Bringing It All Back Home

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Soham
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Joined: Sat Sep 29, 2018 1:33 am

Bringing It All Back Home

Postby Soham » Sat Sep 29, 2018 1:35 am

LU is focused guiding for seeing there is no real, inherent 'self' - what do you understand by this?
1) É a percepção direta, impessoal, não verbal, de um espaço sem dimensões onde tudo aparece: o mundo, corpo, pensamentos, sentimentos e sensações.

What are you looking for at LU?
2) A LU é o único lugar onde uma abordagem direta de investigação, semelhante à que mais me identifico (Rupert Spira), será possível em minha própria língua portuguesa, já que tenho dificuldades de comunicação em outra língua, além da inexistência de limites geográficos.

What do you expect from a guided conversation?
3) Sem nunca ter participado de satsangs ou religião tenho sido empurrado em uma busca, colina abaixo, por quase meio século, sozinho, utilizando informações principalmente em poucos livros em português disponíveis, quase sempre não entendidos e mal interpretados por décadas. Nos últimos anos a grande quantidade de material disponibilizado na internet, principalmente em espanhol, levou a uma compreensão dos textos advaita. Portanto, uma conversação guiada poderá dar uma confirmação ou redirecionamento nessa busca.

What is your experience in terms of spiritual practices, seeking and inquiry?
4) O que motivo de estar neste caminho foi, inicialmente, uma busca da paz perdida após uma experiência inexplicável, há 48 anos, que gerou medo e intranquilidade. Estava em um templo, acompanhando uma amiga, homens e mulheres separados, e ao lado um grupo iniciou a oração “Pai Nosso”. As vozes pareciam um canto muito doce, como um encantamento de sereias nos mitos gregos, impossível de resistir. Senti-me elevado, em êxtase, perdendo-me a mim mesmo, “derretendo-me” naquele espaço vazio criado pela energia da oração. Uma corrente eletrizante subiu da sola dos pés passou pelo alto da cabeça e explodiu acima dela, como o som de um trovão, puxando a mente para aquele espaço vazio. Subitamente surgiu o medo de não voltar, do self desaparecer. A mente resistiu com pensamentos mundanos e venceu. A energia como um globo acima da cabeça mergulhou no corpo desde o alto passando pelos pés e se espalhou no piso com um som de folhas metálicas sendo sacudidas. Estava suando frio. O pânico tomou conta, não podia me concentrar. Remédios foram prescritos sem solução. Somente o canto de mantras indianos em um ashram devolveu-me a tranquilidade e pude retomar os estudos abandonados por dois anos. Tinha 20 anos neste período e pude conhecer os ensinamentos de Ramana maharshi. Pratiquei a auto inquirição com o mero repetir a pergunta proposta “quem sou eu?”. No decorrer dos anos li a obras de não-dualidade: Shankara, Nisargadatta, Ramesh Balsekar e Rupert Spira.

Há nove meses li a obra de Douglas Harding (espanhol) e fiz os exercícios propostos: apontamento e única visão e BINGO! NÃO EXISTE O VEDOR, apenas o espaço sem dimensões, fora do tempo, onde tudo acontece. Mas quando a atenção não está voltada 180 graus para o centro de mim mesmo, tudo aparece como antes, há preocupação com o futuro, há culpa, há a noção de pecado. Quando a atenção está no espaço vazio existe a Presença que é intocada pelos pensamentos, pelo tempo, não nasceu e não morre; a preocupação com futuro e filhos não existe.

On a scale from 1 to 10, how willing are you to question any currently held beliefs about 'self? 10

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Canfora
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Joined: Wed May 22, 2013 2:58 pm

Re: Bringing It All Back Home

Postby Canfora » Sat Sep 29, 2018 2:27 pm

Olá Soham. Bem vindo ao forum da LU. O meu nome é Sandra e vou ser a tua guia.
Obrigada pela tua introdução. Fiquei com uma ideia sobre qual foi o teu percurso, aquilo que pensas que procuras e o que experimentas-te.

Fiquei com a impressão que pensas que esta exploração está de alguma forma ligada à chamada não dualidade, ao advaita. Eu diria que é algo mais abrangente. O advaita é um ponto de vista. Ver que o eu separado é uma ilusão é uma realização que não depende de nenhum ponto de vista.
LU is focused guiding for seeing there is no real, inherent 'self' - what do you understand by this?
1) É a percepção direta, impessoal, não verbal, de um espaço sem dimensões onde tudo aparece: o mundo, corpo, pensamentos, sentimentos e sensações.
Não é bem isso. O objetivo não é alterar a forma como percepcionas. É (ver)ificar se no que percepcionas existe ou não um eu separado, sólido, permanente.

Para isso, tens de olhar para o que está aqui agora, tal como é.

Fiquei também com a impressão de que, devido a algumas intensas experiências passadas, tens algum receio do que pode vir a acontecer. Se eu te disser que o eu não existe, o que é que pensas, o que é que sentes?

Abraço,
S


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