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Felippe
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Hello

Postby Felippe » Fri Dec 13, 2019 6:40 am

LU is focused guiding for seeing there is no real, inherent 'self' - what do you understand by this?
Liberdade desse condicionamento

What are you looking for at LU?
Na realidade estou buscando paz e a realidade. Tudo é bem confuso no processo. Me parece que mesmo tendo conhecimento que esse eu não existe , isso continua indo e vindo. Uma sensação que existe, e isso vai criando confusão no dia a dia, trabalho, familia, filhos, na vida , etc

What do you expect from a guided conversation?
Para dizer a verdade não estou criando esperança. Existe uma vontade de ver a realidade, ou isso que dizem existir, Os conceitos todos ainda existem, mas a realidade não se apresenta. Sensação que há é que não há mais nada para ler, mais nada para fazer, etc

What is your experience in terms of spiritual practices, seeking and inquiry?
EU não pratico mais nada, já fiz yoga , etc e nada funciona. Essa busca pelo que venho lendo, o próprio buscador é que deve desaparecer. O método de inquirição, eu já pratiquei e estou mais na observação de pensamentos, sentimentos e emoções.

On a scale from 1 to 10, how willing are you to question any currently held beliefs about 'self?
10

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Canfora
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Re: Hello

Postby Canfora » Fri Dec 13, 2019 4:37 pm

Olá Felippe, bem vindo ao fórum da LU, é bom ter-te aqui.
Chamo-me Sandra e sou um dos guias da LU. Embora tenha estado uns tempos sem guiar.
Mas por ti abro uma excepção, até porque acho que de momento sou a única pessoa que guia em Português.

Obrigada pela tua introdução, fiquei com uma ideia de "onde estás" neste processo e do que se passa contigo.
Existe uma vontade de ver a realidade, ou isso que dizem existir, Os conceitos todos ainda existem, mas a realidade não se apresenta
Isto que dizes aqui é curioso. O que é que pensas que ver a realidade é?

Durante o fim de semana tenho pouco tempo para vir ao fórum. Vou tentar levar o menos tempo possível a responder-te mas é possível que só o faça segunda feira. De qualquer forma não há razão para pressas. Pensa um bocadinho na minha pergunta acima e não te preocupes em dar a resposta certa, diz-me só o que é que te ocorre quando te questionas sobre o que é a realidade.

Abraço,
S

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Felippe
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Re: Hello

Postby Felippe » Sat Dec 14, 2019 4:56 pm

Oi Sandra obrigado.

Existe uma ideia de realidade que vem de texto como Nisargadatta Maharaj, Ramana , etc. Isso ainda corre no back graund. Na semana passada que encontrei esse site e o livro que ele indica, ficou claro que esse eu não existe, e faz todo sentido mesmo. Com isso surgiu a ideia de realidade sendo a ausência desse eu. Apenas isso. A ideia ou o senso de realidade ainda está aí, assim como do eu.

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Re: Hello

Postby Canfora » Mon Dec 16, 2019 3:54 pm

Olá Felippe e obrigada pela tua resposta.
A ideia ou o senso de realidade ainda está aí, assim como do eu.
Quando dizes que a realidade está aí, a que é que te referes? O que é que neste momento dirias que é real? Consegues descrever-me aquilo a que chamas real?
ficou claro que esse eu não existe,
Podias falar mais um bocadinho sobre o que dizes aqui? Como é que sabes que o eu não existe?

Abraço,
S

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Felippe
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Re: Hello

Postby Felippe » Mon Dec 16, 2019 10:46 pm

Quando me refiro a essa realidade, quero dizer o senso de realidade, a ideia que vem dos textos não dual, de Maharaj, Ramana.. mas não me refiro a realidade da maneira que vocês apontam, digo sem a influência do pensamento “eu”.

Sobre descrever o que é real no momento, não consigo descrever porque o pensamento entra e interfere, qualquer objeto ou pessoa que eu esteja observando é como que se o pensamento roubasse e me arrastasse para o seu conteúdo .

O que quiz dizer que esse eu não existe, seria uma observação no momento intelectual que não há algum controlador de nada, não há um “eu” que controla emoções e pensamentos. Entretanto sinto uma forte tensão de algo tentando controlar ou adivinhar o pensamento que virá ou controlar o conteúdo.

De uma maneira direta ainda não consigo ver que esse “eu” não existe. O que existe é um forte senso de que há um “eu” tentando controlar e fazer tudo. Percebo o sofrimento que isso traz . Como se fosse enlouquecedor em alguns momentos . Uma enxurrada de pensamentos sem nexo às vezes .

Espero que tenha conseguido esclarecer .

Não verdade só quero paz dessa espécie de vida fictícia . O senso de separação e distanciamento de tudo e todos é extremamente intenso .

Obrigado

F

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Re: Hello

Postby Canfora » Tue Dec 17, 2019 5:02 pm

Olá F,
Espero que tenha conseguido esclarecer .
Acho que sim, percebi o que escreveste.
Quando me refiro a essa realidade, quero dizer o senso de realidade, a ideia que vem dos textos não dual, de Maharaj, Ramana.. mas não me refiro a realidade da maneira que vocês apontam, digo sem a influência do pensamento “eu”.
É possível ver que um eu real não existe mesmo com a influência dos pensamentos "eu".
O que estamos aqui a fazer não passa por exterminar, combater, alterar, analisar este tipo de pensamentos. Pensamentos sobre o "eu" são normais e eu diria que impossíveis de evitar. A linguagem funciona com base no eu, tu, eles. Não há volta a dar-lhe.
De uma maneira direta ainda não consigo ver que esse “eu” não existe.
Digamos que ainda não sabes como olhar, mas lá chegaremos. É por isso que te tenho estado a perguntar sobre o que é para ti a realidade. A realidade a que me refiro inclui os pensamentos "eu".
Não verdade só quero paz dessa espécie de vida fictícia .
Suponho que o que queres dizer é que queres ter paz mentalmente - das histórias que a mente fabrica. Ou é mais do que isso?

