João

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Canfora
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Re: João

Postby Canfora » Tue Sep 13, 2016 12:56 pm

Viva João!

Obrigada pelo teu post. Tenho a impressão que ainda andas às voltas com os pensamentos, como se tentasses encontrar um "fio na meada". Ahah! E se não houver fio? E se TODAS as respostas forem especulações, ideias, teorias, pontos de vista?

Deixa lá ver que livros é que te posso sugerir... se calhar já os tens, mas deixa cá ver.

- se queres um manual de "trabalho", "The Direct Path: A User Guide" por Greg Goode (curioso, comprei o meu na Wook, mas deixaram de o vender)

- "Emptiness And Joyful Freedom" de Tomas Sander e Greg Goode https://www.wook.pt/livro/emptiness-and ... r/15221006

- se queres ler um livro que "enche a alma" "Eternity Now" de Francis Lucille: https://www.wook.pt/livro/eternity-now- ... le/1974926

- "Awareness" do Anthony de Mello - porque é o que ando a ler de momento :) (é possível encontrar este livro em PDF na net)

- Joey Lott - os livros são bons, o blog também http://joeylott.com/blog/

Se a ideia é ler um livro descontraidamente nas férias, "Eternity Now" e o "Awareness" são as melhores opções, mas se queres algo que te faça usar o direct path, sugiro o "The Direct Path: A User Guide".

Volto a dizer que os livros não substituem a observação do que se passa aqui e agora - para fazeres isto, nenhum livro é necessário!

Voltando ao nosso inquérito: o que é que, neste momento, dirias que é um eu? O que é que vamos observar a seguir?

Diverte-te nas férias! Abraço, S

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jpaulo
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Re: João

Postby jpaulo » Wed Sep 14, 2016 6:24 pm

Viva Grande Sandra!!!

Obrigado de coração pela tua PRESENÇA!!!
De facto, penso que tens razão: Ando às voltas...na intencionalidade de encontrar um fio que ligue tudo (como se de conceitos se tratasse), embora reconheça que a sua impossibilidade. Mais, na realidade, dou-me conta que, o "direct Pointing" é justamente o fim de qualquer conceito ou ideia para deixar de pé , apenas, a experiência imediata. E neste ângulo, desponta imediatamente a resposta à tua questão final do ultimo post: Neste momento, aqui e agora, não existe o eu. E a sua inexistência não é uma ideia, é a experiência que ocorre, por si só, agora. Não há o João. Se existe de facto alguma coisa que irrompe da experiência do agora, são apenas pensamentos sobre tudo isto...pensamentos sobre um eu que não existe. Não há quem os pense. Os pensamentos emergem por si só, sem qualquer controlo. Não consigo controlá-los. Porque não existe "aquele" que os pensamentos que surgem apontam como a sua origem. Os pensamentos simplesmente acontecem. Nada mais. Isto parece-me tão obvio. Mas parece obvio a quem? A ninguem. Parece obvio apenas aos pensamentos que irrompem.

Obrigado pelas sugestões de leitura!!! Obrigado pela sensibilidade!!!

Dos livros que me apontas, "Despertar" ou "Awareness" deAnthony de Mello é, desde há muito tempo, quase um guia para mim. Li-o, pelo menos, uma 20 ou mais vezes. E a ultima vez, foi há cerca de 3 dias (ahahaha). (É muito bom...na minha percepção, afigura-se uma raiz a partir da qual surgiu "O novo Mundo" de Eckhart Tolle). Aliás li toda a sua Obra.

Todos os outros, embora os conheça - pelas minhas desesperadas buscas na amazon - ainda não os li.

Quando descobri o LU vi, inevitavelmente, as recomendações de leitura.

Consegui os livros de Joey Lott, em formato Kindle, através do seu site. Ainda não os li. VOU LÊ-LOS!!!

Há algum tempo que tenho curiosidade pelo "The Direct Path: A User Guide" por Greg Goode. Talvez pelo seu formato e pela substancia do indice.

Quanto a Francis Lucille ainda não li nada. Conheço como parte dos escritores Neo Advaita, mas não conheço o seu trabalho.

Obrigado pela sensibilidade, pela persistência e por acreditares na orientação do Processo, Sandra!!!

Não podia estar mais feliz!!!

Escrevo em breve.

Abraço, João

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Canfora
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Re: João

Postby Canfora » Thu Sep 15, 2016 11:12 am

João, obrigada pelo teu entusiástico e maravilhoso post!
Consegues descrever-me o que está a acontecer aqui e agora?
Se não existe um eu, o que é dirias que existe, o que é que vês a acontecer?

