu não te sentes completo? O que é este tu exatamente? O que é que existe aqui que precisa de se sentir completo? Ou que pode vir a ficar completo?
é a teoria espiritual. a teoria diz que o facto de nós estarmos sempre insatisfeitos e à procura de algo é na realidade a busca da pessoa pela sua própria natureza, o sentir-se em casa, sentir-se completo. e verdade seja dita, só quando estou mesmo presente é que não estou à procura de coisa nenhuma e sinto-me completo. mas na realidade todos estes posts estão a surtir alguma coisa pois eu já há bastante tempo que não estou à procura de coisa nenhuma, a não ser claro, descobrir o que sou.O que é que nisso de te sentires incompleto te leva a pensar que um eu real, independente, constante e separado deve existir?
pois, sentir-me completo ou incompleto faz parte do momento presente, sem história a agarrar-me não existe crença que isso é uma anomalia que tem de mudar. fonix, sempre pensei que pelo menos essa sensação devia desaparecer :oSe não encontras um eu aqui e agora que possa "usar" quer a etiqueta de "completo" quer a de "incompleto", qual é a utilidade desta história, desta ambição de ser diferente? Porque é que de certa forma te agarras a ela?
completamente. eu podia estar com a maior pedrada do mundo que nada seria mais perfeito do que já é. o pensamento é que mete defeitos. a realidade é sempre perfeita, ela é como é. mesmo essas noções de completo, incompleto, bem, mal, feliz, triste, caem por terra. sem linguagem não existe sugestão de melhoria porque nunca houve uma base de disfuncionalidade.Se não pensasses neste tipo de coisas, vias-te a ti próprio como alguém que pode vir a ser diferente? Ou que deseja ser diferente? Ou o que és seria suficiente, completo em si próprio, sem precisar de ser julgado e comparado com ideias perfeccionistas?
isto é um bocado especulação, não sei bem. mas supondo que 1 2 3 (e supondo que o ponto 3 se refere a ver as coisas como elas são) são atingidos e acho que passaria a ver aquilo que é, e não aquilo que eu acho que é. para além disso todas as histórias mentais sobre "eu" "meu" e todo o tipo de ideias de evolução ou regressão perdiam o valor. afinal se não há aqui ninguém, não há nenhum ponto de referência de onde e para onde todas as histórias derivam. só há aquilo que existe neste momento.Imagina que te aparece um génio da lâmpada e que os teus 3 desejos são:
1 - ver a ilusão do eu separado
2 - sentires-te completo
3 - teres a compreensão imediata e absoluta de tudo e mais alguma coisa
E voilá, todos os teus desejos se realizavam. O que é que mudaria em termos da tua experiência imediata? Já não tinhas dúvidas e sentias-te bem. Mas em termos do que és mudava alguma coisa? Deixavas de ser um eu? Ou passavas a ser um eu? Ou algo desse género? O que é que alcançar 1, 2 e 3 mudaria além da perspetiva através da qual vês as coisas?
sim, há muitas oscilações, mas tenho uma tendência para ver isto de forma progressiva - quanto mais presente estiver mais perto estou de ver a verdade. mas convosco noto que isto tudo não tem nada a ver com a forma como nós estamos ou nos sentimos. para descobrir a verdade há outra forma.Repara que, de vez em quando, vês a ilusão, sentes-te completo e compreendes. E às vezes o contrário acontece. A ilusão vai e vem, os sentimentos mudam e os conhecimentos evoluem. Se estes 3 fatores são, realisticamente falando, impermanentes, será que podes confiar neles para medir o teu progresso e validar as tuas conclusões?
sim, é isso, é o que estamos a fazer :).Ou será que existe algo em que possas confiar mais, uma forma mais eficaz de verificar se estás mais perto de ver o que está aqui e agora tal como é?
não vejo nada, nadinha. nem a atenção consigo direccionar ou escolher. não vejo eu nenhum. nada nos bastidores. mas essa percepção/entendimento parece-me simples demais. ok, não vejo nada, e depois?Mesmo que te sintas completo e sejas um génio absoluto só há uma maneira de veres a ilusão. Uma forma de verificares se o eu dos teus pensamentos é algo de sólido, permanente, separado. É olhando para o que está aqui agora. Por isso olha. Consegues ver um eu? Procurar fronteiras é uma boa ideia. Mas estás muito provavelmente a fazer um exercício de imaginação. Olha para o que está aqui. É possível encontrar um eu ou não?
Não é bem perder o valor - até porque de certa forma não tem valor intrinseco. As ideias, as histórias são sobre o eu mas não são o eu. Nem sequer são reais, são só a nossa interpretação. É mais o aperceberes-te que, depois de todas as voltinhas que deste a tentar chegar ao teu ideal, continuas no mesmo sítio. O que de certa forma perde o valor é o tentares escapar, a ilusão da fuga, a cenoura que balança lá ao longe e que te fazia avançar. Mas isto leva tempo. E não é necessário que aconteça para se ter a certeza de que o eu é ilusório.isto é um bocado especulação, não sei bem. mas supondo que 1 2 3 (e supondo que o ponto 3 se refere a ver as coisas como elas são) são atingidos e acho que passaria a ver aquilo que é, e não aquilo que eu acho que é. para além disso todas as histórias mentais sobre "eu" "meu" e todo o tipo de ideias de evolução ou regressão perdiam o valor. afinal se não há aqui ninguém, não há nenhum ponto de referência de onde e para onde todas as histórias derivam. só há aquilo que existe neste momento.
Acho bem.nestes dias vou continuamente olhar para o que está à frente dos meus olhos, sem esperar nenhum click ou que algo se torne diferente. que achas?
por acaso ia mesmo perguntar-te isso :D. sabes que a mente gosta sempre de dissecar tudo para ter a certeza que a individualidade está no direção correta (aprecia :D ). portanto o que é significa olhar? tipo, é para olhar para um objeto em particular (concentrar)? ou é apenas estar atento ao que se passa neste momento (quer sejam imagens, sons, cheiros, etc...) ?Uh, só para ter a certeza de que estamos em sintonia, faz aquilo que dizes que vais fazer e descreve-me o que fazes e vês. Só para ter a certeza de que para ti olhar com os olhos é o mesmo que para mim.
Ou seja,o que é que fazes para procurar evidências concretas que possas partilhar comigo? E o que é que encontras?
Ahah, muito bom...sabes que a mente gosta sempre de dissecar tudo para ter a certeza que a individualidade está no direção correta (aprecia :D ).
Ambos.tipo, é para olhar para um objeto em particular (concentrar)? ou é apenas estar atento ao que se passa neste momento (quer sejam imagens, sons, cheiros, etc...) ?
Ok.é que às vezes estou apenas atento e outras vezes parece que me estou a concentrar (afunilar a atenção). quando estou apenas atento, tipo em campo aberto, há uma certa sensação de espaço, de vivacidade, tipo eu existo e tudo existe ao mesmo tempo que eu.
Ok.por outro lado se um objeto em particular capta a minha atenção e foco-me nele parece que eu não existo e só existe a experiência de observar, parece que me torno no objeto. mas ao mesmo tempo nesses momentos de concentração noto que tenho mais tendência para querer que alguma coisa aconteça.