Como leste o livro da LU, suponho que reparaste naquilo que é considerado real: real - no contexto desta exploração - é aquilo que não desaparece quando não estamos a pensar sobre isso. Exemplo: eu posso imaginar um Pai Natal com todos os detalhes - cor, forma, cheiro, diálogos, etc. Mas se eu deixar de imaginar esse Pai Natal e olhar ao meu redor é óbvio que ele não está aqui. Eu posso agarrar na garrafa de água que está na minha secretária e pensar sobre ela, tocar-lhe, sentí-la, beber a água. E, quando começar a fazer/pensar noutra coisa, a garrafa vai continuar a estar aqui.

Assim sendo, o Pai Natal é imaginário e a garrafa é real.

Precebes o que quero dizer?

Esta exploração segue este princípio.

Tu pensas que o eu é real - tal como é possível pensar que o Pai Natal, o Equador, os números imaginários são reais.

Mas se procurares este eu é impossível encontrá-lo.

Para "veres" isto tens de usar os sentido em vez de usar a cabeça. O que não implica não pensar, o pensamento pode ajudar. Mas o que queremos é que VEJAS. E para isso tens de usar os olhos e olhar para o que te rodeia tal como é.

Não te preocupes se isto te parecer demasiado simples, ou demasiado complicado, ou absurdo. Pode levar algum tempo e causar alguma frustração mudar a forma como encaras o que está aqui.

Pensar que o eu não existe faz com que sintas receio? Se eu te disser que não existe um eu sentes algum receio, medo de desaparecer, medo de mudar ou de não conseguir "chegar lá"?

Abraço,
S

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Re: Hello

Postby Felippe » Tue Dec 17, 2019 7:20 pm

Então quer dizer que mesmo com a influência dos pensamentos ‘eu”, esse ‘eu” não existe? Fz sentido. Isso está claro, por isso o senso de “eu” não desaparece, pelo menos intelectualmente, e poderia dizer que mesmo observando, apenas olhar, com os olhos, não há um eu, há sim um corpo que adquiriu um o nome, etc. Que truque. Que estranho. E quer dizer que isso pode continuar? Isso é “normal”? Caraca, que decepção.... Realmente a linguagem é baseada em termos de eu, meu, seu, sua, etc.

Concordo, não sei olhar ainda. A realidade que eu me referia era a ausência de pensamentos, a ausência desse incomodo, desse desconforto, uma interrupção nesse fluxo, um fim desses pensamentos que passam o dia todo. Isso que eu quis dizer com a realidade. Seria realmente ter paz mentalmente, paz das histórias que a mente fabrica, exatamente isso. Parece óbvio para você.

Deixo perguntar, e tudo aqui que os textos do Maharaj, Ramana, dizem sobre aquele estado que eles observaram? Que não existe mente, que não existe nada, uma descrição de beleza, bem aventurança, tudo parece tão lindo, etc... Eu acreditei ou acredito ainda nisso será ? Eu tenho alguns colegas que já descreveram alguns acontecimentos semelhantes, mas enfim, não sei. Então não tem nada a ver com isso o que estamos fazendo aqui, quer dizer, não é isso que estamos buscando e fazendo aqui, certo? Pergunto isso com certo alivio. Desculpe

Percebo claramente o que quer dizer com o exemplo do Papai Noel e da Garrafa. Isso é tão louco, que ontem fui ao shopping center com o meu filho porque ele queria escrever uma carta de Natal ao Papai noel. Chega a ser bizzarro o mundo. As vezes lembra o filme Matrix, ou Revolver. Enfim. Vamos seguir.
Sim, quando eu procuro, digo com os olhos mesmo, quando eu olho, como você sugeriu, não encontro esse eu. Nem dentro nem fora, Na verdade não consigo nem dizer se é dentro ou fora, tudo se mistura. Esse eu é encontrando somente nos pensamentos, como sendo pensamento. Sandra, você tem razão. E mesmo nos pensamentos não fica claro que existe um “eu”. Esse “eu” algumas vezes está escondido. Ainda penso e sinto que ele é real. Mas é impossível encontra-lo. Chega a ser uma tortura isso.
Interessante quando diz para eu usar os sentidos para ver. O que não implica não pensar. Realmente isso parece simples demais. Como se nunca tivesse usado os olhos. Tudo que vejo a mente rotula. Qualquer coisa ela já nomeia e rotula, entretanto não há uma coisa, entidade, um ser chamado “eu”, mas há vários “meu”, “minha”, quero dizer, meu filho, minha esposa, meu carro, meu corpo, etc. seria isso? Eu também percebo que não há isso, há apenas carro, etc...Na realidade isso gera uma grande frustação porque esperava algo brilhante, grandioso, como ver cores diferentes, ver tudo unido, tudo junto, etc Que besteira, dá vergonha até o que escrevi aqui. Tipo o que os grandes mestres dizem nos textos.
Não sinto receio algum em pensar que o eu não existe. Ao mesmo que também gera medo em relação a família, emprego, etc, medo de perder a vida, até medo da morte por exemplo. Com certeza gera medo de não conseguir chegar lá.