Abraço!
S

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jpaulo
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Re: João

Postby jpaulo » Thu Sep 22, 2016 12:55 pm

Bom Dia grande Sandra!!!
Obrigado de coração pela tua orientação: Jamais conseguirei agradecer. Existe, de uma forma tangível, um estado de serenidade interior em tudo isto. Desculpa-me não ser tão assíduo na construção das respostas. Ainda estou de ferias e retorno na próxima 2ªfeira. Na mente ressoam continuamente as questões e as respostas que tem despontado neste processo. Sem querer cair no "cliché", nada mais voltou a ser como dantes (depois que iniciei esta experiência de "inquérito").
As ultimas questões que me colocaste, têm ressoado em mim e têm servido de "pano de fundo" para todos os instantes.

"Consegues descrever-me o que está a acontecer aqui e agora?
Se não existe um eu, o que é dirias que existe, o que é que vês a acontecer?"

O que está a acontecer neste instante? Apenas pensamentos a surgirem sem qualquer eu a controlá-los. Irrompem simplesmente. E, parece existir um "eu" de fundo, por assim dizer, referente aos quais os pensamentos estão a acontecer. Mas, se for honesto, totalmente honesto, o eu que parece existir de traz dos pensamentos, é APENAS mais um pensamento. Ainda existe um medo, que parece residual, ao reconhecer isto. Claramente movido pelo pensamento de que este reconhecimento - de que o eu é apenas mais um pensamento - implica perder qualquer coisa de valioso. E, de facto, tal como "Um Curso em Milagres" aponta, e a experiência imediata do aqui e agora atesta, só se perde ilusões. E deste modo não se perde nada de real. Mas tudo isto, que acabo se escrever, são conceitos, noções, ideias, pensamentos. No entanto, a experiência directa, aquilo que está a acontecer aqui e agora, aponta que não há eu, apenas este momento a acontecer.

Ainda que permaneça a sensação de que existe um "eu" dentro deste corpo, no AGORA, esse eu a que os pensamentos se habituaram a se referir, é apenas mais um pensamento. Esse aparente eu não tem forma, não o vejo, não o toco, não o sinto - mesmo que a sensação da sua existência se faça sentir, por assim dizer. Irrompem apenas pensamentos sobre a sua existência. Mas não há nada aqui a que esses pensamentos se refiram. O que vejo a acontecer? As mãos que imprimem no teclado, o monitor que devolve a imagem do que é escrito, este vazio que existe pro de de traz dos olhos que contemplam o monitor e o teclado alternadamente. Enfim, acontece apenas o que está a acontecer. Não parece existir a pessoa, o joão, o eu. Apenas Presença. Uma presença que se mantém em todos os instantes. Mesmo quando não há qualquer identificação com o pensamento, há uma presença. Ou será um outro pensamento que surge cuja substancia aponta para a existência de uma Presença? Tenho de averiguar.

Obrigado por tudo, Sandra!!!
Regresso brevemente. Desculpa-me não ter tão assíduo ultimamente.
Aquele abraço, João.

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Re: João

Postby Canfora » Fri Sep 23, 2016 12:27 pm

Olá João, viva!
Obrigada pelas tuas respostas!
Esta Presença que referes... o que é? Onde é que se situa, quais são as suas características, como é que sabes que existe? Quando não pensas na Presença, o que é que acontece a esta Presença - continua a existir? É necessário a existência de uma Presença para o que quer que seja acontecer, para este momento ser como é?

Abraço,
S

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Re: João

Postby jpaulo » Fri Sep 23, 2016 6:31 pm

Viva Sandra!!!
Obrigado por continuares ai!!! É um dom para mim!!!
Agora, diante das questões que me colocas, fico com um "nó" na mente. Não obstante se levantar a possibilidade de percorrer dois (2) caminhos, por assim dizer, na atribuição de respostas, há apenas uma (1) via - sei-o agora com todo o ser - a da experiência directa. Isto é, se atender ao domínio conceptual - e não o farei porque honestamente isso afasta-me da verdade que está justamente aqui e que a experiência directa me tem permitido reconhecer progressivamente - terei uma multiplicidade de conceitos, ideias e receitas que poderão responder as questões, mas se, por momentos, "parar", "aqui e agora", e observar, como honestidade, as respostas seguramente serão outras.
Vou tentar.

"Esta Presença que referes... o que é? Onde é que se situa, quais são as suas características, como é que sabes que existe?"

