Oi Sandra,
Como é que explicavas isto a alguém que nunca tivesse pensado no assunto? Como é que ajudavas essa pessoa a ver a ausência de um eu real?
Sua pergunta veio a calhar, pois tenho pensado nisso; praticamente ninguém do meu convívio se interessa pelo assunto.
Acho, em primeiro lugar, que não deveria tentar explicá-lo a quem não estivesse seriamente interessado, buscando a resposta, a verdade.
Em segundo, acho que a explicação deveria ser adequada às necessidades do interlocutor, p.ex., se se trata de uma pessoa religiosa ou intelectual ou prática etc.
Por fim, acho que tentaria envolver o meu interlocutor em algum experimento, mesmo que mental; p.ex., observar que tudo que experienciamos se dá, aparece na consciência, que tudo vem e vai, passa, sensações, sentimentos, volições, pensamentos etc., enquanto a própria consciência permanece.
Esse ponto me parece fundamental, ou seja, tentar mostrar que a mente (e seu conteúdo, seus objetos) não é a consciência. (Não tenho certeza ainda de ter compreendido qual é a relação entre mente e ego.)
Antes de qualquer coisa, porém, eu tentaria estabelecer um compromisso de sinceridade, de honestidade intelectual, antes de tudo para consigo mesmo.
À primeira vista, isso tudo parece muito difícil e complicado, mas acho que, com a prática, as coisas devem fluir naturalmente.
Vou continuar pensando...
Abraço
d