Obrigado Sandra.

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Re: Hello

Postby Felippe » Wed Dec 18, 2019 2:29 am

Sandra desculpe escrever novamente.

Sobre sua pergunta sobre o que realmente quero. Eu quero vida de verdade, mesmo não sabendo o que isso seja, mas quero isso....

Obg

Boa noite

F

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Canfora
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Re: Hello

Postby Canfora » Wed Dec 18, 2019 12:54 pm

Então quer dizer que mesmo com a influência dos pensamentos ‘eu”, esse ‘eu” não existe? Fz sentido. Isso está claro, por isso o senso de “eu” não desaparece, pelo menos intelectualmente, e poderia dizer que mesmo observando, apenas olhar, com os olhos, não há um eu, há sim um corpo que adquiriu um o nome, etc. Que truque. Que estranho. E quer dizer que isso pode continuar? Isso é “normal”? Caraca, que decepção.... Realmente a linguagem é baseada em termos de eu, meu, seu, sua, etc.
Pois, sim. Repara que se é verdade que o eu não existe e nunca existiu tudo acontece, tal como acontece agora, sem um eu.
Sabes, são as expetativas que tens que te levam a ter uma reação do tipo "Caraca, que decepção." Mas também são as expetativas que te levam a ter a esperança de que tudo mude, que tu mudes. Por um lado pode ser uma decepção pensar que essa mudança pode não acontecer. Por outro lado existe a possibilidade de deixares de ter a expetativa de que ela aconteça. A aceitação do que é pode ser muito agradável, mesmo que o que é não o seja.
Concordo, não sei olhar ainda.
Claro que sabes. Estás sempre a fazê-lo.
Vês o que te rodeia? Claro que sim. Isso é olhar.
"Olhar" é simplesmente usar os sentidos: ver, ouvir, cheirar, saborear, tocar.
É tão simples que por vezes parece ser algo de transcencente, mas é algo que fazes desde que nasceste.
A realidade que eu me referia era a ausência de pensamentos, a ausência desse incomodo, desse desconforto, uma interrupção nesse fluxo, um fim desses pensamentos que passam o dia todo. Isso que eu quis dizer com a realidade. Seria realmente ter paz mentalmente, paz das histórias que a mente fabrica, exatamente isso. Parece óbvio para você.
Mas os pensamentos por vezes são a realidade dominante. Focamo-nos neles e ficamos presos numa história sobre o eu do passado ou o eu do futuro. É assim que a mente funciona. Ver que um eu não existe não fez com que se tenha controle sobre isso. Mas é mais fácil perceber quando isso está a acontecer. E a tendência para tentar fugir aos pensamentos incómodos pode diminuir ou encontramos formas de focar os pensamentos em algo mais agradável.
Deixo perguntar, e tudo aqui que os textos do Maharaj, Ramana, dizem sobre aquele estado que eles observaram? Que não existe mente, que não existe nada, uma descrição de beleza, bem aventurança, tudo parece tão lindo, etc... Eu acreditei ou acredito ainda nisso será ? Eu tenho alguns colegas que já descreveram alguns acontecimentos semelhantes, mas enfim, não sei. Então não tem nada a ver com isso o que estamos fazendo aqui, quer dizer, não é isso que estamos buscando e fazendo aqui, certo? Pergunto isso com certo alivio. Desculpe
Esse tipo de experiências pode acontecer como resultado desta exploração. Comigo foi um bocado assim, foi como apaixonar-me, durante uns tempos foi como estar em lua de mel com a vida. Embora tudo fosse igual. Mas nada é permanente. Felizmente. Imagina um estado de bem aventurança constante e total. Ao fim de algum tempo é capaz de chatear, da mesma forma que não se pode comer só chocolate às refeições. Os seres humanos passam por todo o tipo de sensações, por todo o tipo de emoções. Existir ou não um um eu real e ter ou não ter esse tipo de entendimento não nos torna menos humanos. Felizmente. Até é possível que tenha o efeito contrário. Em vez de tentares fugir de certos estados de alma pode ser que dês por ti a encará-los com algum despreendimento e curiosidade.

De qualquer forma não é possível saber agora como é que isto se vai refletir na tua vida. Podemos especular mas os pensamentos futuristas raramente se tormam realidades absolutas.
Eu tenho alguns colegas que já descreveram alguns acontecimentos semelhantes, mas enfim, não sei. Então não tem nada a ver com isso o que estamos fazendo aqui, quer dizer, não é isso que estamos buscando e fazendo aqui, certo? Pergunto isso com certo alivio. Desculpe
Não, não estamos a tentar mudar nada de nada, nem estamos à procura de estados alterados de consciência, nem queremos igualar a experiência de quem quer que seja. O que pode ser um grande alívio sim :)
Percebo claramente o que quer dizer com o exemplo do Papai Noel e da Garrafa. Isso é tão louco, que ontem fui ao shopping center com o meu filho porque ele queria escrever uma carta de Natal ao Papai noel. Chega a ser bizzarro o mundo. As vezes lembra o filme Matrix, ou Revolver.
Sem dúvida.
Sim, quando eu procuro, digo com os olhos mesmo, quando eu olho, como você sugeriu, não encontro esse eu. Nem dentro nem fora, Na verdade não consigo nem dizer se é dentro ou fora, tudo se mistura. Esse eu é encontrando somente nos pensamentos, como sendo pensamento. Sandra, você tem razão. E mesmo nos pensamentos não fica claro que existe um “eu”. Esse “eu” algumas vezes está escondido. Ainda penso e sinto que ele é real. Mas é impossível encontra-lo. Chega a ser uma tortura isso.
A que é que chamas uma tortura. O ver que não existe mas continuar a pensar que existe? Isso é normal. É um estado de flip-flopping. Às vezes parece óbvio e depois puff... dúvidas e mais dúvidas.