Esta presença...é apenas esta sensação de que existo"aqui", uma sensação que parece primaria aos pensamentos. Mas será esta Presença apenas o pensamento que surge sobre ela? Curiosamente, esta Presença não se situa na interioridade do corpo ou na cabeça, mas é este "qualquer coisa" que "vê" o que ocorre neste momento. Ou existirá apenas a visão e não aquele que vê?
Consigo reconhecer que o eu não existe, mas o que existe é apenas e somente o pensamento sobre ele. E é este pensamento que devolve a noção de que o eu existe. Nada mais. Mas, apesar da inexistência do eu...sinto que há uma "presença" constante, que não se situa, nem "aqui" neste corpo ou nesta cabeça, mas está sempre presente. Não é um eu pessoal, mas - e faltam as palavras - é uma..."presença"..." o ser" (como refere Eckhart). Como é que sei que existe? Por meio da sensação de que está "presente", sempre presente. E não tenho conceitos para definir o que é. Seguramente não quero cair no "cliché" de apontar esta "presença" como Consciência. Seria um outro conceito. Mas a experiência directa do aqui e agora devolve-me a sensação de que é esta "presença" que está consciente da experiência (ou isto será um outro pensamento?). SINTO QUE ESTOU A ANDAR EM CÍRCULOS (não consigo dizer isto sem me referir ao eu. Não tenho outra referencia)...e que por mais que me estejas a conduzir ao "ÓBVIO", Sandra, ainda estou preso à noção de que existe sempre "um qualquer coisa" "aqui" que, apesar de já não o chamar de "eu", é uma "presença". Enfim, eis que desponta "UM NOVELO DE IDEIAS"...na impossibilidade de descrever a experiência directa. Como sei que existe a "presença"? APENAS SINTO-A. Mas...depois sinto, também, que as sensações são apenas sensações e que, não há maneira de provar, aqui e agora, que existe aquele que as sente. Aliás, a experiência imediata, aponta para a existência de sensações...apenas.

"Quando não pensas na Presença, o que é que acontece a esta Presença - continua a existir?"

Quando não penso na "presença" ela parece existir apesar da ausência de pensamentos sobre ela. Mas...dou-me conta agora...como é que é possível que ela exista se não penso nela. É impossível! É apenas o pensamento que irrompe sobre ela que lhe dá existência. Se assim não fosse, como provar que ela existe? Talvez sejam apenas os conceitos que acumulei sobre "a consciência ou a presença" que me façam vacilar quanto verificação da sua existência, ou não, na experiência do que ocorre aqui e agora. Eckhart aponta a existência da consciência que é primária aos pensamentos...e que está sempre presente e sustenta tudo. Mas quando recorro ao que ocorre, neste instante, não consigo provar que exista. Ou melhor, SINTO que existe...esta "presença" que de modo algum se refere a um eu pessoal.

"É necessário a existência de uma Presença para o que quer que seja acontecer, para este momento ser como é?"

Para o que quer que seja que ocorra, aqui e agora, não é necessário a existência de uma presença. São apenas os pensamentos que dizem que está a acontecer qualquer coisa...neste instante. Para que "aquilo que é", agora, seja...não são necessários pensamentos..."o que é, é"...mas para que "o que é, seja" não é necessário a consciência?

Estou num beco sem saída, Sandra. Sinto que, mais uma vez, estou preso numa armadilha de ideias. Consigo reconhecer que me apontas para o óbvio...para a inexistência do eu...na experiência directa...mas não existe a consciência ? (e isto é mais um conceito). De facto, A VIDA que está aqui e agora...em ti que lês e em mim que escrevo...não é a consciência (ou que lhe queiramos chamar?).

Obrigado por tudo, Sandra. Hoje é que foi...
Deu-se um "nó" na mente.
Bom fim de semana.
Abraço, João.

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jpaulo
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Re: João

Postby jpaulo » Sun Sep 25, 2016 11:16 am

Bom Dia, Sandra!!!

Apenas para desejar um esplêndido dia e esclarecer um duvida que, eventualmente, me podes esclarecer:

O livro "LooK!-An illustrated guide to seeing what IS" constitui a forma oficial escrita de "Enlightenment Quotes"?

Obrigado por tudo!!!
Abraço, J

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Re: João

Postby Canfora » Sun Sep 25, 2016 7:26 pm

Viva João!
O livro "LooK!-An illustrated guide to seeing what IS" constitui a forma oficial escrita de "Enlightenment Quotes"?
O livro "LooK!-An illustrated guide to seeing what IS" é um livro de fotografias acompanhadas por quotes. Se queres comprar um livro da LU aconselho o livro da Ilona, que é vendido pelo editor / penso que deve haver um link neste site para o livro.