Esta ilusão do eu funciona como as ilusões de óptica:
https://i.pinimg.com/originals/72/93/68 ... 0c7c5f.jpg

Sabes que existe uma diferença entre a percepção que tens e a realidade mas a percepção influência a forma como vês e reages.

Pensa num arco-íris. Apesar de saberes que é uma ilusão criada pelas condições atmosféricas ele é bem real para ti quando estás a olhar para ele. Com o eu é o mesmo. Quando as condições "certas" se alinham um eu parece ser muito real.
Interessante quando diz para eu usar os sentidos para ver. O que não implica não pensar. Realmente isso parece simples demais.
Pois. Mas é mesmo simples :)
O que faz com que a mente começe a complicar tudo. É simples mas pode não ser fácil. Pode implicar alguma aceitação e alguma prática.
Interessante quando diz para eu usar os sentidos para ver. O que não implica não pensar. Realmente isso parece simples demais. Como se nunca tivesse usado os olhos. Tudo que vejo a mente rotula. Qualquer coisa ela já nomeia e rotula, entretanto não há uma coisa, entidade, um ser chamado “eu”, mas há vários “meu”, “minha”, quero dizer, meu filho, minha esposa, meu carro, meu corpo, etc. seria isso? Eu também percebo que não há isso, há apenas carro, etc...
Estás a pensar, a pensar, a pensar sobre isto. O que é normal. Fomos treinados a resolver quebra cabeças usando o pensamento.
.Na realidade isso gera uma grande frustação porque esperava algo brilhante, grandioso, como ver cores diferentes, ver tudo unido, tudo junto, etc Que besteira, dá vergonha até o que escrevi aqui. Tipo o que os grandes mestres dizem nos textos.
E é o pensares sobre isto que te faz sentir a frustração e focares-te nas expetativas que tens e que adoravas que se tornassem realidade. O que faz com que não vivencies aquilo que os grandes mestres falam nos textos. Eles descrevem experiências usando conceitos, o que faz com que pareça fora do alcance aquilo que descrevem, E alguns deles têm uma base cultural que nós ocidentais não temos. É altamente improvável que um indiano tenha uma experiência de vida e a descreva como um não indiano faria. Da mesma forma uma criança e um adulto podem estar juntos a fazer algo e se lhes pedires para descrever o que aconteceu o vão fazer de formas muito muito diferentes.
Na realidade isso gera uma grande frustação porque esperava algo brilhante, grandioso, como ver cores diferentes, ver tudo unido, tudo junto, etc
Cores diferentes nunca vi mas ver tudo unido, tudo junto sim.
Que besteira, dá vergonha até o que escrevi aqui.
Ah, não censures nem julgues o que escreves. Podes não acreditar em mim, mas estás a ir muito bem. A sério. Isto pode ser sem dúvida frustrante, mas acredita que estás no caminho certo. A frustração é normal e prova que estás a sair da tua zona de conforto. O que é bom.

De qualquer forma ninguém sabe quem és e poucas pessoas chegam a este fórum, por isso não te preocupes. Nem te preocupes com o que eu possa pensar. Estou aqui para te guiar independentemente do que esteja a bloquear-te, dentro das minhas capacidades.
Não sinto receio algum em pensar que o eu não existe. Ao mesmo que também gera medo em relação a família, emprego, etc, medo de perder a vida, até medo da morte por exemplo. Com certeza gera medo de não conseguir chegar lá.
Aqui não percebo se tens ou não medo. Dirias que o medo é um obstáculo?
Eu quero vida de verdade, mesmo não sabendo o que isso seja, mas quero isso....
Hmm... o que é que é para ti a vida de verdade? a tua vidinha atual não se enquadra na tua definição de vida?

Abraço,
S

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Felippe
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Re: Hello

Postby Felippe » Wed Dec 18, 2019 6:59 pm

Então quer dizer que tudo acontece como tem que acontecer, agora, e mesmo os sentimentos e pensamento que passam, sejam eles quais forem, são o que são. Nossa com é difícil compreender essas expectativas. Puts.... Será que é isso realmente o que tá pegando aqui? são as expectativas? Acho que tá ficando claro isso. As expectativas estão enraizadas, não parece ser uma questão de ir lá em tirar isso, assim como uma cirurgia. Provavelmente por isso então vem a reação de decepção? Existe esse sentimento de decepção mesmo. Incrível. Esse pensar que essa mudança pode não ocorrer, misturado com a esperança de que tudo mude. Incrível como a mente tem esse padrão. Esse é o ponto. Existe a possibilidade de deixar de ter expectativa de que algo aconteça? Que estranho. Ë como se a expectativa fosse uma segurança, uma ansiedade segura. Isso que você disse é como se fosse um nó para a mente: “A aceitação do que é pode ser muito agradável, mesmo que o que é não o seja.” Vou refletir nisso um pouco mais mas faz sentido.