Estou num PC que se recusa a colocar acentos em PT e hoje não tenho tempo para escrever uma resposta com calma. Amanha respondo ao teu pnultimo post.

Abra;o!
S

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Re: João

Postby Canfora » Mon Sep 26, 2016 10:31 am

Bom dia João e desejos de que tenhas uma ótima semana!

Link para o livro da Ilona:
https://www.amazon.com/Liberation-Unlea ... a+ciunaite

E reforço a ideia de que ler livros não substitui a observação do que existe aqui e agora :)

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Re: João

Postby Canfora » Mon Sep 26, 2016 11:03 am

Agora, diante das questões que me colocas, fico com um "nó" na mente.
Perfeito!
Agora, diante das questões que me colocas, fico com um "nó" na mente. Não obstante se levantar a possibilidade de percorrer dois (2) caminhos, por assim dizer, na atribuição de respostas, há apenas uma (1) via - sei-o agora com todo o ser - a da experiência directa. Isto é, se atender ao domínio conceptual - e não o farei porque honestamente isso afasta-me da verdade que está justamente aqui e que a experiência directa me tem permitido reconhecer progressivamente - terei uma multiplicidade de conceitos, ideias e receitas que poderão responder as questões, mas se, por momentos, "parar", "aqui e agora", e observar, como honestidade, as respostas seguramente serão outras.
Vou tentar.
Repara como a ideia de que existe mais do que um caminho complica o que é simples. Aqui e agora existe isto, esta experiência que está a acontecer. Por vezes observas o que está a acontecer, por vezes a expriência dominante é pensar, pensar, pensar.... de qualquer forma, o que está a acontecer é sempre o que está a acontecer. Podes ter preferências, mas uma experiência não é intrinsicamente superior à outra. Nem estamos a tentar alterar o que está a acontecer. Embora ter consciência do que está a acontecer seja de certa forma o primeiro passo para mudanças acontecerem.
Estou num beco sem saída, Sandra. Sinto que, mais uma vez, estou preso numa armadilha de ideias. Consigo reconhecer que me apontas para o óbvio...para a inexistência do eu...na experiência directa...mas não existe a consciência ? (e isto é mais um conceito). De facto, A VIDA que está aqui e agora...em ti que lês e em mim que escrevo...não é a consciência (ou que lhe queiramos chamar?).
Ah, João. O que existe, é. Ou coisa que o valha... Podemos chamar-lhe consciência, mas vês como chamar-lhe o que quer que seja cria uma aparente realidade/certeza que parece ser uma zona de conforto, mas não passa de uma limitação, uma necessidade de controlar, de saber, de arrumar a nossa experiência numa prateleira, como se fosse um livro que já conhecemos de cor e não nos pode surpreender ou fugir ao controlo novamente?
Ou melhor, SINTO que existe...esta "presença" que de modo algum se refere a um eu pessoal.
Isto pode ser verificado na tua experiência imediata? Esta sensação de presença prova a existência de um eu pessoal? Consegues encontrar um eu que emana presença, que é criado pela presença, que está presente a observar a existência desta sensação de estar presente?

Sugiro que tentes encontrar este eu fora de casa, de preferência no meio da natureza ou a andar na rua. Tenta OLHAR para o que se está a passar à tua volta - em vez de contemplares estas perguntas em casa, sentado a uma secretária ou num sofá - a probabilidade de pensares em vez de olhares é muitíssimo mais elevada se fizeres este inquérito de uma forma passiva, num ambiente onde estás habituado a pensar.

Não sei o que pensas, mas eu diria que estás no bom caminho :)

Abraço!
S

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Re: João

Postby jpaulo » Wed Sep 28, 2016 2:38 pm

Viva grande Sandra!!!
Que fantástico experimentar todo este "processo interior", profundamente revolucionador. Aliás, apesar de nada ter mudado, muda a forma como "vejo" a mim (que, de facto, não existe) e o mundo. Quem é aquele que vê? Apenas um pensamento que desponta e que procura conferir realidade ao eu. De facto, o que existe, o que é real, tangível, é o ocorre neste exacto momento. A experiência. Nada mais.

Não sei se estou no bom caminho - talvez até isso nem seja importante - mas, transporto o profundo desejo ( e é uma expectativa) de que estas ideias sejam experimentadas directamente. Cansei-me dos conceitos. A sério, Sandra. Embora, facilmente me perca neles e, às vezes, não consiga "ver" fora deles. E no entanto basta apenas "Olhar", ver o que está aqui e agora.