Então é só olhar com tudo que há disponível. Ao mesmo tempo que é simples é difícil. E não me soa como uma questão de sentar e ficar olhando. Ao mesmo tempo você usou a palavra praticar, nossa. Não me sinto confortável com esse tipo de atitude, de ter que praticar, mas pelo contrário, sinto que isso vai acontecendo naturalmente. Tenho dúvida.

Concordo com você, sim, os pensamentos são a realidade dominante. Isso é vivido aqui, diariamente, na prática. Tem razão. Muitos momentos estou prezo nisso. A mente tem esse padrão. Muito interessante isso que você disse. Mesmo vendo que não existe esse eu, isso não fez com que se tenha controle sobre isso. Ainda não está claro perceber quando isso está a acontecer. Na verdade é como que se uma onda me engolisse e depois eu percebesse que fui engolido por essa onda, ocorre a percepção. Não há fuga né Sandra? Como que se tivesse que tudo isso acontecer. Ilusão está em pensar que há controle. Como se fosse possível escolher o que pensa e o que virá. Isso é ilusão. Não é possível. Há a ilusão de que é possível. Só a ilusão ou crença. Algo enraizado.

Realmente não é possível saber agora o como é que tudo isto vai refletir na vida. Mais um truque da mente com as expectativas e esperança certo? A mente cria esse labirinto. O que pensamentos raramente dizem respeito ao que é real nem o que irá acontecer. Como se fossem o oposto e o não real.
Também percebo que há esse expectativa/confusão com estados alterados de consciência. Essa busca que está possivelmente causando isso. Nossa. Caraca.

Chamo de tortura esse senti e pensar o “eu” real, mesmo já percebendo o truque que ele não existe. Estou procurando esse “eu”, esse “Felippe” desde 1999 e esse ano de 2019 que tive contatos com algum material e algumas pessoas que começaram a ajudar a esclarecer isso tudo. Esse personagem, essa ilusão. Isso me refiro a tortura. Mas há no momento uma alivio de perceber que não é preciso mais fazer nada com esse personagem, nem melhorá-lo nem piora-lo, nada, porque eu já tentei isso tudo. Saca? Defeitos e qualidades, bla bla bla bla bla. Besteira tudo isso nunca resolveu a confusão.
A percepção não tem nada a ver com a realidade, mas ela influencia e é confundida com a realidade. Isso eu observo aqui constantemente. Pode implicar aceitação e prática. O que quer dizer com isso? Fomos treinados a pensar. Nosso condicionamento né, parece que sempre que há algo a fazer, sempre mais uma ação necessária. Tem que resolver mais isso no quebra-cabeça e tudo vai se resolver. O foco nas expectativas que não permite vivenciar o momento. Mas não pense que eu não estou conseguindo por falta de força de vontade. Eu já tentei de tudo. É automático a mente seguir isso, digo, criar expectativas. Tudo que ela le ela pega e projeta. No momento só estou lendo material do site LU, mais nada. A frustração ainda está aqui. Rssss. São só bloqueios mesmo.

Você pergunta se o medo é um obstáculo. Digo que o sentimento de medo aparece em alguns momentos mas não tenho mais medo do medo. Já me travou na vida em alguns momentos mas hoje não mais. Se o medo é um obstáculo? Não sei dizer. Só se isso está distorcido. Mas aparentemente não.

O que é que é para mim a vida de verdade?
Tudo que eu disser será projeção, como responder isso agora. Talvez isso agora que vivo, com toda essa confusão, com tudo esses sentimentos e pensamentos, seja a vida de verdade.

Se a minha vidinha atual não se enquadra na minha definição de vida?
Essa foi boa, se eu for olhar por tudo que há na minha vida, seja material, nada falta, mas sinto que as vezes há uma vazio interno. Isso é causado pela ilusão do ”eu” ?

Abç

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Canfora
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Re: Hello

Postby Canfora » Thu Dec 19, 2019 4:48 pm

Viva F,
Então quer dizer que tudo acontece como tem que acontecer, agora, e mesmo os sentimentos e pensamento que passam, sejam eles quais forem, são o que são. Nossa com é difícil compreender essas expectativas. Puts.... Será que é isso realmente o que tá pegando aqui? são as expectativas? Acho que tá ficando claro isso. As expectativas estão enraizadas, não parece ser uma questão de ir lá em tirar isso, assim como uma cirurgia. Provavelmente por isso então vem a reação de decepção? Existe esse sentimento de decepção mesmo. Incrível. Esse pensar que essa mudança pode não ocorrer, misturado com a esperança de que tudo mude. Incrível como a mente tem esse padrão. Esse é o ponto. Existe a possibilidade de deixar de ter expectativa de que algo aconteça? Que estranho. Ë como se a expectativa fosse uma segurança, uma ansiedade segura. Isso que você disse é como se fosse um nó para a mente: “A aceitação do que é pode ser muito agradável, mesmo que o que é não o seja.” Vou refletir nisso um pouco mais mas faz sentido.
Sabes, para ver o que estamos aqui a apontar na LU não tens de refletir sobre nada - mas compreendo que o faças. De certa forma ponderar é amadurecer. E é importante que percebas os teus próprios padrões de pensamento.
Então é só olhar com tudo que há disponível. Ao mesmo tempo que é simples é difícil. E não me soa como uma questão de sentar e ficar olhando. Ao mesmo tempo você usou a palavra praticar, nossa. Não me sinto confortável com esse tipo de atitude, de ter que praticar, mas pelo contrário, sinto que isso vai acontecendo naturalmente. Tenho dúvida.
Uh. É mesmo uma questão de sentar e ficar olhando. A sério.
Ou então andar e ficar olhando.
Ou então fazer o que quer que seja e ficar a observar, como se fosses um simples espetador do que se está a passar.
Ver / sentir o que está aí, o que está a acontecer.

Quando eu falo em praticar tem a ver com a tendência que temos em perdermo-nos nos pensamentos. Por vezes é preciso focar-nos no que não são pensamentos, o que pode implicar alguma força de vontade e prática. Ou não. Às vezes basta um momento de visão clara.

Não te preocupes com as dúvidas, é normal ter dúvidas.
Concordo com você, sim, os pensamentos são a realidade dominante. Isso é vivido aqui, diariamente, na prática. Tem razão. Muitos momentos estou prezo nisso. A mente tem esse padrão. Muito interessante isso que você disse. Mesmo vendo que não existe esse eu, isso não fez com que se tenha controle sobre isso. Ainda não está claro perceber quando isso está a acontecer. Na verdade é como que se uma onda me engolisse e depois eu percebesse que fui engolido por essa onda, ocorre a percepção. Não há fuga né Sandra? Como que se tivesse que tudo isso acontecer. Ilusão está em pensar que há controle. Como se fosse possível escolher o que pensa e o que virá. Isso é ilusão. Não é possível. Há a ilusão de que é possível. Só a ilusão ou crença. Algo enraizado.

Realmente não é possível saber agora o como é que tudo isto vai refletir na vida. Mais um truque da mente com as expectativas e esperança certo? A mente cria esse labirinto. O que pensamentos raramente dizem respeito ao que é real nem o que irá acontecer. Como se fossem o oposto e o não real.
Também percebo que há esse expectativa/confusão com estados alterados de consciência. Essa busca que está possivelmente causando isso. Nossa. Caraca.
Boa. É bom teres consciência destas coisas.
Chamo de tortura esse senti e pensar o “eu” real, mesmo já percebendo o truque que ele não existe. Estou procurando esse “eu”, esse “Felippe” desde 1999 e esse ano de 2019 que tive contatos com algum material e algumas pessoas que começaram a ajudar a esclarecer isso tudo. Esse personagem, essa ilusão.
Não é possível encontrar o que não está aqui Felippe :)
Só é possível encontrar aquilo que cria a ilusão do eu.
Mas há no momento uma alivio de perceber que não é preciso mais fazer nada com esse personagem, nem melhorá-lo nem piora-lo, nada, porque eu já tentei isso tudo. Saca? Defeitos e qualidades, bla bla bla bla bla. Besteira tudo isso nunca resolveu a confusão.
Sim. Sem dúvida. De certa forma o que se mantêm constante é a observação do que se está a passar. E, com um bocadinho de sorte o personagem é visto com um olhar menos crítico, com aceitação, com compreensão. Em vez de como algo que é defeituoso, que tem de ser modificado, melhorado.
A percepção não tem nada a ver com a realidade, mas ela influencia e é confundida com a realidade.
De certa forma é impossível escapar às nossas percepções e é a elas que temos de recorrer quando queremos compreender aquilo que chamamos realidade. Eu sei que os meus gatos têm percepções diferentes das que eu tenho apesar de estarmos dentro de uma mesma realidade. Mas isso não quer dizer que uma destas formas de percepcionar é mais real do que a outra. São ambas reais apesar de diferentes.
Pode implicar aceitação e prática. O que quer dizer com isso? Fomos treinados a pensar. Nosso condicionamento né, parece que sempre que há algo a fazer, sempre mais uma ação necessária. Tem que resolver mais isso no quebra-cabeça e tudo vai se resolver. O foco nas expectativas que não permite vivenciar o momento. Mas não pense que eu não estou conseguindo por falta de força de vontade. Eu já tentei de tudo. É automático a mente seguir isso, digo, criar expectativas. Tudo que ela le ela pega e projeta. No momento só estou lendo material do site LU, mais nada. A frustração ainda está aqui. Rssss. São só bloqueios mesmo.
Tens expetativas sobre o que é vivenciar o momento. Ter expetativas também é vivenciar o momento, Isto tudo - aqui e agora - mesmo o que rotulamos de mau e desagradável - faz parte do momento. É tudo um todo.

Mas percebo o que queres dizer.
Você pergunta se o medo é um obstáculo. Digo que o sentimento de medo aparece em alguns momentos mas não tenho mais medo do medo. Já me travou na vida em alguns momentos mas hoje não mais. Se o medo é um obstáculo? Não sei dizer. Só se isso está distorcido. Mas aparentemente não.
Okay. Se começares a sentir emoções fortes que te levem a pensar desistir desta exploração diz e lidamos com isso. Por vezes acontece mas também pode não acontecer.
Se a minha vidinha atual não se enquadra na minha definição de vida?
Essa foi boa, se eu for olhar por tudo que há na minha vida, seja material, nada falta, mas sinto que as vezes há uma vazio interno. Isso é causado pela ilusão do ”eu” ?
Eu diria que essa sensação é uma das sensações mais humanas que existem. O sentirmos que estamos separados dos outros, que somos diferentes, que existe um vazio. Acho que é algo que nos é intrínseco e que a cultura reforça. E é possível que a ilusão do eu não ajude. Mas não me parece que seja esta ilusão que cria a sensação de vazio. Acho que é mais complexo do que isso.