A "presença" não pode , de facto, ser experimentada na experiência do agora. Uau!!! Não pode. Escrevo isto enquanto me dou conta de que é assim. E esta sensação NÃO prova que exista um eu. Não há qualquer eu que irrompa dessa presença.Nem que seja criado por ela. Simplesmente revelador este reconhecimento!!!
Mas, se eu for honesto...como manter este reconhecimento? A questão...não é negar um eu que existe. A questão é de facto não imaginar a existência de um eu que não é real. São duas realidades diametralmente diferentes. E todo este processo me tem conduzido ao reconhecimento de que...aquilo que desde sempre pensei que fosse real...afinal...não existe!!! Mas, mais do que apreender esta realidade como um mero conjunto de crenças ou conceitos...é torná-la experiência. E fazê-lo implica ou apela a que simplesmente..."observe" o que está a ocorrer neste instante.

Mas...apesar de todo este raciocínio, levanta-se a questão (e nisto mora uma multiplicidade de expectativas): Como manter o reconhecimento de que só existe a experiência (e não aquele que a experimenta)?

Obrigado pela tua presença ai, Sandra!!!
Aquele abraço, J

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Re: João

Postby Canfora » Thu Sep 29, 2016 10:53 am

Olá João!
Mas...apesar de todo este raciocínio, levanta-se a questão (e nisto mora uma multiplicidade de expectativas): Como manter o reconhecimento de que só existe a experiência (e não aquele que a experimenta)?
Podes dar-me um exemplo de uma situação em que gostarias de manter o reconhecimento de que só existe a experiência?

Qual seria a diferença entre reconhecer e não reconhecer que só existe a experiência? O que é que mudava?

Abraço,
S

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Re: João

Postby jpaulo » Thu Oct 06, 2016 3:15 pm

Olá grande Sandra!!!
Eis-me aqui. Obrigado de coração pela presença!!!
Mesmo se, mentalmente, por mais voltas que dê, regresse sempre e inevitavelmente ao reconhecimento assombroso de que o "eu" é APENAS um pensamento e que não tem qualquer existência real na experiência imediata, parece existir uma certa resistência - e também ela será apenas um pensamento - em reconhecer definitivamente a inexistência do eu.

"Podes dar-me um exemplo de uma situação em que gostarias de manter o reconhecimento de que só existe a experiência?"

No fundo, aquilo a que aspiro, Sandra, é o alcance de um estado de clareza definitiva (mas quem é que necessita de clareza?. Eis a resposta. O curioso é que na sequência das questões que se levantam...as respostas chegam naturalmente. Mas não posso ficar pelo pensamento e pelos conceitos. Seria mais uma crença). Sim, posso dar este momento presente como exemplo: Estou aqui e agora a escrever-te. Se me concentrar unicamente neste momento. Na experiência que ocorre agora...não há eu. Mas quando desponta o pensamento sobre isso...sim, o eu desponta...esta sensação de que existe alguém a pensar os pensamentos que irrompem. E gostaria (e é mais uma expectativa) que este reconhecimento não se deixasse escapar.

"Qual seria a diferença entre reconhecer e não reconhecer que só existe a experiência? O que é que mudava? "

O eu não existe quando só existe a experiência e quando cessa o pensamento sobre o que está a acontecer agora.

Na paz deste instante santo,
Abraço, João.

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Re: João

Postby Canfora » Fri Oct 07, 2016 11:03 am

Olá João, bom dia!
Obrigada pelas tuas respostas.

Mudou alguma coisa desde que começamos a falar sobre este assunto? Reparaste se ver que não existe um eu teve alguma consequência na tua vida?

Dirias que podes voltar a acreditar que um eu existe ou que, tal como a crença no Pai Natal, é impossível voltares a acreditar no eu separado?

Abraço!
S

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Re: João

Postby jpaulo » Mon Nov 21, 2016 4:10 pm

Bom Dia, Sandra!!!

Perdoa-me ter levado tanto tempo a responder-te. Uma multiplicidade de coisas despontaram e não arranjei "tempo e espaço mental" para responder. Mas...eis de novo aqui. Na sua realidade profunda, amo todo este processo de reconhecimento interior que tenho feito com a tua orientação. Agradeço profundamente a tua generosidade. Posso, agora, reiniciá-lo...e de forma consistente. Não deixa de se afigurar estranho sublinhar tudo isto já que todo este processo se trata da "destruição do eu" ou melhor do reconhecimento de que o eu não existe.
Agradeço se te dispuseres a ajudar-me.
Na paz do momento presente, João


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