Se de certa forma estás a perguntar se ver a ilusão vais acabar com essa sensação de vazio a minha resposta imediata é não. Apesar das nossas ilusões - a do eu e todas as outras - somos seres humanos. Parece haver uma boa dose de sofrimento ligada àquilo que somos e essa do vazio é uma questão existêncial básica. Algumas pessoas lidam melhor com isso, outras pior.
O que é que é para mim a vida de verdade?
Tudo que eu disser será projeção, como responder isso agora. Talvez isso agora que vivo, com toda essa confusão, com tudo esses sentimentos e pensamentos, seja a vida de verdade
Ui, estás a complicar. Esquece a ideia do que é ou não uma projeção.
E por um momento não te foques nesse bolo de confusão, pensamentos e sentimentos.

Aqui e agora estás a ler o que eu escrevi.
Sentes sensações.
Vês o écran.
Estás a respirar.
Os teus olhos pestanejaram mesmo agora.
Estás a pensar.
Isto é vida de verdade?
Ou tens outra ideia sobre o que é viver de verdade?

É possível viver a vida de verdade no passado?
É possíve viver a vida de verdade no futuro?

Se eu te pedir para descreveres a vida de verdade, o que é que descrevias? Basta olhares à tua volta em vez de pensares no assunto. O que é que está a acontecer em ti e ao teu redor? Isso é a vida de verdade ou a vida de verdade é outra coisa?

Abraço
S

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Felippe
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Re: Hello

Postby Felippe » Thu Dec 19, 2019 7:37 pm

Olá Sandra, td bem?
Que trabalho é esse que você faz de socorrer “confusos”. Obrigado pela sua disposição, sinceridade e atenção. Ë fácil ficar perdido nesse mundo aparentemente confuso, ainda mais se somos confusos, a nossa mente aparentemente é confusa.
Que alivio deu ao ler sua resposta, que não preciso refletir sobre nada. Por outro lado surge a questão e agora? Como fazer isso?

Ok, vou olhar. Na verdade você tem razão, sempre estamos olhando, observando. O que acontece é que em alguns momentos os pensamentos me engolem, e sou arrastado por seus conteúdos. Para a reflexão, para a análise, etc. Achando algo para se segurar, mas o que ocorre mesmo é que me perco nos pensamentos. É Isso mesmo. Deixo ver como isso vai desenrolar. Vou precisar comprar uma cadeira e uma corda para me amarrar e observar. EU asiti a um vídeo chamado Dop the Observer. EU pensei, novamente, uma ideia dos textos e de algo que tentei praticar, eu pensei que podíamos apenas ficar no observador. Esse é o limite e que daí em diante só por um milagre, vamos dizer assim. Aquela ideia de que o observador é a coisa observada, mas esse vídeo diz para largarmos o observador, que é uma espécie de perceber que o “eu”é falso, certo?

Quer dizer que não escapamos das percepções. Cada ser tem a sua. E é isso que temos de recorrer quando queremos compreender o que chamamos realidade. Sandra isso tudo soa como uma limpeza em todos aqueles conceitos livrescos que estavam trabalhando na cabeça, de Krishnamurit, Ramana, Nisargadatta, etc... tantos outros.

Nossa isso tudo – aqui e agora. Ter expectativas também é vivenciar o momento. Realmente são as expectativas sobre a realidade, o momento, etc. despertar, dos mestres, de outros, etc.. que também ajudam a tirar do aqui e agora.

Não estou tendo emoções fortes, mas sinto muitos sentimentos surgindo, alguns acompanhados de emoção. Não vou desistir dessa exploração. Vou até o fim.

Quando você diz que o vazio é mais complexo que isso fiquei curioso, enfim qualquer momento podemos conversar sobre isso. Que alivio saber que ver a ilusão não acaba com a sensação de vazio. Eu já me acostumei com ela quando ela vem. Porque ela também vai, passa, assim como todas as demais.

Entendi, vou esquecer a ideia de projetar, do que é ou não projeção, etc. Na verdade vou prestar atenção nesse padrão. Tá aí um bolo de confusão mesmo. Um labirinto sem saída.

Sim, ler seu texto, tomando agua, ouvindo, pensando, sentindo, diria que sim, isso é vida, com todos os pensamentos e sentimentos passando, mesmo que as vezes caindo e sendo levado por alguns. Está mais claro que isso é a vida e é o que tem aqui e agora. Realmente pode ser isso o que é o viver de verdade. Só tem isso mesmo. Ou é isso que há. No momento. Estranho.
Os olhos piscam, respiração, vento, coração batendo, etc.

Não é muito interessante viver no passado e futuro. Há distorção nisso. Não é vida de verdade mas isso é o que acontece se eu não ficar atento na observação. Tem razão. A mente parece trabalhar nisso. Passado e futuro.

De verdade há o computador, leitura do que você escreveu, eu escrevendo aqui, agua, celular, paredes, chão, teto, etc, temperatura ambiente, por ai vai, barulhos, avião, pássaros, etc. Tem bastante coisa. Sem dizer pensamentos e sentimentos e as percepções.

O que está acontecendo em mi, no momento o ouvir, sensações, sinto mais leveza, mais calma. Pelo que estou entendendo isso é vida de verdade.

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Felippe
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Re: Hello

Postby Felippe » Fri Dec 20, 2019 1:03 am

Oi Sandra eu estava relendo sua msg e fiquei c uma frase na cabeça :

“ Não é possível encontrar o que não está aqui Felippe :)
Só é possível encontrar aquilo que cria a ilusão do eu.”

O que é que cria a ilusão do eu senão o pensamento ?

Nossa

Deixou eu aqui refletindo

Abc

F

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Canfora
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Re: Hello

Postby Canfora » Fri Dec 20, 2019 1:14 pm

Olá F,

Obrigada pelas tuas palavras gentis. É um prazer.
Vou precisar comprar uma cadeira e uma corda para me amarrar e observar.
lol !
EU asiti a um vídeo chamado Dop the Observer. EU pensei, novamente, uma ideia dos textos e de algo que tentei praticar, eu pensei que podíamos apenas ficar no observador. Esse é o limite e que daí em diante só por um milagre, vamos dizer assim. Aquela ideia de que o observador é a coisa observada, mas esse vídeo diz para largarmos o observador, que é uma espécie de perceber que o “eu”é falso, certo?
Hmmm... Esquece o vídeo. Não compliques. Já vês perfeitamente, não precisas de aprender a fazê-lo. Vês o que te rodeia não vês? É só isso que é preciso. Só precisas de perceber para o que olhar (para o que pensas ou sentes que é o eu).
Quer dizer que não escapamos das percepções. Cada ser tem a sua. E é isso que temos de recorrer quando queremos compreender o que chamamos realidade. Sandra isso tudo soa como uma limpeza em todos aqueles conceitos livrescos que estavam trabalhando na cabeça, de Krishnamurit, Ramana, Nisargadatta, etc... tantos outros.
Simmmmmmmmmmmm!
Simmmmmmmmmmmm!
Não é muito interessante viver no passado e futuro. Há distorção nisso. Não é vida de verdade mas isso é o que acontece se eu não ficar atento na observação. Tem razão. A mente parece trabalhar nisso. Passado e futuro.
Sim mas não tentes transformar-te no Eckhart Tolle. Estar perdido em pensamentos não tem nada de mal, imaginar pode ser muito agradável.
O que é que cria a ilusão do eu senão o pensamento ?
Mas é isso mesmo.

Estás a ir muito bem Felippe.
De verdade há o computador, leitura do que você escreveu, eu escrevendo aqui, agua, celular, paredes, chão, teto, etc, temperatura ambiente, por ai vai, barulhos, avião, pássaros, etc. Tem bastante coisa. Sem dizer pensamentos e sentimentos e as percepções.
Esta frase acima é curiosa. O que é que dirias que é este eu que escreve aqui?
Tenta observar este eu. O que é que encontras que seja um eu?

Não tentes dar uma resposta perfeita (não penses demais nisto) e não recorras a toda a informação que armazenaste a ler livros e a ver vídeos.

Se o eu existe está aí. O que é que achas que este eu é em termos da tua experiência imediata? Onde é que ele está? O que é que ele é?

Abraço
S

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Felippe
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Re: Hello

Postby Felippe » Sat Dec 21, 2019 7:40 pm

Olá Sandra

Boa tarde. Nossa, parece papo de maluco. Rsssssss.

Vamos que vamos.

As vezes dá a sensação de não saber onde estamos no processo.

Então é mesmo ver. Sentar, olhar ao redor. Estou fazendo isso com mais frequência. Na realidade você quer dizer procurar por esse eu. Certo? Praticar isso. Ocorre que realmente há o ver, mas o ver o que tem na ao redor frente, misturado com os pensamentos, sentimentos e percepções, TUDO AO MESMO TEMPO.

Sim há o ver de tudo o que rodeia, sim, mas com esse ver também observa sentimentos e pensamentos, não há controle de nada. Não há controle de pensamentos e sentimentos e das demais funções corporais e das coisas externas, Na verdade não há controle de nada. Você quis dizer isso com “você precisa perceber para o que olhar (para o que pensas ou sentes que é o eu).? Olhar está incluso tudo isso. Não há controle de entrada nem saída para pensamentos e sentimentos.

Quem cria a ilusão são os pensamentos. Parece um xeque mate.

Esse eu que escreve aqui, é porque parece que há um eu escrevendo via o corpo. Parece que quando há a ação de escrever há um fazedor. Há essa sensação após a ação. Tipo a ilusão que há algo, alguém, uma entidade dentro do corpo, um eu que usa o corpo. Entendeu?

Ao tentar observar este eu. Na verdade não encontro nada que seja eu e ao mesmo tempo há se tentar ver esse eu não há, dentro e fora, vamos dizer assim, nunca, estou desde 1999 tentando ver esse Felippe, esse eu, e não encontro. Se o eu existe não achei. Não encontrei. Há a sensação de que esse eu existe, de que é real. Parece ser essa sensação, junto com esse corpo, e mais o pensamento e sentimentos, que fazem parecer que existe um eu real. Mesmo assim a sensação de existir um eu real está presente. Se há um eu em algum lugar está escondido. Não encontrei. Não sei o que é. Na minha percepção parece estar cada vez mais claro que não há esse eu. O que há é um senso de eu.
Em termos de experiência imediata algumas vezes esse eu aparece relacionado ao corpo, a mente, a emoção. Mas se olhar só há o senso de eu.
Abc

F


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